A primeira etapa para chegar à verdadeira paz é perceber que ela não é sinónimo de capitulação ou rendição.
Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana
A primeira etapa para chegar à verdadeira paz é perceber que ela não é sinónimo de capitulação ou rendição.
Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana
Desde que esse sinónimo contemple todas as partes de um qualquer conflito.
Sim.
Elevemos o nível dos comentários, tentando encontrar um patamar de reflexão e debate acima do senso-comum, centrando-nos no texto do Post.
“Perceber” é um julgamento subjectivo.
Logo, como alguma coisa subjectiva se poderá tornar sinónimo de uma coisa objectiva sem continuar a ser subjectiva?
Esse “perceber”, que no Post é o critério decisivo da equivalência (ser “sinónimo”), é impossível de ser “verdadeiro”. Portanto, nunca dele poderá nascer uma “verdadeira paz”.
— “The probability of an event on certain evidence is the proportion of cases in which that event may be expected to happen given that evidence” (Alan Touring, 1941, “The Applications of Probability to Cryptography”)
— “A sequence of events is judged to be exchangeable if our subjecive probability for each sequence is unaffected by the order of our observations” (Bruno de Finetty, 1970, “Theory of Probability”)
— “Finetti theorem shows that when starting from a sepecific but purely subjective expression of convictions, we should act as if events were driven by objective chances… In our everyday world, probability probably does not exist — but it is often useful to act as if it did.” (David Spiegelhalter, 2024, “The Art of Uncertainty: how to navigate chance, ignorance, risk and luck”)
Tente usar caracteres cirilicos no próximo comentário para se tornar mais claro e compreensível.
É verdade que a paz através da rendição ou capitulação não é muito genuína e tende a ser passageira. Mas sempre é melhor do que a guerra.
É melhor as pessoas não andarem aos tiros, mesmo que guardem rancor umas contra as outras.
Quem “anda aos tiros” (para usar o seu eufemismo) é o ditador russo, que a 24 de Fevereiro de 2022 deu ordem a meio milhão de tropas russas para invadir a Ucrânia, violando o direito internacional, sem declaração de guerra, e contrariando todas as “garantias de paz” que antes dera.
Em casos como este, a nação invadida tem não apenas o direito mas o dever de resistir à agressão.
Como Portugal fez, por exemplo, entre 1640 e 1668: 28 longos anos de resistência armada ao imperialismo espanhol que nos quis sufocar a soberania. Longa e vitoriosa Guerra da Independência.
Por aqui andam alguns jacobinos …
Alguns anónimos encapuzados, sim.
FYI ic-economy-frozen-assets-empty-arsenals-a nd-the-quiet-admission-of-defeat/

Uma perspectiva americana
https://ronpaulinstitute.org/europes-pan
Uma perspectiva americana
Eu não diria que é uma perspetiva americana, mas sim uma perspetiva realista. Há muitos na Europa que têm a mesma perspetiva.
FYI QPI
Uma perspectiva europeia (Yanis Varoufakis) (“We’re Praying Nothing Goes Wrong”—What I Heard in Basel’s Secret Meeting)
https://www.youtube.com/watch?v=zVZ9gJbY
Esse vídeo de Varoufakis é produto de inteligênica artificial. Não é verdadeiro.
Yannis Varoufakis?
Áh! Sim! ’tou a ver. O grego amiguinho
da bloquista Catarina Martins que queria
mandar nos Helenos e, claro, nas Helenas.
Eh! Eh! Eh!
Bloco de Esquerda, Syryza, Bernie Sanders…
O Bernie Sanders queria ser presidente dos “Sates”.
A Catarina Martins quer ser presidente de Portugal.
O Bernie perdeu.
A Catarina…
João Barros da Costa
Há quem diga que o video anterior é um deepfake não faço ideia pareceu-me legítimo, hoje em dia, quem sabe (?) mas tem multiplos pontos de factos verificáveis e por isso o partilho.
Em qualquer caso não deixa de ser uma perspectiva europeia !
Dipefeique total.
já transmitiu esse seu raciocínio ao Putin ?
Não conseguiu. Enfiou a mensagem na anilha do ponbo-correio, mas o bicho, sendo sábio, recusou voar para Moscovo.
Subscrevo, Pedro.
Oiço falar em “paz”, por estes dias, como sinónimo de rendição. Mas não são sinónimos, longe disso.
Cada vez mais pervertida, a bela e nobre palavra paz.
Não são sinónimos, porém, o caminho para a paz passa pela rendição.
O caminho para a paz exige tréguas, exige um cessar-fogo.
Algo de que o genocida Putin, agressor da Europa na Ucrânia, nem quer ouvir falar.
O caminho para a paz exige tréguas, exige um cessar-fogo.
Para a Ucrânia aproveitar para se rearmar e reconstituir o seu exército?
Só se a Rússia fosse parva…
Não exige cessar-fogo nenhum. O que exige é que se negoceie uma solução definitiva para o problema. Coisa que pode perfeitamente ser feita (parece aliás que está a ser feita) mesmo em a guerra prosseguindo.
Parvo é quem chama “parva” a nações – ou conjunto da nações, neste caso a Federação Russa.
Os países não são “parvos”, nem deixam de o ser. Parvas podem ser as pessoas. Nenhuma pessoa se confunde com um país, mesmo quando este é dirigido há 26 anos por um ditador, como no caso da Federação Russa.
Mas chamar parvo a Putin é atirar ao lado. Ele é, sim, um assassino.
Parece que o Putin estava à escuta e o ouviu, balio: já está a cozinhar uma solução definitiva para o problema, e em guerra prosseguindo! Já mandou os maiores e melhores mísseis para a Bielorrússia, não percebi muito bem se é por ficarem mais perto dos alvos europeus ou se é para ficarem mais longe da Rússia – assim como se põem as bilhas do gás do lado de fora da porta… ; e ordenou o recrutamento de centenas de milhares de reservistas para protegerem as instalações críticas! Como o senil americano parece feito de borracha, por mais que se engraxe nunca se sabe para que lado salta, e os da Europa em vez de meterem o rabo entre as pernas até lhe passaram a arreganhar o dente, o Putin muda enfim de estratégia, mas não das tácticas mais que batidas: rebaixa-se à invenção idiota de um ataque à “dacha” onde deve guardar os brinquedos da infância, tal a infantilidade histriónica da indignação… Tretas à parte, é um gesto desesperado para se livrar das negociações de paz em que estava a ser encostado às cordas, quando supunha que tinha Trump em piloto automático a fazer-lhe o trabalho sujo. Mas o narcisismo de Trump é tamanho que chega para servir todos, um de cada vez e alternadamente, em pessoa e por telefone. Ao Putin, já só faltava porem-lhe o “Acordo dos 20 Pontos” à frente para assinar, livra…
Claro, tudo muito fácil na sua lógica. Sobretudo porque o meu caro está a uns bons milhares de km sentadinho num belo e confortável sofá, enquanto manda as papaias que quer ao ar.
Imaginemos que amanhã lhe entra um grupo qualquer de gente na sua casa pronta para o expulsar de lá ao murro e pontapé ou, caso isso não seja suficiente, a tiro. O meu caro, sendo um homem tão zeloso pela paz, vai deixar logo a sua casa. O Lopes ou outro malandro como ele tentaria resistir mas isso é porque o Lopes não é um homem de paz como o balio – ainda se arrisca a ser beatificado pelo menos com tanta paz nesse coração!
