Passado presente (XXVII)


Patrícia Reis,

 

Colecção Vampiro – Livros do Brasil

(com capas de Cândido Costa Pinto)

26 comentários em “Passado presente (XXVII)”

    1. Também eu, compadre. Fui e sou fã da fabulosa Colecção Vampiro, aliás durante grande parte da sua existência servida por óptimos tradutores, como Fernanda Pinto Rodrigues e Ricardo Saló. Mas as capas de hoje têm muito menos categoria do que as mais antigas. As do Cândido Costa Pinto, grande pintor surrealista português, eram das melhores. Foi ele o primeiro ilustrador da colecção, que começou com a obra ‘Poirot Desvenda o Passado’, de Agatha Christie. Excelente obra.

        1. Não valerá tanto como a revista nº 1 do Super-Homem. Mas quem tenha a colecção completa da Vampiro tem certamente algo com um valor já considerável, para além do afectivo.

  1. Olha as minhas leituras de Verão à sombra do Espigueiro na quinta da minha avó materna!! Acho que os li todos, com especial predilecção pelos do Erle Stanley Gardner, Ellery Queen, Perry Mason, A.A.Fair, Raymond Chandler e, claro, Agatha Christie. Lia-os de seguida, nas horas quentes que se seguiam ao almoço, impreterivelmente ao meio-dia, nessas duas horas de sesta que na altura era obrigatória. Outros tempos.

      1. Lá está! É o que dá falar de memória de memórias com mais de 30 anos. Mas eu adoro estes lapsos, permitem que o interlocutor me corrija e a conversa flua [provado que fica o patamar de conhecimento do outro] 🙂

        Erle Stanley Gardner era também A.A.Fair, eu sei.
        Quem era o autor de Perry Mason? Por acaso mais tarde também gostei da série [e veja lá caro João Carvalho que não me lembro do nome do actor, alto, barrigudo, de barba, e a imagem que me ficou do detective Perry Mason].

        1. O criador de Perry Mason foi precisamente Erle Stanleu Gardner. Na série televisiva, o actor creio que foi o mesmo de ‘Ironside’: Raymond Burr, um canadiano que chegou a ganhar um Emmy.

    1. Parece que poucas pessoas têm todos. Mas acho que muitos de nós cresceram com montes deles à mão: foram uma espécie de livros de bolso (no formato e no preço), muito antes de serem ‘inventados’ os livros de bolso. Na minha juventude, era a leitura de praia preferida.

  2. Não tenho a colecção completa, até porque há muitas edições que hoje só se encontram em certos alfarrabistas, mas não perdi a esperança de vir a tê-la. Entretanto, todos os meses continua a sair um novo exemplar. Só é pena que já não tenham aquelas capas fabulosas do C. Costa Pinto.

  3. Também li todos os que apanhei à mão. Primeiro os da Agatha Christie (e estes também com uma determinada hierarquia: primeiro Poirot, depois Miss Marple, a seguir os outros) e depois todos os outros autores, a eito. Gostava muito dos casos do Perry Mason.
    Falta falar nos do Simenon, do Maigret (não eram desta colecção? já não me lembro).

    1. Era sim, Ana. Nesta primeira fase, a Vampiro publicou várias obras de Simenon, quase todas da série Maigret. Viria a lançar outras muitos anos depois. Comecei pela Agatha Christie, passei para o Erle Stanley Gardner, li o Chandler e o Spillane, mais tarde fixei-me no Simenon, que se tornou o meu eleito. Ao longo de todos estes anos, fui lendo Rex Stout sempre com prazer. Um autor único – talvez aquele a que me tenho mantido mais tempo fiel.

      1. Os meus eleitos continuam a ser a Agatha Christie e o Simenon. Talvez porque são de estilos completamente diferentes e se completam, não sei. Mas devorei todos, sem excepção. Já me passou a febre dos policiais, mas deram-me muitas e boas horas de evasão! 🙂

        1. Agatha Christie e Simenon são dois autores de sempre, Ana. Mas a grande criação literária do universo policial, como o João já assinalou, foi o Nero Wolfe, detective gastrónomo (que inspirou o Pepe Carvalho do Montalbán) e cultivador de orquídeas. Uma das grandes figuras literárias do século XX.

          1. Lembro-me bem dele, sim. Era requintadíssimo, com o seu cozinheiro expert e as suas orquídeas. Excelente.

            Mas já que estamos aqui a evocar os mestres do policial, não posso deixar de chamar aqui Sir Arthur Conan Doyle, com o seu magnífico Sherloc Holmes! 🙂

            1. Esse também, claro, embora seja de outra galáxia. E havia ainda o Maurice Leblanc e o seu Arsène Lupin, de que também hei-de falar aqui.

  4. Cá por mim ia sempre pelo Frank Gruber. Não seria, literariamente, o melhor (OK, não era, facto), mas dava-me um enborme prazer juvenil…

    1. O Frank Gruber era da segunda linha, junto com o Spillane. Autor de um policial que esteve na origem de um excelente filme negro do Kubrick: Um Roubo no HIpódromo. Houve uma altura em que esteve muito em foco na Vampiro.

  5. Prezado Pedro,

    caso você tenha alguma dica de site com ilustrações deste autor para capas de Agatha Chrisite, envie para mim. A propósito de Agatha e outros temas afins, convido você e a todos para conhecerem alguns blogs de minha autoria…

    A Casa Torta: O Mundo de Agatha Christie
    http://acasatorta.wordpress.com

    Cinema é Magia
    http://cinemagia.wordpress.com

    Somente Boas Notícias
    http://somenteboasnoticias.wordpress.com

    Televisão é Magia
    http://telemagia.wordpress.com

    Um abraço e um Feliz 2009.
    Tommy Beresford

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