“Perceber, através da Pordata, que Portugal tem 4,4 milhões de pobres e que esse número reduz para 1,9 milhões após as transferências sociais, permite concluir quatro coisas: que há um enorme número de portugueses pobres; que as transferências do Estado têm um efeito positivo brutal; que, mesmo com apoio, 20% dos portugueses continuam em patamares inaceitáveis de pobreza; que tudo isto demorará muitos anos a alterar e que isso dependerá do crescimento da economia portuguesa.
(…)
A emigração já entrou noutra fase, daquelas em que as políticas públicas quase não têm efeito.
(…)
Neste momento, um quinto dos bebés portugueses nasce no estrangeiro; um valor incrível, mas natural, já que um quinto dos portugueses entre os 15 e os 39 anos vive fora de Portugal. Salvo os países em guerra ou Estados falhados, Portugal é de onde mais se emigra.”
Ricardo Costa
Expresso
21 Out 2022
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

Mas quem disse que Portugal não é um estado falhado? Ou será que Ricardo Costa acha que um estado que recebeu anos a fio rios de dinheiro da UE não é um estado falhado quando mesmo assim apresenta:
1- uma dívida pública monstruosa
2- perde lugares atrás de lugares nos rankings de riqueza na Europa e OCDE
3- tem mais de 40% da pop pobre e só acaba por ser menos graças à cada vez maior subsídio dependência do povo
4- tem mais de 20% da pop sem médico de família
5- tem listas de espera que vão até 2 anos (ou um pouco mais até) em várias especialidades médicas um pouco por todo o país
6- é governado por vários ministros que infringem as leis e continuam no governo como se nada fosse
7- onde processos judiciais podem durar mais de 10 anos até que os crimes prescrevem
8- onde morrem num só ano mais de 100 pessoas em incêndios
9- onde não há segurança em paióis militares
10- têm vários milhares de alunos que ficam sem pelo menos 1 professor durante todo o ano letivo
11- tem grávidas que não podem dar à luz ao fds porque não há urgências disponíveis ou então levam com centenas de km em cima
12- tem uma carga fiscal cada vez maior mas serviços cada vez piores
Etc, etc, etc
Ora como é que é possível que um país que, volto a repetir, tem recebido fortunas da UE tenha hoje a economia, a educação, a justiça, a saúde, e a segurança no estado lastimável em que está? Se isto não é um estado falhado então é o quê? Ah já sei é um estado socialista!
Do outro lado da balança temos uma colorida narrativa, agasalhada na conhecida “não inscrição” dos portugueses, diagnosticada por José Gil.
“….Se isto não é um estado falhado …”.
Estado falhado?. Quem decide as políticas, quem tem o poder político, o Estado, é composto por personagens dos partido, na AR. Sabemos que nada têm a ver com a vida do cidadão comum, desde o mais rico ao mais pobre. Uma torre de marfim que têm regalias como ninguém. Sabem decidir, sabem, e são bem servidos. Representam-se.
Na verdade o “Estado” está muito bem servido e recomenda-se. Basta ver.
Quem está “falhado” é quem paga impostos e é mal servido.
Se o Estado não serve os interesses dos seus eleitores é um Estado falhado. Não é por servir os interesses da cúpula que não o é muito pelo contrário.
Curioso que o comentador “Luis” (que aparenta não saber escrever o próprio nome) enumera diversos problemas do capitalismo para no final ter um derrame cerebral e falar em socialismo.
Mais curioso é o seu comentário, pois mesmo desconhecendo completamente como me chamo (e sim no meu cc é exatamente Luis sem acento e com s e já o era no antigo bi), vem para aqui armado em carapau de corrida a pensar que me vem dar lições acerca do meu próprio nome e acaba a fazer figurinhas. Quando somos ignorantes e, neste caso até é normalíssimo que o seja, o melhor é mesmo estarmos calados meu caro anónimo.
Quanto ao suposto derrame cerebral é engraçado visto que, há quase 30 anos que quem nos governa é o socialismo, com uma interrupção de 4 anos (e pouco mais que isso) que ainda por cima foi para lá para cumprir um acordo assinado pelos próprios socialistas mas, mesmo assim, você cola os problemas que enumerei aos capitalistas. Diga-me uma coisa, Guterres, Sócrates e Costa são exatamente o quê? Capitalistas ou socialistas? Se são socialistas, se os problemas enumerados existem, e se o PS foi efetivamente de longe quem mais governou nas últimas décadas, você acha que esses problemas não derivam deles? Então derivam de quem? Se não é dos que governaram a culpa é dos que não governaram é isso? Enfim e os outros é que têm derrames cerebrais!