Conclui-se que para o caro balio a paz é sempre facílima de alcançar. Basta a parte mais fraca baixar sempre as calcinhas ao mais forte e dar-lhe tudo o que ele quer. Se ele quiser o seu carro que o leve hoje. Amanhã se quiser a sua casa que a leve também. E, mais tarde se o quiser humilhar e roubar ainda mais não há problema nenhum desde que haja “paz”. Ridículo!
para o caro balio a paz é sempre facílima de alcançar. Basta a parte mais fraca baixar sempre as calcinhas ao mais forte e dar-lhe tudo o que ele quer
Não generalize.
Neste caso concreto temos uma guerra que está perdida. Não é só a Ucrânia parecer mais fraca, é a Rússia estar todos os dias a demontrar ser mais forte e o “Ocidente” estar completamente sem opções.
Nestas condições, continuar a recusar a paz é apenas estar a mandar mais homens para o sacrifício.
Acresce que aquilo que a Rússia pede não é “tudo o que ela quer”. Só pede quatro províncias da Ucrânia (mais a Crimeia). Deixa à Ucrânia as maiores cidades (Kiev, Kharkov e Odessa, sendo que as duas últimas até têm muitos habitantes russófonos.) E que a Ucrânia volte a ser um país neutro, como se tinha comprometido a ser aquando da sua independência. Não me parece de mais.
A guerra está perdida, sim, mas para a Rússia.
Quatro anos depois e trezentos mil cadáveres russos após o início da criminosa invasão, Putin apenas conseguiu abocanhar 0,75% de território ucraniano.
Só um doido varrido e péssimo estratego militar poderia apresentar um balanço destes 47 meses após ter posto a pata na nação vizinha, rasgando o direito internacional.
Nisto também, Putin cada vez se parece mais com Hitler.
“Só pede 4 províncias da Ucrânia (mais a Crimeia)” – que fofos!
“Só” pedem 4 províncias que também “só” por acaso lhes permitem ter o controlo em absoluto do mar de Azov e de tudo em redor da Crimeia regiões que “só” por acaso têm boas quantidades de reservas de combustíveis fósseis, o controlo de boa parte da bacia petrolífera (e de gás sobretudo) de Deniepre-Donetsk, o controlo de quem entra e sai de grandes rios como o Dniepre, vias absolutamente vitais para a Ucrânia e a sua economia, as regiões que mais e melhor produzem cereais como Kherson, a espinha dorsal da energia em Zaporijia que lá está “só” por acaso tem lá as centrais que tem assim como toda a zona industrial de Donetsk. Calhou a ser uma coincidência eles “só” quererem as zonas com mais recursos, e ainda o controlo dos grandes rios e da produção de energia. São mesmo uns queridos!
Parece aquele gajo que tinha um carro, uma panela, uma muda de roupa e uma bicicleta que é assaltado mas fica feliz por “só” lhe terem levado o carro. Afinal “só” levaram 1 em 4 itens. Calhou a ser logo o que valia mais, foi “só” azar!
Slava Ukraini!
“Só” pedem 4 províncias que também “só” por acaso lhes permitem ter o controlo em absoluto do mar de Azov
Já têm esse controlo atualmente, e a Ucrânia não vai consegur retirar-lho. Isso nem está em discussão. Nem vale a pena falar dessas terras, que a Ucrânia já perdeu definitivamente.
as regiões que mais e melhor produzem cereais como Kherson
As regiões mais férteis de “terra negra” da Ucrânia situam-se no norte e nordeste do país, não na província de Rerson. Essas regiões de terra negra prolongam-se, aliás, em território russo, nas províncias russas de Kursk e Belgorod.
Calhou a ser uma coincidência eles “só” quererem as zonas com mais recursos
Querem as regiões historicamente mas ocupadas por russófonos.
E de qualquer forma, como Putin tem repetidamente dito, a Rússia obterá essas regiões – se não pela via de um acordo pacífico, então pela via da guerra.
Portanto, para a Ucrânia é simples: ou perde uma parte do seu território a bem, ou a perde a mal. Sendo que, se perder a mal, além de perder e estropiar ainda mais homens do que até agora, porá em sério risco a sua existência como país.
A mim parece-me que, para qualquer pessoa racional, a opção a tomar só pode ser uma.
Então o Putin já não quer Kiev, o berço onde a Rússia nasceu?!
Não acredito, ele falava disso com tanto entusiasmo, o ‘rus de Kiev’, berço da Mãe Rússia, blá, blá, blá, até proclamava em voz grossa que a Ucrânia nem existia como país e parvoíces que tais – nem pergunto ao balio se se lembra, está visto que não. E compreende-se, há coisas que o melhor é esquecer mesmo, para não sofrer tanto.
É verdade que o infeliz acossado já não fala em voz tão grossa para não enervar os amigos Trump e Xi; e só deve partilhar o desvairado amor ao tal torrão ucraniano original em tertúlias de nacionalistas marados como ele, mas regadas a vodka polaca, que é muito melhor do que a batatada russa – e mesmo o “amor sincero e devoto” pela Rússia tem limites, essa agora.
O amor dele, que o do balio e apensos é incondicional, são mais putinistas do que o Putin, chegam ao sacrifício de rebaixarem-se a parecerem estúpidos – a parecerem o que de facto muitos não são -, em nome de uma lealdade que roça a adoração em êxtase, daquela que deixa estigmas.
Bem gostaria o Putin de não se ter metido nesta alhada. Só que não há maneira de salvar a face, a sua incompetência estratégica é inacreditável, é anedótica. Pensou que os ucranianos e os europeus eram uns cobardes como ele, que para se manter no poder tem que assassinar os concorrentes, e para “ganhar” uns mínimos de território na guerra que começou tem que andar a lamber as botas ao grunho americano (ou a chantageá-lo, mais provavelmente), e ser levado à trela pelo patrão chinês.
Sem a indecisão do Biden, a imprevidência da Europa, o colaboracionismo do Trump e as ajudas pela porta das traseiras do Xi, o Putin já tinha sido corrido pelos ucranianos há muito. Tenta agora em desespero de causa ganhar nos bastidores os mínimos que justifiquem internamente o desastre e a humilhação, “conquistar” o que não conseguiu em quatro anos de invasão à traição de um país desprevenido, deixado a lutar sozinho e à míngua de armamento durante longos períodos, contra um dos maiores exércitos do mundo – diz-se, que o que se tem visto é uma tropa fandanga, literalmente. Muita carne para canhão.
E ainda se vêm os putinistas vangloriar… mas de quê? Da inépcia, da batota, da traição, da cobardia, da crueldade, da fanfarronice, da falta de honra e de vergonha?
E já nem querem Kiev, ora vejam só como se tornaram razoáveis e nós crédulos.
Mas mesmo que quisessem também não tinham, não é? Portanto, o melhor é não quererem mesmo, e continuarem a mendigar o Donbass ao Trump.
Para a Ucrânia continuar a reforçar o seu exército. Para a Europa se armar até aos dentes. E para sabotar o estado russo até à sua exaustão. Eu cá não disfarço. 100% anti russo.
O caminho para a paz exige a queda do russo. Já esteve mais longe.
Sim, enquanto Putin não estiver preso ou morto a Ucrânia não terá paz. E creio mesmo que corremos o sério risco de ele, acossado, tentar alargar o conflito, invadindo a Transnístria ou provocando a Polónia até acontecer um incidente maior…
Não é humanamente possível que a corte que rodeia Putin lhe seja toda leal – nem Hitler concitou lealdade absoluta, sobretudo quando as coisas começaram a correr mal e os do seu círculo mais próximo se aperceberam do seu desligamento da realidade. Quem preparou o atentado de que escapou quase milagrosamente foram altas patentes nazis de sua confiança.
De facto, se os mais próximos de Putin lhe fossem todos cegamente leais não seria necessário ir lançando um de vez em quando pela janela abaixo, para publicamente servir de exemplo aos outros.
