Toda a vida assisti, do sofá, a guerras que chocaram a opinião pública. Mas quase todas eram lá longe, num mundo que não o meu, o que me criou a ilusão de que vivia na parcela mais civilizada do planeta. Bem sei, nos anos 90, o inferno desceu à Terra, nos Balcãs. Mas as razões dessa guerra eram muito locais, resultado de um ódio larvar entre etnias que eclodiu, mal a Cortina de Ferro se desmoronou. Vi-o, portanto, como um caso muito específico, nada que me impedisse de acreditar que pertencia à elite, à quota humana que já não desce abaixo da condição animal. Até que a Rússia invadiu a Ucrânia.
Agora, mais do que o desespero das vítimas e a bestialidade dos agressores, o que me abala é ter perdido todas as ilusões quanto à capacidade de evoluirmos como seres humanos. Porque vai-se a ver e a civilização é só verniz. Século após século o ser cavernícola continua a habitar no mais fundo de nós. Não morre. E às vezes sinto asco por pertencer a esta tribo.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

‘….eram lá longe, num mundo que não o meu…’
Então a Guerra na Bósnia era mais longe e num mundo que não era o seu, e a guerra na Ucrânia bem mais longe é do seu mundo?
Leia o texto com mais atenção. Não há contradição nenhuma no que escrevi.
1 – Já chegou cá o «batalhão azov» do Zelensky e da sua ideologia suprematista e segracionista?
2 – Ora contatem: “Ladrões ucranianos, que assaltaram e sequestraram em ourivesaria Crisálida em Aveiro no domingo de Páscoa, vieram após a guerra. Os homens, de 42 e 50 anos, são esta segunda-feira (18/04/2022) presentes ao primeiro interrogatório.” (Lusa)
3 – Dmitry Medvedev, Vice-presidente da Rússia, respondeu à União Europeia: “Aguardem pela poderosa gratidão dos europeus-comuns pela hiper-inflação. Que não pode ser atribuída aos malvados russos pela falta de produtos básicos nas lojas e pelo fluxo de refugiados. Que provocará uma onda de crimes violentos, pior do que a albanesa. E então, nas ruas das cidades europeias bem cuidadas, arderão fogueiras de pneus em homenagem aos heróis da Maidan [uma alusão à emblemática praça de Kiev e ao golpe-de-rua do «regime de Zelensky»], disse Medvedev.” (Lusa).
1 – “Evoluirmos como seres humanos”? Ora essa!
2 – Mas não estamos em tempo de Páscoa?
3 – A mensagem de Cristo, com a sua morte na cruz, não é exatamente essa? De que, como diz S.Paulo da Epístola aos Coríntios, é impossível evoluirmos mantendo-nos “humanos”? De que a única maneira de evoluirmos, é morrermos (como Cristo na cruz)?
4 – Todos nós somos putin’s e zelensky´s. Sempre fomos, e continuaremos a ser. A única solução é “Transformarmo-nos”, deixarmos de ser o que somos, fazermos o “ser humano” morrer na cruz.
5 – Não é esta a mensagem pascal?
6 – Portanto há esperança, e uma alternativa: — É, morrermos. Para podermos ressuscitar como outros, diferentes dos seres humanos que somos.
Por mais pessimista que seja em relação à natureza humana ainda acredito que não precisamos de morrer para nos transformarmos. A prova disso é que o mundo já conheceu seres humanos extraordinários como Ghandi e Mandela, para mim eternas fontes de inspiração. Hoje, não sendo católica, admiro a elevação e a coragem do Papa Francisco, por exemplo.
1 – Totalmente de acordo, no que se refere a «alguns de nós que conseguiram ir mais longe», nesse processo de “evolução” (que prefiro designar por “Continuidade”, para fugir à ideologia darwinista).
2 – O seu belo texto, aliás, é um incitamento à introspeção da nossa culpa e ao desejo de a ultrapassarmos.
3 – É, na minha opinião, uma bela tentativa de alcançar esse ponto que se eleva acima e fora do «impasse binário e inverso isomorficamente simétrico entre duas partes em permanente conflito», a que a nossa condição humana esteve condenada até ao momento, e que a equação _._ expressa.
4 – “Morrer”, no sentido que utilizei, não é o fim de tudo. É apenas uma fase de um processo de Continuidade (“evolução”), de Transformação.
