Pela Europa


Cristina Torrão,

Faço hoje uma pausa nas Rapidinhas de História, voltarão no próximo ano. E aproveito para pôr aqui outro vídeo: “Da Alemanha até Portugal, em três minutos”. Uma viagem pela Europa sem fronteiras. Para quem gosta de liberdade.

Trump e Putin são psicopatas invejosos. O seu discurso anti-Europa é apenas mais um, entre os disparates que debitam, todos os dias. Esperam desmoralizar-nos. E não podemos deixar que isso aconteça.

Faço viagens entre a Alemanha e Portugal, maioritariamente de carro, há trinta e três anos. Sinto-me bem-vinda em qualquer local, sou uma europeísta convicta. Não sei de outro lugar do mundo, onde se viva melhor, com mais liberdade.

Mensagem de resistência para 2026:

VIVA A EUROPA!

 

23 comentários em “Pela Europa”

  1. A ‘Europa da Alemanha’ é uma Europa completamente diferente da ‘Europa da Itália’, e da ‘Europa dos Balcâs’, e da ‘Europa Atlântica’. Não existe uma ‘Europa’ cultural e étnica, nem nunca existiu.
    A ‘Europa’ é uma designação geográfica, não é uma união ou federação como os hiteleres e napoleões pretendem desde há séculos.
    Esses ‘vivas’ à Europa escondem um objectivo político de dominação.
    Nessa ‘Europa’ unificada por esses ‘vivas’ (e por um hino oficial germano, que apela ao belicismo histérico), as diferenças de opinião sobre o apoio ao regime nazi e xenófobo de zelensky/bandera é perseguido e intolerado.
    Nessa ‘Europa’ unificada por esses ‘vivas’ são os francos-germanos que querem mandar o destino das Nações e Povos independentes e soberanos que habitam a região geográfica designada por ‘Europa’.

    1. Não existe uma ‘Europa’ cultural e étnica, nem nunca existiu.

      Se já tivesse vivido na América, como eu já vivi, saberia que sim, que a Europa cultural existe.
      Culturalmente, o Atlântico é um fosso enorme. Há muito mais em comum entre um português e um alemão do que entre qualquer deles e um americano.

      1. É mentira.
        Já vivi na Alemanha, nos EUA, no Brasil, em Macau, e em Timor.
        E o ‘português’ tem muito mais de identidade cultural, linguística e étnica com o Brasil e os povos da América, África e Ásia que se miscigenaram com o ‘português’ do que com os anglo-saxões e germanos.

    2. Uma Europa cultural existe, pelos menos, desde a Idade Média. Que mais foram as Cruzadas, senão uma “união europeia”?

      Aliás, já nessa altura, Portugal beneficiou muito dessa união. Afonso Henriques conquistou Lisboa, graças a uma frota de cruzados francos, ingleses, flamengos e “germânicos”. Também lançou um ataque a Alcácer do Sal, uns anos mais tarde, com a ajuda de cruzados.

      Havia muito mais línguas do que agora, mas as várias nações, reinos, regiões entendiam-se em latim. Os clérigos eram os tradutores.

      1. Cara Cristina Torrão
        As cruzadas não tiveram qualquer motivação cultural. Foram motivadas pela religião. Foi uma «união religiosa» contra os infiéis. A não ser que se considere que a religião também é uma marca cultural.
        Boas pedaladas.

        1. A religião é, sem dúvida, uma marca cultural. Tradição e herança. O Natal e a Páscoa não são apenas festas religiosas, são, acima de tudo, manifestações culturais, que já extravazaram para além do mundo cristão. Na Idade Média, ninguém falava em “Europa”, falava em “Cristandade”. E era isso que a diferenciava das outras culturas e civilizações.

        2. Para não falar do estilo gótico, um fantástico movimento arquitectónico europeu. Começou em França, espalhou-se por toda a Europa. Milhões de turistas, de todo o mundo, vêm à Europa, todos os anos, maravilhar-se com as catedrais góticas.

          E tantas outras coisas.

          É o que eu digo: “os amaricanos” têm é inveja.

          1. Os americanos são como aqueles pratos feitos com sobras, tipo o empadão ou a roupa-velha: podem ser até muito saborosos e chegarem mesmo a ser mais apreciados do que o prato de que provieram, mas nunca perderão a sua natureza de mistura de restos, sem verdadeira originalidade em sentido forte.