Nas últimas fases de um ditador, o apoio advém-lhe sobretudo pela consciência que os apoiantes têm dos seus próprios crimes e benefícios oportunistas, que os arrastarão na queda. Talvez entre esses se encontre, a troco de um perdão, um traidor – não seria caso único, nem mesmo raro.
Concordo, Pedro.

É a chamada “paz podre” que impera, justamente impingida por dois déspotas insanos. Trump e Putin, muito parecidos na insanidade e na arbitrariedade. E o Mundo vai assistindo placidamente às imposições e às perversões destes dois mentecaptos, com receio de os afrontar…
Obrigada, queridos Americanos, pela criatura repugnante que elegeram.
Aos Russos é-me difícil dirigir alguma crítica, já lhes basta o jugo da ditadura quotidiana, pelo menos para muitos deles. E por falar nisso, para quando uma nova “Revolução Russa”? Mas, e já agora, que não seja para derrubar uma ditadura e substituí-la por outra… Sim, queridos Russos?
Para Putin, “paz” significa morte de Zelenski, deposição do governo de Kiev, supressão da soberania da nação vizinha e aniquilação total dos ucranianos.
A “paz” das ruínas e dos escombros. A paz dos cemitérios.
Concordo, outra vez.
Putin tem sido implacável na eliminação dos seus opositores: uns morreram envenenados, outros tiveram “acidentes” fatais… Enquanto Putin detiver o Poder, a “paz” significará sempre a morte de outros… Mas ainda há quem o defenda, neste cantinho do Mundo…
Alguns defendem-no até nesta caixa de comentários. Sentem um compulsivo fascínio por “homens fortes”. Se tais sujeitos tiverem vários cadáveres no cadastro, como é o caso, tanto melhor. Não há criminosos sem cúmplices na cena política internacional.
Deve-se desconfiar sempre, mas sempre, dos “homens fortes”…
Mas, sim, há, de facto, quem tenha um “compulsivo fascínio” por “homens fortes”. Os “fascinados” são quase sempre pessoas fracas, tanto homens como mulheres…
Grande verdade Paula.
e por vezes até com umas tendências estranhas ….
A ideia de que a maioria dos russos está contra putin é uma ilusão. Sempre tiveram a mania das grandezas. Não é por acaso que têm o maior país do mundo, aquela enormidade desproporcionada. O mundo não terá descanso enquanto aquilo não for desmantelado.
Há pelo menos 300 mil russos que nos últimos quatro anos deixaram “de estar com Putin”.
Os 300 mil que ele enviou, como carne para canhão, para o solo soberano da Ucrânia e vieram de lá dentro de caixões.
No final da Segunda Guerra Mundial a Alemanha e o Japão capituaram. Seguiu-se uma paz genuína.
Em 1989 a URSS retirou do Afeganistão incondicionalmente e em 1973 os EUA retiraram do Vietname incondicionalmente. Em ambos os casos, a essa (espécie de) capitulação seguiu-se uma paz genuína.
Não houve paz nenhuma, nem no Vietname nem no Afeganistão. Houve o prolongamento da guerra sob outros pretextos e com outros contendores.
O balio é um nihilista, está visto – se os arrasarmos eles capitulam de certeza, e um novo dia de paz genuína nascerá…
Com duas bombas atómicas em cima o Japão não capitulou, foi capitulado. E a Alemanha lá capitulou, é certo, mas só depois do seu próprio Fuhrer ter assinado o infame “Decreto Nero” que a condenava à auto-aniquilação total – aliás completamente merecida, na óptica do tarado, por o povo alemão não ter estado à altura do grande destino que ele lhe traçara. Depois, o bombardeamento de Dresden foi a estocada final para a dita capitulação, nada como as bombas para concitarem a paz genuína.
Para terminar a guerra na Ucrânia não é precisa nenhuma capitulação: só é preciso que Putin se ponha a andar para o mesmo sítio de onde veio, que nem fica nada longe, uma vez que em quatro anos poucochito conseguiu avançar.
E, lá regressado, explique aos russos afinal o que foi fazer à Ucrânia: para que foram as centenas de milhares de mortos e estropiados; ou o que se ganhou em provocar o alargamento e fortalecimento da NATO com mais dois membros poderosos, até aí neutrais, para mais vizinhos próximos; ou com o rearmamento e prontidão acelerados de países como a Alemanha, ou a Polónia, ali ao lado; ou com o despertar do espírito de união europeu, congregado no apoio à defesa do país invadido que, de facto, luta por todos os outros, ameaçados de igual destino.
O Putin que explique aos russos a sua grande estratégia, o que é que a Rússia ganhou por a ter transformado basicamente numa economia de guerra, colocada numa situação de dependência tal em relação ao apoio da China que se tornou num estado-vassalo desta, nada mais do que uma vítima grande, gorda e mole, do conhecido extrativismo chinês, logo ali à mão de semear. Um estado periférico na esfera de influência do verdadeiro incontestado gigante, a China, foi nisso que Putin transformou a Rússia.
E já não há resistência possível a essa “satelização”, a menos que Putin queira começar uma nova guerra com a China; mas desta vez uma guerra a sério, daquelas com conscrição a doer, e não com as trapalhadas de soldados descaracterizados, mercenários e exércitos privados, “voluntários” dos confins siberianos e norte-coreanos e refugo humano recolhido nas prisões, toda uma “soldadesca” tão especial como a esquisita operação militar que deveria tomar Kiev em três dias e a Ucrânia em duas semanas.
Se há coisa que a História ensina é que a paz genuína não nasce das capitulações: nasce da cooperação e do entendimento voluntário entre as nações, fundamentados no acatamento do direito internacional e no respeito dos direitos humanos.
A paz genuína é o que a Europa começou a construir há 80 anos, e que Putin ameaça destruir em nome de um neo-imperialismo serôdio, brutal e imbecilizante.
Balio gostaria de argumentar com este nível, mas não consegue.
Falta-lhe o nível.
De seguida, Balio irá fazer um copy paste do seu primeiro parágrafo, e seguirá com uma série de disparates. Cada um faz o que pode. Há uns que podem mesmo pouco.
Paz genuína!? A URSS reritou do Afeganistão porque já não aguentava mais a guerrilha tal como os EUA saíram do Vietname pois aquilo era um atoleiro gigantesco.
Paz genuína!?
Só não houve guerra entre os dois blocos pois passaram ambos a ter enormes quantidades de armas nucleares, isto é, ambos passaram a saber que a vitória militar sobre o rival seria sempre a custo da destruição generalizada de ambos e do mundo. Basicamente alcançar uma vitória militar sobre o rival passou a significar uma perda tremenda para todos e, como felizmente, existiu algum cérebro de ambos os lados, a guerra total e direta entre os 2 blocos nunca aconteceu.
Paz genuína!?
No Afeganistão, por exemplo, essa paz que diz ter-se seguido, colocou no poder um regime ultra-fundamentalista que destruiu todas as liberdades e que levou a cabo inúmeros abusos e violações sobretudo, contra as mulheres.
Na Alemanha e Japão seguiu-se uma paz genuína efetiva porque os EUA lá investiram pesado. Já os seus amigos russos rebentaram toda a Europa a leste. Pegando no caso da Alemanha, não acha que algo de errado se passou a leste quando na RFA se produziam mercedes, BMW, porshes, Audis, VWs,… enquanto que a leste na RDA se produziam apenas trabants e outros tipos de sucatas!? A RDA onde se encontravam os suburbios de Berlim, Dresden, Leipzig, já para não falar na prússia que era lá toda a leste, só restaram sucatas!? Algo não correu bem ou afinal a Alemanha do pré-guerra só tinha alta tecnologia na parte que ficou na RFA!? Que bom que foi para o leste europeu ter os russos ao comando! E, que bom que será tê-los novamente ao leme, eles que sempre levaram tanta prosperidade a todo o lado, meu Deus, vinde bons e amigáveis russos!