5 – “Morrer”, é apenas mudar de “suporte” (“corpo”). Mudar o veículo que transporta o Ser. Mudar de roupa.
Papa Francisco, quem é esse? Aquele que despejou o Vaticano de pessoas, que disse às pessoas para se manterem longe do vizinho, para não se abraçarem e beijarem, para desconfiarem que esse vizinho lhes poderia fazer mal, mesmo sem mostrar sintomas para isso, que mais tarde segregou, aceitando somente um certo tipo de pessoas no Vaticano, os vacinados, que passou a fornecer conselhos médicos e ambientais. Com mais de 7 mil milhões de pessoas no mundo é este quem Deus escolheu para o representar na Terra, só prova de que Deus ou não existe ou é muito falível. Jordan Peterson’s LATEST Message To Humanity – A Wing & A Prayer | God, Forgive Us.
Considerem o seguinte:
A Sra Le Pen NÃO TEM a iminha simpatia. Contudo, creio que é uma das ultimas hipóteses de trazer paz a este conflito, pelo ruído que traz ao processo. Depois disto, só por queda do governo alemão, ou eleições em Itália, ou mais tarde, nos “midterms” americanos. Este comboio com os tambores da guerra segue descomandado.
A propaganda corre desbragada em preparação ao dia em que a “nomenklatura” europeia – que está em pânico porque o bicho papão russo lhes estragou o “arranjnho”que vai nu – venha pedir aos cidadãos europeus para mandarem os filhos para os campos da Ucrânia – porque “é nossa obrigação moral”.
Mais depressa mergulham o continente a ferro e fogo do que dão o braço a torcer com o que fizeram na Ucrânia a descoberto.
Sei bem que há muitos que o odeiam. Até alguns católicos (aqueles que adoram a estética da ICAR, mas odeiam os princípios do cristianismo)
Já ouviu falar na Primavera Católica e na morte e substituição em massa de cardeais ? ei1peUS8 hp/articles/item/2830-behind-the-bronze-d oors-soros-radicals-collude-with-vatican omist-jeffery-sachs-says-he-is-honored-t o-be-appointed-to-papal-academy ancis-became-the-leader-of-the-global-le ft-1482431940 ope-to-offer-prayers-for-record-number-o f-deceased-cardinals-bishops/ 8741/why-cardinals-have-ranks-and-how-po pe-francis-changed-them dinals-idUSKBN28904D
https://gloria.tv/post/DbyFpcQKRK7i4jp3s
https://remnantnewspaper.com/web/index.p
https://cruxnow.com/vatican/2021/10/econ
https://www.wsj.com/articles/how-pope-fr
https://www.catholicsun.org/2021/11/03/p
https://www.catholicnewsagency.com/news/3
https://www.reuters.com/article/pope-car
A Teresa Ribeiro sofre do mal comum: só vê aquilo que está perto, e julga que somos mais civilizados que os outros.
Não vê as guerras bestiais que têm estado a ocorrer, já há anos, no Iémen e na Etiópia, por exemplo. Essas guerras são muito longe e ocorrem entre povos incivilizados, por isso para a Teresa Ribeiro são normais e pouco relevantes. Relevante é somente o que se passa na Europa, que a Teresa Ribeiro pensa ser civilizada.
Faça-me um favor: não tresleia o que escrevi. Em momento algum disse que as guerras que ocorrem fora da Europa são “normais e pouco relevantes”. O valor da vida humana para mim é igual, seja em que geografia for, já o valor que atribuo às diferentes civilizações que coexistem no planeta é diferente. Daquelas que considero mais evoluídas espero mais elevação. Em relação às outras as minhas expectativas são baixas.
Reparou concerteza que nos grandes conflitos mundiais anda sempre uma mãozinha evoluída.
As armas que se usam nas guerras dos “menos evoluídos” são feitas e vendidas pelas tais civilizações evoluídas.
A NATO combater em casa é uma desgraça porque é gente evoluída, se invadir o Afeganistão não faz mal porque é selvagem?
Os americanos pertencem a uma civilização evoluída, por isso como invadem países como o Iraque têm desculpa, porque os iraquianos como não evoluídos merecem morrer?