            O povo e a cultura norte-americanos foram cozinhados com os restos da Europa, como aliás todos os povos e culturas do mundo dito ocidental, mas muito particularmente os norte-americanos. São uns ressabiados, como todos os novos-ricos grunhos de que Trump é a caricatura ambulante. De todos os filhos da Europa, os States são o Édipo mais mal resolvido.

  2. Muito bom, cara Cristina, muito bom! Até a banda sonora… e a “la grande nation”, eheheh.

    E subscrevo inteiramente, de coração, e bem ciente de que poderão vir aí tempos muito difíceis, a sua mensagem de resistência: VIVA A EUROPA!

    Feliz Ano Novo!

  3. Também sou um europeísta convicto. Defendo uma federação de Estados Europeus.
    Sou contra muros e fronteiras. “Toda a gente é pessoa”.

    1. Sou contra muros e fronteiras.

      Atualmente há muitos muros na Europa. Entre a Grécia e a Turquia e entre variados países e a Bielorrússia ou a Rússia.

    1. Portugal é europeu. Portugal beneficia da União Europeia, sem perder a sua identidade. Temos quase 900 anos de existência, 900 anos de identidade, nem sequer com os espanhóis nos confundimos.

  4. sou uma europeísta convicta. VIVA A EUROPA!

    Desde que não se confunda a Europa com a miserável União Europeia que atualmente temos, tudo bem.

    1. Não me parece que seja miserável. E acredito que vai resistir às tentativas trumpianas de desestabilização. A Europa tem vários trunfos na mão. Um deles, está aqui, na Alemanha, em Ramstein, a maior base aérea norte-americana, em solo europeu. Importantíssima para intervenções no Próximo Oriente. E financiada, em grande parte, pela própria Alemanha, ao abrigo de acordos com a NATO! O Trump que não se arme ao pingarelho!

      1. > A Europa tem vários trunfos na mão.

        Um embargo do Henessy, e a NBA em peso insurge-se e derruba o governo.

      2. Cara Cristina Torrão
        (Essa última tirada fez-me lembrar a bazófia do Pedro Santos contra os banqueiros alemães).
        Em termos oficiais a guerra 1939/45 não terminou. Não foi assinado qualquer acôrdo de paz entre os beligerantes. A Alemanha foi ocupada pelos quatro aliados, que a dividiram em quatro. O Reino Unido e a França foram-se embora, os sovietes foram corridos, mas os «amaricanos» lá continuam, a vigiar os «alemãos». A presidência do pato Donald é contingente, mas a ocupação é permanente. E os «amaricanos» percebem que é necessário vigiar os germanos, pois estes têm o mesmo gene dos eslavos: a tendência de tentar dominar o mundo. Resumindo, os «alemãos» é que têm de ter cuidado com os «amaricanos».
        De qualquer forma, estas discussões são bizantinas. Discutimos o sexo dos anjos com os turcos à nossa porta e, pelo que sei, aí na Alemanha os turcos são mais que as mães. Dentro de pouco tempo Berlim e Constantinopla partilharão o mesmo destino e não haverá germanos com quem os tipos da América tenham que se preocupar.
        Boas pedaladas.

        1. Os turcos já estão na Alemanha há várias décadas. Tem a certeza que essa partilha de destino está para breve? Porque não aconteceu ainda? Tem conhecimento da duração do plano? Quatro, cinco, seis décadas? Um século?

          Afinal, quem se preocupa com quem? Os americanos com os alemães? Ou os alemães com os americanos?

          Não faço ideia da “bazófia do Pedro Santos contra os banqueiros alemães”. Quem é o Pedro Santos?

  5. Viva, Cristina! Gostei de fazer esta viagem “rapidinha”, de três minutos; até consegui reconhecer alguns troços de estrada no País Basco… do pouco que conheço; mas que saudades…e que inveja!… Totalmente de acordo consigo; mal por mal, estamos num bom lugar, podemos falar de “fronteira” sem termos que parar e esperar horas, e o melhor é que até podemos dizer mal deste sítio que ninguém nos importuna por isso. Feliz Ano Novo para todos.

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