Paz genuína!? A URSS reritou do Afeganistão porque já não aguentava mais a guerrilha tal como os EUA saíram do Vietname pois aquilo era um atoleiro gigantesco.
Com certeza, estamos de acordo. Tal como Portugal retirou das colónias, basicamente pelas mesmas razões.
Após essas retiradas, houve paz genuína entre as partes que anteriormente tinham estado em guerra. A URSS e o Afeganistão nunca mais se guerrearam, tal como o Vietname e os EUA também não, tal como Portugal e os PALOP também não.
Ou seja, à capitulação (da URSS, dos EUA e de Portugal) seguiu-se paz genuína.
Três demonstrações cabais de que a paz geuína pode ser obtida após a capitulação de uma das partes numa guerra.
Ui, que exemplos foi buscar, a paz que se seguiu às independências de Angola ou Moçambique foi mesmo uma coisa fantástica! Saiu-lhe mal essa.
Você quando fala da história é pior que um elefante numa casa de porcelanas. Chiça !!. …”paz genuína entre as partes que anteriormente tinham estado em guerra…” nas nossas ex colónias ? Poupe lá o pessoal ó Balio.
Apontar Angola e Moçambique como casos exemplares de “paz genuína” no pós-1975 é exibir uma ignorância que roça o caricato e fere a inteligência de qualquer um.
Nota de história : Zero
Chumbo garantido.
Em quase todas as guerras a paz é obtida através da capitulação de um dos contendores. E nem sempre a paz assim obtida deixa de ser genuína.
As guerras em que a paz é obtida por comum acordo mas sem capitulação não são assim tantas.
Nunca a ONU pareceu tão impotente e tão inútil desde a sua fundação, há 80 anos. António Guterres é o rosto dessa impotência. Péssimo cartão de visita português.
Basta não ser igual em todos os conflitos para não valer para nenhum.
Desde que esse sinónimo contemple todas as partes de um qualquer conflito.
Os que usaram esse sinónimo de paz como sinónimo de capitulação e rendição durante os últimos séculos, meses e dias (concretamente, ‘UE’, EUA, Israel, e o regime nazi e xenófobo de bandera/zelensky) em várias partes do mundo não podem agora exigir nada que não seja pedirem perdão aos Povos e Nações do Mundo.
Aquilo que fizeram aos outros ser-lhes-á feito e eles. Só nessa altura é que verdadeiramente compreenderão o crime contra a Humanidade que andaram a fazer aos outros.
Há mar e mar, há ir e voltar.
Agora que estão aflitos com a emergência do poder dos BRICS já apelam ao perdão e à paz… Tivessem desistido da sua soberba e colonialismo antes.
Foi assim que ‘Roma’ caiu, e que os mongóis de Gengis entraram por aqui adentro. Ou arrepiam caminho, ou a história repetir-se-á.
Quem semeia ventos, colhe tempestades.
O regime comunonazi de Estaline/Putin é hoje o maior inimigo.global da paz.
Os ucranianos combatem corajosamente esse regime corrupto e criminoso. Não combatem só por eles, mas por toda a Europa. São lutadores da liberdade.
Não comentarei mais sobre este assunto.
O tempo será o melhor juiz.
Decisão sensata.
Ah, leão valente!
Boa !
Raras vezes foi tão consensual.
A Pomba da Paz está ali, pousada num parapeito cagado de um ministério qualquer, a olhar para o ecrã do GPS.
O ecrã é um pântano de cinismo. À esquerda, o destino Capitulação (itinerário com portagens, pagamento em dignidade fracionada); à direita, a Rendição (via rápida, mas ficas sem as calças e tens de agradecer o fresco nas pernas).
A bicha está num impasse existencial. Se vira à esquerda, assume que é uma estátua de gesso de uma loja de conveniência chinesa; se vira à direita, passa a ser apenas um frango da guia que se esqueceu de arder. Ela percebe que o GPS está viciado: todas as estradas têm o nome de gajos que usam fatos de 3 mil euros para mandar morrer miúdos que calçam sapatilhas de lona.
“A verdadeira paz não é baixar as calças e esperar que o outro seja gentil. Isso é só pornografia política para quem gosta de ver os outros de joelhos.”
Ela olha para as opções e a voz do GPS (que curiosamente soa a um comentador televisivo que nunca saiu do ar condicionado) insiste: “Em duzentos metros, abandone o seu amor-próprio e siga pela berma da humilhação.”
A pomba desliga o aparelho. Percebe que a “Verdadeira Paz” não está no mapa. A paz é o que acontece quando assumes que o GPS é uma fraude, mandas a capitulação à merda e bates as asas até encontrares um sítio onde o conceito de “acordo” não envolva assinar o teu próprio óbito com uma caneta de brinde.
Até lá, ela prefere ficar ali: a mirar o horizonte e a cagar, metodicamente, na cabeça de quem confunde ser pacífico com ser um tapete de entrada.
Na Rússia não há pombas da paz, há bombas sem paz alguma.
A ” Guerra de Inverno”, como exemplo.
A “Continuação” é que estragou (quase) tudo…E, mesmo assim , não foram “satelizados”…
Duros “como a ponta dum corno”, diria um tipo com poucas prendas sociais…
JSP
Admirável resistência, a dos ucranianos. Resistem há quatro anos à brutal máquina de guerra soviet… russa.
Só a paz se quiserem paz, caso contrário não há paz.
Pimbalinho é pseudónimo de La Palisse?
Ou Joaquim de Pangloss: tudo vai bem no melhor dos mundos, mas só se todos quiserem.
Pimbalinho aprecia música pimba.
Votos de um bom Ano de 2026 para todas as Mulheres e Homens Livres que aqui escrevem, como autores ou como comentadores. A Liberdade também é isto: poder dizer o que se pensa, agradando ou não a quem quer que seja.
Sou casado dona Paula, por isso não sou livre, mas para 2026 vou pedir o divorcio para ficar soltinho como um grilinho. Bom 2026 para todos!
Oh, diabo, não sabia que um casamento podia impedir alguém de ter Pensamento Livre, insubmisso e autónomo…
A Liberdade de Pensar, a vontade própria, o livre-arbítrio e o discernimento são anulados pelo casamento? Que raio de concepção de “união entre duas pessoas”…
Se o seu conceito de casamento for algo parecido com o anterior, muito dificilmente aguentará uma relação (séria) com alguém… Claro que pode optar por, continuamente, “saltitar de nenúfar em nenúfar”, mas olhe que isso, a partir de um certo momento, também cansa e acaba por não ser minimamente securizante…
Se me permite, parece-me que seria avisado rever essa concepção de casamento…
E, já agora, cuidado, lembre-se que também existem gaiolas para “grilinhos”…
Vá e escusa de me agradecer, estas sugestões foram completamente pro bono, que estamos em época festiva e de suposta bondade entre seres humanos…
Cara “dona Paula”…
Esse seu comentário foi de Mestre…
Eh! Eh! Eh!
F. S. B.
L. I. F.
Cumprimentos.
João Barros da Costa
João, agradeço o seu elogio, mas não gosto mesmo nada da expressão “dona”… Faz-me sempre lembrar um “bibelot”, vá lá saber-se porquê…

Cara Paula Dias…
Foi uma piada ao tratamento por “dona Paula”
que lhe foi dado pelo Manuel Silva a 31/12/2025.
Em minha defesa, afirmo ser livre e de bons costumes.

Estou inocente.
Cumprimentos.