Quando é que Guterres, Sócrates ou Costa nacionalizaram os meios de produção?
E quando é que as suas governações levaram a uma baixa generalizada de impostos sobretudo sobre o trabalho e empresas de modo a estimular a competitividade e atrair investimento ao estilo verdadeiramente capitalista, a uma maior flexibilidade nas leis laborais e a uma diminuição do peso do estado? Agora mesmo Costa, como ótimo capitalista que é e defensor dos mercados livres e da concorrência entre empresas porque raio decidiu nacionalizar a efacec? Não teria sido mais “à capitalista” e menos “à socialista” deixar a empresa ir ao buraco confiando que, sempre que uma empresa cai o mercado arranja outra porque há sempre alguém à espreita de oportunidades? Enfim já se ouviu de tudo, agora que Costa, Sócrates e Guterres são capitalistas essa é nova! Quase melhor que a lenga lenga de que a culpa é todinha da “conjuntura” e nunca, nem um bocadinho insignificante sequer, da governação e opções do dr Costa e sus Muchachos.
E ninguém diz por que razão há 4,4 milhões de pobres?
O ódio ao lucro, que tem origem na génese católica do camelo passar mais facilmente pelo buraco da agulha que um rico salvar a sua alma, transitou para o socialismo pós-confessional da actualidade.
A GALP teve 600 milhões em lucros — com a protecção do Estado — a esmifrar tantos as pessoas que elas até têm de ir roubar comida nos supermercados. Milhares de milhões que vêm dos impostos e da Europa sem nunca terem feito nada e sem fazerem as reformas necessárias para o país progredir.
Não sei se eles têm ódio ao lucro… têm é ódio a distribuí-lo.
não me parece que tenham ódio ao lucro posto que os políticos entram com uma mão á frente e outra atrás e saem cheios de dinheiro , dinheiro que era nosso. o problema também é a cagança : web summit ou o que é que é , empreendedorismo , contrair empréstimos , montar negócios do principio ao fim a crédito (e não pagar as dividas.) e bla blas bla de especialistas em gestão “moderna” , que estão ao serviço da usura e são promovidos como intelectuais de gabarito por quem ganha rios de dinheiro com o esquema. o nobel serve para isso.
a “criação de empregos” pelo estado tb é um factor que contribuiu e muito para a nossa pobreza. inventam leis que criam obrigações sem qualquer utilidade para empregar os chouriços que saem das faculdades . são actividades completamente parasitárias , sem interesse nenhum e que não fazem falta nenhuma. lembrei-me dos certificados energéticos , por exemplo. não servem para nada , só para gastarmos dinheiro e empregar uns tantos. como este exemplo há imensos .
os serviços já passaram a ser indicador de sociedades subdesenvolvidas…as actividades do sector primário e secundário , as que só precisam de mão de obra quase “analfabeta” , mas altamente qualificadas , são as que fazem um país rico e independente. o trabalho “manual” é infinitamente superior ao “intelectual” , convinha começarem a perceber. um pescador vale 50 juristas. ou mais.
e a usura é um nojo , e a usura é causa também da nossa pobreza : os celebres e misteriosos “investidores”…o enigmático mercado.
para ser livre , primeiro há que trabalhar e poupar. é um caminho difícil , mas muito compensador , não apanhamos pulgas nem demais bichos nojentos sugadores do trabalho dos outros.. e vaidades e manias e modas só prejudicam.
Já em tempos aqui postei sobre os desincentivos ao trabalho, por exemplo, dos jovens nas férias escolares. Soube há dias de um caso de um rapaz que trabalhou dois meses no Verão e por isso, os seus pais já perderam os direito à esmola dos 50€ por cada dependente.
Pode ver como Regime Socialista gosta da manutenção da pobreza pela maneira como a taxa de IRS chega a mais de 100% para o trabalho extra a quem tenha entre o ordenado minimo 9870 euros e 11000 euros.
E nada disto abre primeiras páginas do Expresso, da SIC, do Publico e muitos outros socialistas…
Uma pessoa que ganhe 9870 euros ano leva para casa 627 euros mês, uma que ganhe 11000 euros leva 628 euros. Para valores intermédios chega até 619 euros por exemplo alguém que ganhe 10800 euros ano. Ou seja trabalhou mais 1000 euros que quem ganhou 9870, mas não vê nada desse ganho e ainda perde dinheiro.
