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Eu, que só gosto de carros novos, tenho fascínio pela 4L. O meu pai chegou a ter uma, mas não era bem 4L, tinha a parte de trás mais levantada. Mas aquela alavanca de velocidades junto ao volante…
Como era???
Era perfeita para uma condução rápida, pelo menos como eu a via nessa altura, quando era um condutor rápido.
Provavelmente, hoje seria um factor de atrapalhação, mas nesse tempo eu achava que era o sítio adequado para a manete.
Tinha uma excelente caixa de velocidades e a manete continuaria hoje (para alguns que conheço, continua mesmo) a estar muito bem. Eu próprio cheguei a ter uma, quando também tive um Rover 2000TC, porque este gastava tudo o que eu ganhava e mais algum…
Mas a caixa levantada atrás??? Não sei do que falas.
Ah. Eu tento explicar: quando falo em caixa levantada atrás, tem a ver com o habitáculo. Seria, talvez, a carrinha. A parte de trás abria no tecto e era óptima para seguir as provas de ciclismo, que era para isso que o carro servia. Creio que se chamava 4F, mas não tenho a certeza.
Olha, é mesmo 4F. Vé a imagem e imgina a parte de trás do tecto a abrir: 446/f42qt1.jpg
http://img410.imageshack.us/img410/3
Ah! A 4F, sim. Era uma 4L de carga que levantava um painel curvo por cima das portas da bagageira.
Exacto!
Este era quase obrigatório aparecer aqui, compadre. Um carro que é símbolo de toda uma época na Europa Ocidental. De poucos se pode dizer o mesmo.
De poucos, mas de alguns (mesmo dos que não gostas!): Carocha, 2CV, Fiat 600, Mini, etc.
Sim, desses todos e mais alguns – mas não muitos. E não esquecer o Aston Martin do James Bond. Do genuíno James Bond, não deste que anda agora aí.
É verdade! Bem popular, o Aston Martin DB7! Hehehe…
A 4L foi o primeiro carro daquele meu amigo de infância que tem sido nosso comentador habitual. Depois teve mais, como carro único, e ainda mais, como segundo carro. Já lhes perdi a conta.
Que belo carrinho. Adorei o meu. Uma mistura de carro, carrinha e jipe. E adorava a maneta das velocidades, onde eu acabava por repousar o braço… Saudades…
Sim, dava um jeitão. Nisso, a 4L e o 2CV eram semelhantes.
Renault 4L era o carro de trabalho que eu tinha em 1972… já lá vão uns anitos…
Em 1968, o meu pai tinha um Wolseley; quando tirei a carta, foi o primeiro carro que conduzi.
Em 1970 o meu namorado tinha um Beach Buggy!
Em 1972, um amigo tinha um Singer Chamois!
Alguém se lembra destes “bólides”?
Claro. Não sei qual seria o modelo do Wolseley (arrisco no 1300), mas lembro-me perfeitamente de todos.
Um dos meus melhores amigos ainda tem uma, velhinha mas funcional, que já nos levou para muitas noites de farra.
É uma máquina: excelente motor, difícil de atolar (por ser relativamente alta), e com uma chapa excelente. Já não se fazem carros assim, hoje em dia é tudo mais ou menos descartável.
Também sou muito amigo de quem tem tido várias, como já escrevin acima. Mas não se fie na chapa, meu caro, porque é a fraqueza delas.
4L’s?
Tenho duas e meia paradas numa garagem a apanhar pó. Uma delas parou com a inspecção válida e não fosse o seguro andava mais e não tinha ficado sem bateria… é uma pena!
Não sei se as mantenha para a posterioridade, ou se me desfaça delas?
Ponha uma em ordem, original, obtenha a homologação noCPAA ou no ACP Clássicos e venda-a a um coleccionador (fale comigo). Fique com a outra e meia, faça-lhe o mesmo e guarde-a, mas use-a, porque é essencial que circulem de quando em quando.