João Barros da Costa
Cumprimentos, caro João, esperando que se tenha percebido a minha “indirecta” para o Sr. Manuel Silva… Depois de ler a minha anterior resposta, dirigida ao João, fiquei com essa dúvida…
Deixe o Manuel Silva em paz. O seu assédio ao homem é bullying. Rir-se de um desgraçado vítima das diabruras da vida, olhe que não é de bom tom, dona Paula.
Conhece-me de algum lado?
É um idiota. Com nome feminino para “despistar”.
Foi exactamente isso que me passou pela cabeça…
nem um cego conseguem despistar
Cara Paula. Fique tranquila. Por aqui não restam dúvidas sobre o pensamento das pessoas. Uns pensam bem, outros têm dificuldade em pensar. São muitos anos de cassete. Roubaram-lhes o livre-arbítrio. No meu caso, identifico pelo nome ou pelo disfarce, – nem leu o primeiro parágrafo, e qualquer falta de respeito é devolvida á potencia. Não tenho a diplomacia do Pedro.
Cumprimentos.
A verdadeira paz, como conceito, e o modo de a alcançar, como desígnio universal, podem suscitar milhares de abordagens e horas intermináveis de confrontos académicos, mas no caso do conflito Rússia – Ucrânia será por enquanto um exercício para esquecer.
Enquanto Putin não cair, empurrado de uma varanda ou pendurado de um poste, acabar a guerra ou conseguir sequer um cessar fogo será inviável. O pretenso acordo intermediado pelo paranoico que ainda vai mandando na América, que já teve uma infinidade de versões, vai continuar a ser objecto de críticas e contra-propostas, num jogo viciado à partida que só ele ainda não percebeu que Putin há muito que lhe anda a dar baile (daí talvez o salão em construção na Casa Branca), não tencionando nunca chegar a acordo. A agressão, não tem outro nome, só terá fim se a Ucrânia ajoelhar, com a dignidade espezinhada, ceder território e autonomia para decidir o futuro do seu povo. Falar em paz quando as armas só se calam se a vítima da agressão tirar o dedo do gatilho, é um contrassenso, sabendo nós que Putin, como tantas vezes o afirmou, só vai parar quando os objectivos do seu projecto de anexação forem conseguidos. Entretanto, a dependência à vizinha China vai-se aprofundando, a economia deteriorando-se para o cidadão comum, quando por força do esforço bélico os abutres no topo do Kremlin sentirem a ração da carniça a diminuir, quem sabe se não serão eles a resolver o problema enviando o Boss para fazer companhia ao outro no mausoléo ali na Praça.
Não há no mundo actual maior inimigo da Rússia do que Vladimir Putin: já conduziu 300 mil russos à morte na Ucrânia. Carne para canhão. Convêm lembrar: a URSS caiu após terem morrido 15 mil soviéticos no Afeganistão.
Nem mais: não há maior inimigo da Rússia do que Putin.
Os colaboracionistas que nem russos são, antolhados por uma lealdade de “brigada internacional” de servos voluntários, aqueles que conseguem juntar as palavras “Paz” e “Putin” numa mesma frase sem se engasgarem, deviam gastar alguns minutos a ouvir a mensagem de Ano Novo do “pacifista”: apenas e só retórica belicista, tanto que particularmente dedicada aos “heróis” que se arrastam na “operação especial” – sendo o restante povo russo “os milhões que os apoiam”, Putin dixit.
E até cito o “gran finale” da cínica e anacrónica coisa: “Estamos unidos no nosso amor sincero e devoto pela Rússia. Saúdo os nossos soldados e comandantes neste Novo Ano. Acreditamos em vós e na nossa vitória”.
Portanto, pacifista mais pacifista não há, e os russos bem podem ir pondo as barbas de molho para irem fazer companhia aos outros “heróis”. Nem sei como o Putin não foi vestido com aquele camuflado todo pinoca com que aparece de vez em quando, para a rapaziada não se esquecer que também é o Senhor dos Exércitos. Mas percebe-se, era capaz de ser demasiado, e os mancebos em idade militar fugirem assustados…
E, para efeitos comparativos, recomendaria também que a “brigada internacional putinista” visse a mensagem de Ano Novo do Zelensky, dirigida ao povo ucraniano, que é heróico por atacado (literalmente).
Nela, Zelensky não tem, como aliás nunca teve, pretensões a falsos pacifismos, encobridores de cobardia ou resignação: “Queremos o fim da guerra e não o fim da Ucrânia”; “A Ucrânia não precisa de uma armadilha meticulosa como foi a de Minsk.”; As assinaturas de acordos frágeis apenas alimentam a guerra. A minha assinatura estará num acordo forte que garanta uma paz forte para todos – para a Ucrânia, para a Europa e, verdadeiramente, para todas as nações que queiram viver sem guerra”.
Para todas as nações que queiram viver sem guerra, ouviram ó russos?
Grande Zelensky! Slava Ukraini!
Muito bem, Zebra. Revejo-me 100% nas suas palavras.
Slava Ukraini!
Na “mouche”, como sempre. Cumprimentos
Slava Ukraini!
É o desespero total.
Depois, quando ficarem numa minoria na Europa, não venham dizer que não apoiaram o regime nazi e xenófobo de zelensky/bandera.
Slava Ukraini!
Ora aqui está um comentário assertivo.
Nota prévia – A ver um programa do saudoso José Hermano Saraiva…
“A primeira etapa para chegar à verdadeira paz é perceber que ela
não é sinónimo de capitulação ou rendição.”
(Pedro Correia)
Nunca desistir…
Bem…
Refere-se à Ucrânia, não é?
A Ucrânia tem todo o direito a ser um país uno e indivisível.
A guerra vai continuar enquanto o Putin continuar vivo…
Recuando uns anos…
Quando a Rússia (Nota – Vai ser desmantelada. O mesmo em relação à China.)
exigiu, à Ucrânia, a devolução de todas as armas atómicas (obsoletas, funcionais)
à Ucrânia, percebi que a guerra aproximava-se. Sorrateiramente…
Devolvidas as únicas armas que podiam contrariar as pretensões expansionistas
do Putin, a Ucrânia ficou armada com o resto…
Poucos aviões, poucos navios, poucos tanques, poucas munições.
Um alvo fácil, portanto…
Fui militar…
Sei como se faz…
Conheço pessoas russas e pessoas ucranianas.
Na verdade, conheço milhares de pessoas…
Espero vir a conhecer muitas mais…
Falo seis línguas fluentemente.
Tenho conhecimento de outras, incluindo o russo.
As línguas eslavas não são difíceis de aprender.
Por exemplo: escola (russo), escola (português)…
Escrever em russo é complicado.
Usam letras de três alfabetos…
Do ucraniano, fico-me pela frase “Slava Ucrayina!”.
Glória à Ucrânia!
Viva a Ucrânia!
João Barros da Costa
Experimente comentar sem “notas prévias” se quer ser lido.
Hummm…
Então e se forem “notas finais”?
João Barros da Costa
Notas, só as de banco.
Não!
Escreva “fotocópias”…
Pelo sim, pelo não…
João Barros da Costa
É verdade.
É verdade na medida que prolonga a luta até uma das partes desaparecer, ou ficar inferiorizada para sempre. Nesse momento alcança-se a dita ‘paz’, sem ser por capitulação ou rendição. Simplesmente porque um dos contendores venceu, e não necessita da rendição ou capitulação do outro para nada.
Quem fica em superioridade é como se exterminasse o contendor. Como em Gaza.