Pelo que li, no OE que irá ser aprovado pela maioria absoluta, quem ganhar o Ordenado Mínimo terá de pagar IRS. Nem na proposta de “flat tax” da IL isto poderia acontecer.
Mas acontece no maravilhoso governo socialista. Qualquer pessoa com um pouco de cérebro sabe que ninguém gosta tanto de impostos como a esquerda, ala política que gosta muito de distribuir mas é horrível a produzir, portanto, só pode recorrer ao endividamento e ao aumento de impostos que, por sua vez, acabam por levar à desgraça da economia e consequente aumento da pobreza. Sócrates abusou dos empréstimos e agora Costa que já não pode endividar mais o país, é obrigado a saquear o bolso dos que trabalham sendo evidente o aumento da pobreza, ou seja, temos a confirmação do que referi anteriormente bem diante dos nossos olhos. Obrigado PS!
incrível , mesmo. os miúdos só ganham em adquirir cultura do trabalho desde cedo. o meu pai era um exagerado , mas aos 13 anos eu já fazia trabalho de adulta. pagava-me á percentagem , não imagina a velocidade que adquiri com esse incentivo -:)
Não se chama ódio ao lucro mas sim ódio ao parasitismo. “Ganharás o pão com o suor do teu rosto.”
Obterás lucro com o suor do teu rosto, não com o suor do rosto dos outros. Nem com o sangue do povo ucraniano.
Eu, que não sou católico, aproveito para referir que a única religião que conheço que não concorda com esta frase pratica a mutilação genital de bebés de um dos sexos (vá, há piores que o fazem a ambos os sexos).
Jesus foi o primeiro socialista.
um quinto dos bebés portugueses nasce no estrangeiro
Não são bebés portugueses. São bebés filhos de portugueses e que, como tal, têm direito à nacionalidade portuguesa. Mas muitos deles nunca chegam a pedir e a adquirir essa nacionalidade. São, de facto, bebés estrangeiros, embora filhos de portugueses.
um quinto dos bebés portugueses nasce no estrangeiro
Pois, mas, e quantos filhos de estrangeiros nascem em Portugal?
Pois que, tal como há filhos de portugueses que nascem no estrangeiro, também há estrangeiras que dão à luz em Portugal – e muitos dos seus filhos adquirirão a nacionalidade portuguesa e, quiçá, farão vida em Portugal.
No texto do Ricardo Costa isso é também referido.
No fim de contas, e mantendo a trajectória, dentro de poucas décadas seremos menos de nove milhões. Já sei que vai arranjar uma teoria da treta qualquer a garantir que isso é óptimo, mas é péssimo.
Não vou arranjar nenhuma teoria de treta a garantir que a diminuição da população portuguesa é ótima.
Digo pelo contrário que, para evitar essa diminuição, é essencial que Portugal arranje leis e procedimentos que, ao contrário dos atuais, facilitem e estimulem a imigração de estrangeiros para Portugal. É preciso que Portugal tenha uma política ativa, e não passiva, de imigração, com as autoridades públicas a apoiarem e estimularem aqueles que – sobretudo vindos de países mais pobres – pretendam mudar-se para Portugal.
Você não precisa de arranjar uma teoria da treta, alguém já arranjou por si para justificar 7 anos de socialismo mais os que virão sem nada melhorar a não ser a máquina fiscal.
O balio vai para além da troika.
Defende uma espécie de eugenia social que nem o “escurinho da troika” (camarada Arménio Carlos ‘dixit’) ousou sequer pensar, quanto mais defender.
Tanto faz se os portugueses se extinguirem: serão substituídos com vantagem por multidões de imigrantes a ocuparem este mesmo espaço.
Tanto faz se os portugueses se extinguirem: serão substituídos com vantagem por multidões de imigrantes a ocuparem este mesmo espaço.
Não é uma questão de “tanto fazer”. Também não é uma questão de vantagem.
É uma questão de inevitabilidade. Nenhum povo desenvolvido, como o português, consegue ter uma natalidade que compense a mortalidade. Nenhum! Portanto, inevitavelmente, um tal povo tende a extinguir-se. Inevitavelmente. E então, inevitavelmente, mais cedo ou mais tarde, depressa ou devagar, contra resistências ou sem elas, será substituído por imigrantes.