Uma civilização que já destruíu cidades com bombas atómicas e continua a fazer essa armas para as usar como ameaça pode ser considerada evoluída?
O seu problema é pensar que tudo isso é razoável desde que não lhe calhe a si, e não pensar o que acontece se outros pensarem da mesma maneira, porque afinal de contas a sua civilização não é assim tão diferente da deles.
Pensei que fosse evidente, mas passo a explicar: o que me levou a este desabafo foi saber, dia após dia o que tem acontecido no campo de batalha. Violações, mutilações, tortura, não dependem da sofisticação do armamento utilizado, mas apenas do grau de sadismo dos militares que estão no terreno.
Não misture temas e sobretudo não se deixe cegar por paixões ideológicas. Já se sabe que na guerra não há inocentes. Mas o meu objectivo aqui – vai-me desculpar – não era falar de política, mas tão só da natureza humana. E já agora, se há coisa que me irrita na natureza humana é essa queda para o sectarismo. A mim sempre me deu mais gozo tentar enxergar as coisas com a maior clareza possível. Se tenho um clube? Tenho: o dos que defendem a liberdade (de pensar, de falar, de ser o que se quiser). Para mim os imperialistas não são todos iguais. Entre americanos e russos, escolho os cowboys. Porquê? Porque são os imperialistas que vivem em democracia. E a democracia, sim, representa um nível superior de civilização.
terá de meditar melhor sobre a democracia ( representativa) representar um nível superior de civilização : o mundo actual , o mais desigual de toda a história , onde indivíduos têm mais dinheiro que um Estado , onde as empresas podem mais que Estados , cresceu e floresceu no “nível superior de civilização” ; o mundo actual , em que o cidadão normal tem toda a vida formatada por regras e tretas estatais ., com liberdade de acção praticamente nula , cresceu e floresceu “no nível superior de civilização”. e podia continuar a desfazer a mitologia vendida pelos que ganham rios de dinheiro com o “nível superior de civilização”.
Tem bom remédio, Marina. Pode sempre emigrar para um país autocrático, onde as elites se governam sem complexos e o povo vive sem se queixar, porque não pode.
Um militar é alguém treinado para ser criminoso, para ser assassino, para não ter moral perante outro ser humano, onde há um militar há roubos e violações, não há santos e diabos. Acreditar de que os nossos não praticam crimes é ser muito inocente.
Resolvi comentar porque o assunto é importante, o que é raro ver nos blogs, e porque também estou a perder a fé na humanidade. E atualmente há até um retrocesso civilizacional preocupante que aparece mascarado de preocupações com o ambiente, os animais e as alegadas alterações climáticas. Mas o ser Humano diretamente não entra aqui e por vezes é até tratado abaixo de cão.
Veja, “Mas o que realmente me preocupa são os seres humanos” ina-sa-carvalho/querida-greta/artigo/166 587/
https://rr.sapo.pt/2019/10/01/crist
E sabemos como são os “Maria vai com as outras”. Pessoas com pouca capacidade para pensar pela sua própria cabeça, logo facilmente manipuladas em especial pelos media.
O maior problema da natureza humana é a queda para a estupidez. Já Einstein dizia que ela é infinita.
Conhece o livro, “A civilização do espetáculo” ?
Disse e bem: “(…) o que me abala é ter perdido todas as ilusões quanto à capacidade de evoluirmos como seres humanos. Porque vai-se a ver e a civilização é só verniz. Século após século o ser cavernícola continua a habitar no mais fundo de nós. Não morre. E às vezes sinto asco por pertencer a esta tribo”.
Como eu a compreendo. E se já antes tinha um descrédito na humanidade, e daí o nome que dei ao blog, depois de o ter criado ainda pior.
Vemos muitos bloggers que se apresentam como exemplos de preocupação com os outros. Mas é só pô-los à prova para vermos como são hipócritas, individualistas e falsos.
Para eles certos assuntos são “tão” importantes que só têm importância no seu próprio blog. Percebeu afinal o que é importante para eles?
Se eu criei um blog, escrevo posts e permito comentários, evidentemente é para alguns lerem e comentarem. Ora se eu quero isso, devo fazer o mesmo noutros blogs que falem em certos assuntos. Além disso se achamos certos assuntos importantes, eles são importantes no nosso blog ou noutros que também falem neles e acrescentem algo mais. Aprender e evoluir é importante.