— Imagine-se a Ucrânia, para sempre, sem acesso ao Mar Negro senão através de autorização da Rússia. Ao que se acrescenta a perda do controlo do rio Dniepre por a península de Kinburn pertencer a Kherson e estar ocupada pela Rússia (o ‘ponto 16 do ‘Plano de 20 pontos’)…
— Imagine-se a Rússia com o controlo sobre a Central nuclear de Zaporizhia, e a Hidrolétrica de Kakhovka (o ‘ponto 16 do ‘Plano de 20 pontos’)…
— Imagine-se a Ucrânia, para sempre, sem as regiões industriais e ricas em recursos minerais de Donetsk, Luhansk, Zaporizhia e Kherson, e sem as regiões de Dnipropetrovsk, Mykolaiv, Sumy e Kharkiv ocupadas pela Rússia (o ‘ponto 14 do ‘Plano de 20 pontos’)…
— Imagine-se a Ucrânia, para sempre, precisar de um passaporte russo para habitar em toda a parte Leste do rio Dniepre desde Sumy a Odessa, região que está quase toda destruída e abandonada devido à guerra..
Perante isto, a Paz está quase a ser alcançada. No sentido de que um dos contendores inferiorizou o outro para sempre e não necessita da sua rendição ou capitulação. Até lhe envia ajuda humanitária, e reza com ele o infortúnio e a má-sorte.
Não preciso de imaginar nada. Vejo a realidade, nua e crua: em menos de quatro anos, Putin enviou 300 mil russos para o matadouro na Ucrânia para “conquistar” 0,75% da superfície desta nação soberana.
Carne para canhão, oriunda na maioria das regiões mais pobres e deprimidas da Rússia. Só para prosseguir a megalómana e alucinada tentativa de reconstituir o defunto império soviético.
É, até hoje, o maior crime do século.
Quem tem 300 mil para se sacrificarem pela sua Pátria só pode ser um grande Povo e uma grande Cultura.
Imagine-se os líderes aqui da dita ‘UE’ a pedirem o mesmo aos seus eleitores…
Para que a Rússia necessita de conquistar um nado-morto, sem futuro económico, e sem acesso ao Mar Negro? À Rússia só lhe interessa o que definiu no início da ‘Operação Especial de Desnazificação’. Só lhe interessa a zona onde há mais riqueza, e onde há mais falantes de russo. E essa está 99% ocupada e conquistada.
O resto que pague a ‘UE’, pois esses 80% que sobram da Ucrânia (basta fazer a conta de diminuir o Leste do rio Deniepre à totalidade da superfície da Ucrânia) não conseguem sobreviver economicamente sem mais de 50 anos de despesa da dita ‘UE’.
O maior crime do século foi o incumprimento pela Nato e ‘UE’ do Acordo de 1991.
A manipulação do regime zelensky/bandera pela Nato e ‘UE’, avançando para as fronteiras da Rússia para a tentar destruir, foi a causa desta guerra e dos mortos que nela pereceram.
Um autêntico crime contra a Humanidade feito pela Nato e ‘UE’. Mentiram e incumpriram o Acordo de 1991. Logo, deixou de valer o que estava nesse Acordo de 1991. Ou seja, as fronteiras da Ucrânia de 1991 deixaram de ter validade. Agora é necessário outro Acordo para definir outras fronteiras.
Agora choram o seu repetido erro colonialista, que data naquela terra desde o séc.IX, com as mais de 12 tentativas de ataque a Novogorod (antida capital da ‘Rus’) pelos países do norte da Europa agora membros da Nato.
A China e a Índia (1ª e 3.ª economias do Mundo em 2028, de acordo com o FMI) reforçam a amizade e parceria com a Rússia. A Rússia, de acordo com o FMI, em 2026 crescerá mais do que 90% dos países da dita ‘UE’. E a partir de 2027 acelerará o seu crescimento devido à estabilidade das relações com a China e Índia.
Os patarecos da ‘UE’ tentam convencer o seu eleitorado que a Rússia quer alguma coisa de uma Europa que não tem recursos nem nada que não seja palavreado, palácios a reluzir feitos com o dinheiro do colonialismo, e turismo para andarem a tirar fotos às ruas.
Razão pela qual, dentro da Nato, já há quem prometa roubar aos colegas da Aliança Nato bocados do seu território (Gronelândia, Canadá, etc.). Qualquer dia, à conta dessa mentira, de que a Rússia quer invadir a Europa, é a França e a Alemanha que também dizem que querem um bocado de Portugal ou de Espanha por ‘razões de segurança’, como diz o Trump.
E, perante isto, que é a realidade dos factos, ainda andam aqui a defender o regime do zelensky/bandera avençado pela «Nato de Trump».
A Rússia já invadiu a Europa. Ucrânia é Europa 100%.
Coisa que a vossa Rússia nunca será.
Fantoches franco-germanos de Bruxelas…
A Ucrânia só existe a partir de 1991. Até essa data era Rússia. Logo, se é ‘Europa’ também a Rússia é. Até se diz que a ‘Europa’ vai até aos Urais.
Putin propôs fazer parte da ‘UE’ e da Nato, no tempo de Clinton. Não aceitaram, porquê? Porque, manhosamente os franco-germanos, para se vingarem das derrotas do passado, queriam invadir e roubar a Rússia, foi por isso que rejeitaram. Porque estavam a congeminar ‘revoluções coloridas’ nos países limítrofes da Rússia, sempre com aquela obsessão de a destruírem.
Os do norte da Europa não estavam a pensar na ‘UE’, estavam a pensar em si-próprios. Pois, a união com a Rússia é que viabilizaria um ‘bloco’ capaz de competir com os blocos ‘EUA’, ‘China’. Agora, choram o erro da soberba e do ódio à Rússia, prejudicando toda a Europa.
Se fizermos a contabilidade de que países da Europa invadiram países da Europa seus vizinhos, a Rússia vem muito atrás dos anglo-saxónicos, germanos, romanos, otomanos, francos e castelhanos.
Não há um único argumento, razão, ou moral que justifique o actual (e historicamente repetido) ataque da dita ‘UE’ e Nato à Rússia. Apenas a ganância colonialista, a mentalidade fascista e xenófoba de quem quer subjugar os Outros, e a tentativa de dominar os outros povos do Mundo.
Até usaram a religião para fazerem as ‘Cruzadas’ e a ‘Evangelização’, matando milhares de milhares de seres-humanos por todo o Mundo (na América do Norte, até puseram os que sobraram em ‘reservas’ como em Gaza).
E ainda insistem no erro perante o descalabro e a decadência. Quem apoia este caminho doa actuais líderes europeus, está a prejudicar e a cometer um crime contra os povos e países da Europa.
Acordem! Ou já se transformaram em países e regimes FANTOCHES DE BRUXELAS?
Que ladainha mais estúpida. Equivale a escrever: “Angola só existe a partir de 1975. Até essa data era Portugal.”
Sendo assim, ‘bora lá invadir Angoia, onde há milhões de lusofalantes…
Esta fauna putinista é tão bacoca, caramba.
Ucrânia é 100% Europa.
Rússia não chega a 1/3. É sobretudo uma entidade asiática. Daí a “parceria estratégica” que o ditador Putin mantém com os regimes totalitários da China, do Irão e da Coreia do Norte.
Vassalos e fantoches dos franco-germanos de Bruxelas … E a raiva da derrota.
E quantos metros quadrados são esse 1/3 da Rússia que é totalmente europeia? Não são mais do que a área de qualquer dos actuais países europeus? Logo, não é pelo critério do tamanho que se decide. A Rússia é simultaneamente europeia e asiática. Faz fronteira com a China, assim como com a Noruega e Finlândia.
Angola só existe por causa do colonialismo português. Angola é um acto forçado de destituição das identidades dos povos e culturas existentes na actual fronteira de Angola. E esse crime contra os povos autóctones foi feito por Portugal. A independência de Angola e das suas actuais fronteiras é a continuação desse acto colonialista. Basta conhecer a História de África para se saber isso.