Tratando-se de algo de inevitável, convém que o aceitemos com naturalidade.
“Tanto faz se os portugueses se extinguirem: serão substituídos com vantagem por multidões de imigrantes a ocuparem este mesmo espaço.”
Dado que os portugueses não são uma espécie mas sim uma nacionalidade, não faz qualquer sentido falar em extinção. Esse comentário de substituição soa a extrema-direita daquela fedorenta que escreve no Observador.
“Um decreto a reconhecer a cidadania faz-se em minutos e pode fazer-se já; um cidadão, isto é, o homem pleno e conscientemente integrado numa sociedade política civilizada leva séculos a fazer.”
um cidadão, isto é, o homem pleno e conscientemente integrado numa sociedade política civilizada leva séculos a fazer
Deve ser por isso que Israel, por exemplo, praticamente não tem cidadãos: porque, tratando-se de um país com menos de um século, ainda não teve tempo para os fazer…
Ofereço-lhe outra bonita citação para compensar:
“Em Israel, cada cidadão é um soldado e cada soldado é um cidadão.” (David Ben-Gurion)
o socialismo exporta gente
por ser incapaz de criar riqueza
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/p ensamento-da-semana-14731963?thread=1123 38619#t112338619
Por onde se vem a saber que Salazar e Passos Coelho eram socialistas
Achará, juntamente com todos os apoiantes da situação, que a Prodata lhes deve um grande pedido de desculpas.
O nome “entulho” adequa-se. E, como outro comentador referiu, pelos vistos Passos Coelho e Salazar eram socialistas.
Tanto drama que se faz sobre a emigração em Portugal! Como se a emigração fosse um drama.
E porque não falar também sobre a imigração, sobre as dezenas de milhares de estrangeiros que, ano após ano, vêem viver para Portugal? Não deveríamos falar deles? Não deveríamos ficar satisfeitos por eles virem? Não deveríamos ficar orgulhosos de ter um país tão convidativo, que tanta gente escolhe para viver?
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/p ensamento-da-semana-14731963?thread=1123 38875#t112338875
Estranhamente o Expresso não se olha ao espelho.
O representante do “jornalismo de referência” de um regime falhado não tem nada que ver com os resultados esse regime?
estórias do caneco
O Lucky, sempre tão alérgico ao jornalismo, “informa-se” por sinais de fumo e pelos boatos da porteira e pelo diz-que-disse do barbeiro e pelas novidades do tasqueiro lá do bairro.
Só fontes idóneas. Do mais credível que há.
Nunca perdoarei aos jornalistas terem-me tirado um dos grandes prazeres: ler jornais.
O comportamento dos jornalistas no COVID, 99% deles, foi mais uma vergonha.
Lucklucky dava-se bem com Putin, ele também não gosta muito de jornalistas. Ou melhor, até gosta, mas só dos que dizem o que ele quer.
O pior de tudo é que o Luck normalmente tem razão.
“V.” e “lucklucky” são a mesma pessoa?
Percebo a sua dúvida. De facto, não parece haver muita gente capaz de ver para lá da cortina de fumo que 99% dos jornalistas portugueses utilizam como jargão profissional — e incapaz de perceber como, por exemplo, programas como O Eixo do Mal existem para estabelecer a “verdade” entre o público que interessa.
E por falar em emigrantes: que é feito daquelas ucranianas que há uns meses o Paulo Sousa ajudou a trazer para Portugal, e sobre algumas das quais (infelizmente poucas) até postou? Ainda estão em Portugal? Foram para outros países da União Europeia? Ou regressaram à Ucrânia?
“Neste momento, um quinto dos bebés portugueses nasce no estrangeiro…”
Ora um quinto para o pai e mais um quinto para a mãe quer dizer que neste momento há três quintos de portugueses no estrangeiro.
A demagogia no discurso de ódio é tramada, até cegam, nem vêem o tamanho da asneira.
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/p ensamento-da-semana-14731963?thread=1123 41947#t112341947
Não é questão da Pordata dever um pedido de desculpas, trata-se apenas da Pordata dar a informação sem utilizar falácias indutivas.
Utilizar fracções em universos diferentes não é de certeza a forma mais correcta de informar a não ser que o objectivo seja mesmo a manipulação.
Pode elaborar sobre isso?
Quais são as “falácias indutivas” e a que “fracções de universos diferentes” se refere?
Não percebo a sua dificuldade, mas está bem eu explico.