E se eu quero lutar por causas, qualquer pessoa minimamente inteligente percebe que sozinho dificilmente vai longe.
Disse também: “Se tenho um clube? Tenho: o dos que defendem a liberdade (de pensar, de falar, de ser o que se quiser)”. s-novos-censores-andam-ai-12728989
Então deve ler aqui neste blog este post, em especial os comentários:
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/o
Mas também disse: “E a democracia, sim, representa um nível superior de civilização”.
E aqui não concordo pois há poderes não eleitos, não escrutinados, que têm muito poder e onde há opacidade. E admira-me não ter reparado nisto.
Disse: “Porque vai-se a ver e a civilização é só verniz”. Mas é a civilização, a democracia e a liberdade de imprensa.
E espero que para si certos assuntos não sejam importantes apenas aqui.
É difícil imaginar algo mais sectário do que considerar que as guerras que acontecem aos que nos são próximos são mais graves do que as que acontecem aos outros.
Hoje é 25 de Abril e é um bom dia para este meu comentário.
Vejo que se marimbou para o meu comentário em desrespeito por quem perde algum do seu tempo a contribuir para um assunto que devia ser do seu interesse.
E eu até fiz duas perguntas e indiquei dois links. E para si quem faz isto é porque espera NÃO receber feedback.
E face ao que disse no outro comentário como, “E espero que para si certos assuntos não sejam importantes apenas aqui.”, vejo que isto confirma-se e assim devia sentir- mal. Foi bem fácil para mim, um comentário chegou!
Você tem razão: “(…) o que me abala é ter perdido todas as ilusões quanto à capacidade de evoluirmos como seres humanos. Porque vai-se a ver e a civilização é só verniz. Século após século o ser cavernícola continua a habitar no mais fundo de nós. Não morre. E às vezes sinto asco por pertencer a esta tribo”.
O problema é quando esses são mais do que parece e os que falam no problema também contribuem para ele.
Faça algo pela humanidade, se certos assuntos só lhe interessam aqui neste blog é porque afinal não são importantes, e diga isso para mais ninguém vir para aqui ser enganado.
Desde a WWII, nunca houve um ano sem tiros disparados por militares europeus em alguma parte do mundo. Mas nós é que percebemos de paz, a Tanzania não
Se ler o que escrevi com mais atenção, percebe que não nos coloquei fora desse quadro. Admito até que me enganei ao acreditar que o maior desenvolvimento civilizacional nos colocava mais distantes da barbarie.
Não vale a pena Teresa. O sabão que lhes invade a cabeça tudo ofusca. Qualquer tipo de comunicação esbarra na limitação dos ensaboados. A ponte aérea para a russia está aberta. É pelo estreito de Bering …
Xiu, fala baixo, que agora vamos deixar de comprar produtos petroquimicos ao invasor Russo, temos de os comprar ao invasor Saudita. Se calhar devemos mudar umas palavras. A Arábia Saudita não está a invadir o Yemen, está a libertar o povo iemenita, dos terroristas locais, assim já não temos dilemas em entregar-lhes armas para essa campanha de libertação.
“Não vê as guerras bestiais que têm estado a ocorrer, ” E se, além de as vermos, tivéssemos em conta quem as subsidia, apoia e fornece o material de guerra…….
Não vejo os actuais acontecimentos dessa forma, Teresa.
O mundo não é cultural e civilizacionalmente homogéneo. Nem todos os povos, ou pessoas, partilham das mesmas expectativas e aspirações. Recorrendo ao título de um livro do nosso colega delituoso Adolfo Mesquita Nunes, classifico os movimentos mais notórios e marcantes como resultado do atrito entre os defensores do mundo fechado e do mundo aberto. Os dois lados da barricada tem pontos fracos e pontos fortes, mas se concordamos que hoje no nosso mundo europeu se vive melhor do que se vivia na Idade Média, e se podemos interpretar por isso um evolução, então concordamos que o confronto em curso é também entre o mundo antigo e mundo onde queremos viver.
Esta, e outras lutas, luta são necessárias, pelo menos até que os defensores do mundo antigo e fechado, não concordarem que é muito mais barato fazer a paz e incrivelmente mais interessante conhecer e coexistir com outras culturas.