Isso, de invadir uma região por milhões não falarem a língua ucraniana, e falarem a língua russa desde que nasceram, foi o crime nazi, fascista e xenófobo que o regime de zelensky/bandera fez, torturando e bombardeando populações civis indefesas durante mais de 8 anos consecutivos.
É esse regime nazi, fascista e xenófobo que muitos aqui defendem.
Putin uiva “Ucrânia é nossa” como Salazar arengava “Angola é nossa”.
Com uma diferença brutal, em 13 anos de combates em Angola, Guiné e Moçambique, houve cerca de 8 mil mortos entre os soldados portugueses. Os russos, carne para canhão de Putin, já contabilizam mais de 300 mil óbitos em menos de quatro anos.
É muito caixão.
Prenuncia a agonia do putinismo. Por muito menos caiu a URSS.
Putin está a fazer o mesmo que os angolanos fizeram para defender o seu país. Está a defender a Rússia do colonialismo da Nato.
Putin é o maior terrorista de Estado do mundo actual.
Isso é o milhões de milhões de seres-humanos da China, Rússia, Irão, Venezuela, Cuba, Iraque, Vietnam, Coreia do Norte, Palestina, e dezenas de outros Povos do Mundo … dizem dos EUA e Nato.
E suspeito que o pior esteja para vir. Aquela mensagem de Ano Novo não augura nada de bom, até tinha um tom bastante ameaçador para os “heróis”.
“Acreditamos em vocês e na nossa vitória” dito com aquele ar soturno, de gato-pingado, provocou-me calafrios. Parecia um pai severo depois de ver o boletim das notas do filho, só com negativas, no final do segundo período. Brrr…
Não era você que ia fazer uma pausa na asneira ?
Foi redundante. Fez pausa na pausa.
Diga lá, qual é a razão de apoiar o regime nazi e xenófobo de zelensky/bandera?
E se fosse independente e imparcial, em vez de seguir a propaganda?
Todos os aliados do comunonazi Putin, supremo carrasco do povo russo, estão a cair como pedras de dominó: Assad na Síria, o comando do Hezbollah no Líbano, agora Maduro na Venezuela… Com os decrépitos aiatolas do Irão já a porem as barbas de molho perante a imparável vaga de protestos populares no país e as múmias do “socialismo cubano” prestes a receber a extrema unção.
Resta ao genocida russo sobreviver como fantoche da China tornando a Federação Russa num triste e débil protectorado de Pequim.
Sim, sim, onde está agora o Putin, grande amigo e poderoso garante do Maduro?! A escrever uns comunicados patéticos contra a “invasão ilegal” e a “violação do direito internacional”, exigindo a “libertação imediata do presidente legítimo”…
Se não fosse caso tão sério, a impotente dissonância putinhista até me faria sorrir, como ao Zelensky, que tão destratado tem sido pelos “protegidos” de Putin, começando no Maduro e continuando no Lula – este ainda mais lamentável, dado não ter a sobrevivência política em risco. Quer dizer, pelo menos até agora, eheheh.
Há um lado positivo neste comportamento de fora-da-lei dos EUA: mostrou em toda a sua nudez o cinismo de Putin (que o Trump nunca escondeu ao que vinha), e os acordos infames de “zonas de influência” que foram cozinhados: a Ucrânia em troca da Venezuela. Para começar, evidentemente, que uma vez delimitadas as “zonas” cada um trataria da sua.
Só que a inesperada resistência ucraniana, e o ainda mais inesperado toque a rebate na Europa, trocaram as voltas ao Putin, que nem o Donbass conseguiu conquistar em quatro anos, apesar do preço catastrófico em vidas, da destruição da economia e da reputação do país, e da sua subalternização inexorável à China.
Entretanto, depois de uns raides para marcar território em várias geografias, o Trump já papou a Venezuela e promete não parar enquanto não tiver o seu “hemisfério” a seu gosto, uns a produzir para os States, outros a comprar aos States, tudo a remar para os States avançarem, qual imponente galera. Cuba e outros no “quintal”, mas também a Gronelândia e quiçá os Açores, devem estar por um fio. O apoio à Ucrânia, mesmo pago a peso de ouro, também deve estar prestes a ser suspenso – para “honrar” o acordo com Putin, e porque agora têm os ganhos venezuelanos para compensar as perdas na venda de armas…
A China é que vê os seus muitos interesses, pacientemente cultivados, na América do Sul, gravemente postos em causa. Também Taiwan deve estar por um fio, e não será de certeza Trump quem avance na sua defesa.
Peço desculpa, mas inadvertidamente, fiz estes comentários na qualidade de anónimo:
Para a Ucrânia continuar a reforçar o seu exército. Para a Europa se armar até aos dentes. E para sabotar o estado russo até à sua exaustão…. Eu cá não disfarço. 100% anti russo…. O caminho para a paz exige a queda do russo. Já esteve mais longe….e por vezes até com umas tendências estranhas ….
Boa! Então comentei um comentário do caro João Guimarães. A qualidade transparece sempre, eheheh. Feliz Ano Novo!
ESSE É O ERRO.
O erro da emoção e da ingenuidade superarem a razão e a realidade.
Foi essa ilusão e essa convicção que fez a Rússia ganhar todas as guerras que os actuais países da Nato lhe fizeram desde o séc. IX (quando a capital da Rus era em Novogorod).
Isso é o que a Rússia quer.
As palavras do Primeiro-Ministro Checo, hoje, foram elucidativas:
— “A República Tcheca não vai dar mais dinheiro à Ucrânia. O país não tem dinheiro suficiente sequer para pagar aos cozinheiros escolares. A República Checa recusa-se a garantir à Ucrânia o empréstimo de €90 bilhões que a ‘UE’ propõe. Pois a Ucrânia já recebeu €187 bilhões, depois recebeu mais €100 bilhões com o novo plano financeiro plurianual. E agora, ainda querem dar mais €90 bilhões como empréstimo. Ou seja, um total de €377 bilhões. Tudo isso saiu dos Orçamentos dos países da ‘UE’. Agora, com mais estes €90 milhões, os países terão que pagar €3 bilhões anualmente para pagar o empréstimo. Perante isto, a República Checa, a Hungria e a Eslováquia decidiram ficar isentas do financiamento do empréstimo” (Primeiro-Ministro da República Checa, Andrej Babiš, 02 de janeiro de 2026, Reuters/Denik)
É só esperar mais uns meses para ver quantos se juntam a estes três.
As crises de Dívida da França, Itália, Reino Unido e Alemanha, que viam na guerra o modo de arranjarem dinheiro para segurarem a sua crise de crescimento, até espumam.
A razão da guerra na Ucrânia, ferozmente instigada por estes ditos ‘motores da Europa’, radica na derrocada destes países que mandam em Bruxelas.
Derrocada iminente é na Rússia após terem lá chegado mais de 300 mil caixões para satisfazer os delírios imperialistas do ditador tresloucado, cada vez mais consumido pelo ódio a Zelenski, o David ucraniano que resiste há quatro anos ao Golias moscovita.
De pé, nunca agachado.
O David neste caso é Putin, que sózinho conseguiu derrotar o Golias Nato e ‘UE’.
A Rússia com 140 milhões de habitantes conseguiu derrotar as armas, os satélites e o dinheiro de mais de 800 milhões da Nato.
Zelensky é um contratado da Nato. Não conta (como Trump disse). A Guerra é entre a Nato/’UE’ e a Rússia.
Sem a Nato/’UE’ a coisa já estava resolvida, e não havia mais de 500 mil ucranianos em caixões. Mesmo que sejam 300 mil do lado russo, isso é muito menos. Pois a população da Ucrânia é muito menor, parte fugiu para a Europa, e cerca de 3 milhões fugiram para a Rússia.