Falácia indutiva é a generalização precipitada na contagem de pobres.
Fracções de universos diferentes:
– Um quinto dos bebés portugueses nasce no estrangeiro.
Os bebés portugueses nascem em Portugal, se nascem no estrangeiro não são portugueses, então a fracção pertence a outro universo.
Pode torturar os números à sua vontade.
Pelo que diz, um casal de jovens portugueses que decida emigrar por falta de condições de vida no seu país, deve ser excluído das estatísticas para que o governo não fique embaraçado com a realidade. Onde é que está a falácia indutiva?
A falácia indutiva está nos 4,4 milhões de pobres, ora se nós temos 4,8 milhões de trabalhadores, penso que não é difícil admitir onde está a demagogia.
Eu sei que a matemática não é fácil mas penso que isto é básico, não?
Desconhecerá, aceito, que muitos milhares de trabalhadores com ordenados regulares, fazem parte dos pobres aqui referidos, que lutam pelo final de cada mês, que passam frio em casa, que pagam 60% de imposto em cada litro de combustível e ainda lhes foi tirado 400€ para a TAP.
Não brinque com coisas sérias. O que aqui diz, mostra que de pobres o que conhece é o que vê na TV ou que leu algures. Eles estão sempre lá. Sempre existiram. O que é que se pode fazer?
Quem está bem estacionado, pode sentir-se confortável em votar num partido que arrogantemente se diz humanista, mas apenas consegue melhorar a vida de alguns portugueses. Sempre dos mesmos.
Só mesmo quem vive dentro de uma bolha é que tenta explicar que 44% de pobres não são 44% de pobres.
Sempre é melhor melhorar a vida de alguns do que piorar a vida a todos, que foi o que aconteceu no outro governo.
Se você diz que agora são 44% de pobres e a percentagem de desempregados é metade da que havia no tempo da troika, vê-se bem quem é que está dentro duma bolha.
Você deve ter um fetiche com o governo dos tempos da troika. Sempre que se critica algo de agora lá vem a correr falar no governo desse período. Já lhe disse e volto a dizer, mesmo admitindo que tudo o que você diz sobre esse governo é verdade, isto é, que esse governo foi terrível, isso não dá ao sr costa a liberdade para ser péssimo ou para que tenhamos de aceitar tudo o que o sr costa faz com um sorriso nos lábios. Depois se acha que é (e foi) melhor melhorar a vida de meia dúzia enquanto se atiram (e atiraram) milhares e milhares de portugueses para a pobreza no consolado do sr costa, está demonstrado o quanto você se preocupa verdadeiramente com a atuação do governo e com a vida e bem-estar dos portugueses. Você não quer saber se este governo atua bem ou mal seja sobre que tema for ou se prejudica ou não os portugueses. O que você quer fazer é simplesmente desviar o foco das asneiradas e patifarias do sr costa e culpabilizar outro qualquer que não socialista por todos os males do país. Das 2 uma, ou recebe para fazer estes fretes de ir ao vómito que aqui faz diariamente, ou é simplesmente um indivíduo rendido ao encantador de asininos de São Bento (se calhar até é as 2 coisas ao mesmo tempo). Peço desculpa pela dureza das palavras mas estou cada vez mais farto de pagar a fatura pelo deslumbramento dos encantados e/ou avençados do encantador de asininos que nos governa. Se não têm o mínimo pudor em me prejudicar a mim e a milhões de portugueses diariamente também não têm o menor direito ao meu respeito, é tão simples quanto isto!
um casal de jovens portugueses que decida emigrar por falta de condições de vida no seu país, deve ser excluído das estatísticas
Um casal de jovens nepaleses que decida emigrar para Portugal por falta de condições de vida no seu país, deve ser excluído das estatísticas de cidadãos portugueses?
Eu acho que deve ser incluído nas estatísticas. Se esse casal de nepaleses vive e trabalha em Portugal, e educa os seus filhos em Portugal, então, para efeitos práticos, são portugueses.
Já um casal de portugueses que emigra para Inglaterra, onde tem filhos e os educa, deve ser excluído das estatísticas portuguesas. Não estão cá nem para cá contam.
O Carlos Sousa já deu provas sobejas tanto aqui como ai noutro blogue (ele sabe que eu sei) de não fazer a mais pequena ideia de como as coisas acontecem por cá, de onde vem o dinheiro para isto ou aquilo e, até mesmo, de como cntas básicas e simples se fazem.