O que a Nato/’UE’ fizeram à Ucrânia, ao serem responsáveis por este prolongar da guerra e das mortes, foi destruí-la. Quer demograficamente, quer economicamente, quer em infra-estruturas. Nem daqui a 50 anos recupera deste crime que a Nato/’UE’ lhe fizeram.
As declarações do ex-chefe da Nato em junho de 2022 são elucidativas: “a guerra vai acabar em agosto (2022!)”. Mais uma vez, enganaram-se. A Rússia resistiu, não sucumbiu economicamente, e já falta muito pouco para ter muito mais do que eram os objectivos da ‘Operação Especial de Desnazificação’. Tal como se constacta no ‘Plano dos 20 pontos’. É só ler, está lá tudo o que a Rússia já conquistou.
Zelenski é David, já furou um olho ao Golias Putin.
OS CULPADOS não serão perdoados, nem os seus apoiantes.
O que a Nato/’UE’ fizeram à Ucrânia, ao serem responsáveis por este prolongar da guerra e das mortes, foi matar 1 milhão de ucranianos e russos, e destruí-la (quer demograficamente, quer economicamente, quer em infra-estruturas). Nem daqui a 50 anos recupera deste crime que a Nato/’UE’ lhe fizeram.
Já faltará menos tempo do que julgam, para uma grande percentagem da população ucraniana culpar para sempre a ‘UE’/Nato e zelensky por não terem aceite o Acordo de Minsk.
Durante dez anos de “operação militar especial” dos EUA no Vietname foram mortos cerca de 58 mil militares norte-americanos.
A Federação Russa já perdeu cinco vezes mais em apenas quatro anos de intervenção armada na Ucrânia.
Brutal cataclismo para Moscovo. Ninguém mandou matar tantos russos como o genocida Putin.
Porque insiste nos ‘mortos’ como critério para justificar seja o que for.
Na 2.ª Guerra morreram 25 milhões de russos a combater o Nazismo. Tinham armas menos poderosas do que os industrializados e educados ‘europeus de Hitler’. Aos chineses aconteceu o mesmo. milhões de mortos. Mas nunca deixaram de lutar, e de vencer.
No Vietnam, na Coreia, na América do Sul, em África, os Povos não se deixaram nunca subjugar pelo colonialismo e invasão dos educados e evoluídos ‘Europeus’.
Agora imagine-se a China, Rússia, Índia, Irão com armas nucleares, satélites e uma industrialização igual e superior a esses ‘Ocidentais’…
É para este destino que o Pedro Correia nos quer enviar?
Você obedece à cartilha do Estaline que dizia: “Um morto é uma tragédia, um milhão de mortos é uma estatística.”
O bilionário Putin, fiel discípulo de Estaline, pensa o mesmo.
Respondi a isso, agora mesmo, no Post do Paulo Sousa, “Caracas II”.
Você remete de umas caixas de comentários para outras. Sinta-se à vontade, faça de conta que está em sua casa.
Caro Pedro Correia, era apenas para não escrever muito.
À acusação do Paulo Sousa respondi que, é verdade, não sei. Não sei, não se sabe, nem ninguém sabe.
O melhor que se pode fazer é escolher um caminho (método) para se tentar saber.
Logo, se ninguém sabe porque se é cegamente de uma das partes?
Este foi o meu argumento e crítica.
O que o Impronuncialismo diz é que «o que não se sabe» não se pode dizer; logo, é por isso que é inevitavelmente impronunciável. Se fosse possível dizê-lo, pronunciá-lo, passaria a saber-se o que é.
Mas, devemos desistir, deixando de tentar? É a essa perda de Liberdade, a que o Paulo Sousa nos quer condenar? É a esse conformismo e condenação, ao famoso ‘silêncio’ de Wittgenstein?
Uma coisa sabemos, que é, aliás, a primeira constactação do Impronuncialismo:
— A «relação humana com o Desconhecido», desde o início da Humanidade, é sempre manipulada por dois oportunismos: o das religiões (padres, pastores, papas e profetas), e o das ideologias (políticos e políticas).
ORA, acerca destas guerras e desta violência humana, não sei dar uma resposta definitiva nem tenho uma certeza absoluta. Mas sei, como se sabe aquilo que não se sabe. Neste caso, é assim que conseguiremos saber:
— Primeiro, saber do que se está a falar, tendo a humildade de fazer a pergunta: PORQUÊ?
— Depois, tentando responder a esse ‘porquê’, do seguinte modo:
1. Porque o ser-humano é violento?
2. Qual a definição de Violência? Do que se está a falar e a ver, como se usa a palavra ‘violência’? É igual para todos? É possível estabilizar um conceito de violência comum, que possibilite um estudo objectivo e científico?
3. A Violência evolui?
4. Como ocorre e opera o processo de passagem de um ‘comportamento não-violento’ a um ‘comportamento violento’ (a nível bioquímico, biológico, social e cultural)?
5. Quais são as justificações para as formas de violência que estão a ocorrer no Mundo? Quais as principais teorias e interpretações actuais?
6. Quais são as características da actual interpretação designada por “postura de vitimização”, e quais são os argumentos teóricos e conceptuais que a sustentam?
7. Quais são as cinco principais teorias sobre a “Violência veiculada pelos Media”? Quais são os seus principais autores e seguidores? Quais são esses cinco tipos de efeito mediático da violência?
CONSULTEMOS o que de mais relevante foi escrito e dito nas Academias sobre o assunto. Por exemplo, o ‘Seminário’ ocorrido na Universidade Nova, coordenado pelo meu querido Amigo António Bracinha Vieira (ex-prof. catedrático da FCSH, e ex-presidente da ‘Sociedade Portuguesa de Etologia’, aluno de Eibl-Eibesfeldt no Max Planck Institut), cuja bibliografia incluía, entre muitos outros, os livros e as pesquisas publicadas em: “Amor e Ódio” (I. Eibl-Eibesfeldt); “Mudanças na Violência” (Y. Michaud); “O sofrimento à distância” (L. Boltansky); “As fontes do Eu” (C. Taylor); “As formas da Violência” (X. Crettiez); “Sociedade e Terrorismo” (M. Wieviorka); “O sábio e o político” (M. Weber); “O Sangue e a Rua: elementos para uma Antropologia da Violência em Portugal 1926-1946” (João Fatela); etc.
É POR CAUSA deste permanente desafio — de se ser ‘humano’ ou ‘pós-humano’ (pois ninguém sabe até onde irá parar a evolução da Vida, bastando olhar para aquilo que lhe aconteceu neste planeta desde há mais de 4,6 mil milhões de anos até ‘sapiens sapiens’) — que o IMPRONUNCIALISMO (enquanto método e resposta) constitui um dos melhores contributos epistemológicos da actualidade.
É por esta razão que o IMPRONUNCIALISMO derrota todos e quaisquer Chatgtp’s, Wikipedia’s, google’s, e ‘inteligências artificiais’. E os mais que vierem. Porque o Impronuncialismo constrói a cada segundo que passa uma nova cópia de si-mesmo, que se transforma num robot mais potente de que quaisquer outros (passados, presentes ou futuros), designado por «robot Impronuncia», permitindo um nível de abstração, cognição, complexidade e conhecimento sempre superior em potência e Liberdade. Quiçá, até à SAPr3i …
Era isto que debatíamos aqui no seu ‘Delito…”.
Este Mundo precisa de Paz!
Se há algo de que este Mundo não precisa é de putinismo.
João Barros da Costa
Paz sem capitulação nem rendição dos representantes legítimos da soberania expressa em sufrágio eleitoral.
Se as pessoas frequentassem a igreja, o mundo era a paz em pessoa.