Responder-lhe, por isso eu também o faço, só tem uma vantagem: permite aproveitar as calinadas dele a ajudar outras pessoas a perceber as situações.
“Em política acontece que as mesmas palavras traduzam realidades diferentes e que coisas semelhantes possuam nomes contrários.”
um quinto dos bebés portugueses nasce no estrangeiro
Essa noção de “bebés portugueses” faz-me imensa confusão. Dois casos conhecidos por mim:
Como se classifica um bebé nascido na Inglaterra, filho de uma portuguesa casada com um inglês? Esse bebé é português? Ou não é?
E como se classifica um bebé nascido em Portugal, filho de uma russa casada com um português? Esse bebé é português ou não é?
É que atualmente há montes de bebés filhos de casais em que o pai e a mãe têm nacionalidades diferentes. Esses bebés entram para a estatística como portugueses ou não?
a nacionalidade à nascença pode-se adquirir de duas maneiras : eito-a-nacionalidade-portuguesa/
ius soli ou ius sanguinis ou seja , por local de nascimento ou por sangue , ainda que na maioria dos países só funciona o ius sanguini , ou seja , o filho terá a nacionalidade dos pais. ou de um deles.
depois há a obtenção de nacionalidade por tempo de residência. ou por casamento. mas a lei diverge de país para país enquanto a prazos e essas coisas. não é igual no mundo interior.
o caso português:
http://www.nacionalidade.eu/quem-tem-dir
Os 3 estarolas xuxas vieram logo marcar o ponto, como eu gostava de ter um emprego num observatório…
E mesmo assim, acham que trabalham muito e já se estão a fazer ao piso para os 4 dias/semana…
Uma vergonha. Não há outro termo para definir isto.
Vergonha ainda maior é parecer haver quem defenda ou até aplauda isto. Nem precisamos de sair desta caixa de comentários para encontrar tal gente.
Duplamente vergonhosa.
Só entendo essa defesa por parte dos patrícios que nestes últimos continuam satisfeitos, como uma manifestação de um absoluto egoísmo perante os seus compatriotas, aqueles com que se cruzam todos os dias e que lhes financiam os privilégios e as garantias.
Totalmente indiferentes ao sofrimento alheio.
Alguns, com refinada hipocrisia, até gostam de proclamar-se pessoas “com sensibilidade social”…
Enquanto tudo fazem para que estes chocantes índices se perpetuem. Portugal é, por exemplo, o segundo país da UE com mais população em risco de pobreza ou exclusão social por falta de condições condignas de habitação
Nem um sussurro crítico ouvimos dos tais acerca destes dados estatísticos que nos desonram e envergonham.
É por essas e por outras que, pelo menos a um dos avençados ou deslumbrados com as estórias de embalar do encantador de asininos de São Bento, que por aqui anda a vomitar fretes atrás de fretes ao seu dono, já perdi todo o respeito. Esta gentalha sobrevive às nossas custas, graças aos impostos que pagamos do nosso trabalho e ainda se dá ao luxo de nos vir dar lições de moral, é obra.
“Não dou dinheiro para agradar a todo mundo!”
Como não leio o Expresso, tenho dificuldade em entender o que quer Ricardo Costa dizer com a frase
A emigração já entrou noutra fase, daquelas em que as políticas públicas quase não têm efeito.
É para mim evidente que as políticas públicas têm sempre algum efeito sobre as migrações. Uma das principais funções repressivas do Estado moderno é reprimir e controlar as migrações. O Estado pode ser pouco eficaz a fazê-lo, mas tem sempre uma eficácia que se faz notar. Impedindo os imigrantes de se legalizarem, impedindo-os de arranjar trabalho legalmente, ou mesmo pondo-os em prisões, o Estado tem bastante eficácia a impedir a imigração. Infelizmente.
“Neste momento, um quinto dos bebés portugueses nasce no estrangeiro; um valor incrível, mas natural, já que um quinto dos portugueses entre os 15 e os 39 anos vive fora de Portugal. Salvo os países em guerra ou Estados falhados, Portugal é de onde mais se emigra.”
Se nascem no estrangeiro, não são portugueses. Quando muito sê-lo-ão no passaporte.
Quanto a Estados falhados, a Irlanda e a Nova Zelândia têm uma percentagem de nacionais a viver no estrangeiro superior a Portugal e não consta que sejam “Estados falhados”. Países pequenos têm tendência a ter muita emigração.