Se observarmos a história veremos que nos ciclos longos o mundo fechado, mesmo com vitorias pontuais, esteve sempre em perda.
Os horrores a que assistimos hoje são o estertor de uma certa visão que acredita na força como factor de legitimação do poder. O futuro é o da cooperação entre os povos. O avanço não será rectilíneo, mas no fim, ultrapassada a adolescência da espécie, é isso que acontecerá.
Paulo, essa é uma leitura possível. Sem dúvida a de quem vê o copo meio cheio. Quero acreditar que quem defende o mundo livre esteja mais perto de ser, mesmo em cenário de guerra, aquilo que se espera de um ser humano (mais) civilizado. Quero acreditar, mas será que hoje os “nossos” já não se deixariam inebriar pelo cheiro a napalm pela manhã?
Teresa,
O copo está muito mais de cheio…
Perante terríveis demonstrações da força e de violência, o recurso à força é legitimo e necessário. Matar e destruir nunca serão outras coisas que não isso mesmo, independentemente do lado onde as circunstâncias nos colocam. Esse é o desafio moral de quem decide agarrar em armas para defender aquilo que considera ser o correcto. Podemos ainda acrescentar um critério adicional, mas que acaba sempre por poder ser anulado numa interpretação simétrica, e que se prende com o que podemos entender como o lado certo da história. Na segunda guerra mundial, quem nasceu alemão acabou por estar no lado errado da história. Não duvidamos disso porque nos baseamos em critérios morais, ou porque estamos condicionados pela história contada pelos vencedores? Em que é que baseamos a nossa convicção? Levanto estas questões apenas à procura de um critério da avaliação que se possa aplicar à actualidade.
A defesa do direito internacional, que assenta na busca e manutenção da paz como bem superior a defender, parece-me ser um critério claro e que legitima o recurso ao uso das armas em reacção a uma agressão criminosa. É claro que num mundo perfeito tal nunca seria necessário, mas o mundo é imperfeito e por isso precisa que se lute pelo seu aperfeiçoamento.
Paulo, eu não questiono a guerra, porque a guerra tem sempre um agressor e um agredido e ao agredido assiste o direito de se defender. O que questiono neste post é a barbarie, aquilo que à luz do direito internacional é identificado como “crimes de guerra”. E o que a cobertura mediática desta guerra nos tem revelado é que a única coisa que parece ter evoluído é o armamento e os veículos militares, porque o comportamento das tropas mantém-se no terreno como sempre foi: repugnantemente primitivo.
mais uma cortina de ferro continuamente a ganhar ferrugem
Não sou capaz de encontrar a falha no “rationale” do postal mas ela tem de existir.
Se a Teresa estivesse certa, o mal seria da tribo e culpar Putín seria apenas culpar o mensageiro. Não pode ser assim.
Mas é mesmo do comportamento da tribo que falo. Se Putin é o primeiro e último responsável pela guerra? É. Mas o comportamento das suas tropas no terreno, o nível de crueldade que se atingiu, pode e deve ser imputado a cada militar.
Isso é que era de valor, cada militar independentemente da nacionalidade que causasse uma morte sem ser em legitima defesa, deveria ser julgado tal como qualquer outro assassino e que o crime de deserção deixasse de o ser. Não nos esqueçamos, muito provalvelmente Hitler não disparou um tiro na segunda guerra.
Na verdade, não se trata de uma guerra privada de Putin mas de um ilícito internacional que responsabiliza o Estado russo. Incluindo não apenas o chefe do Estado mas todos os membros dos órgãos políticos em funções executivas e legislativas, podendo abranger até as magistraturas com eventual envolvimento na justificação e cobertura destas ilegais acções de guerra. Seguindo o precedente inaugurado em 1946 pela jurisprudência de Nuremberga.
“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”
A Lei de Lavoisier, postulada em 1785 pelo químico francês Antoine Laurent Lavoisier (1743-1794), corresponde à Lei da Conservação das Massas
« Como Coletor Geral e privilegiado pelo Antigo Regime, Lavoisier foi preso em 24 de novembro de 1793, sob a égide do terror revolucionário. Tendo o tribunal revolucionário condenado-o à guilhotina, Lavoisier solicita um indulto de quinze dias para terminar uma experiência científica.
Segundo o testemunho de um abade, o tribunal sentenciou: “Nós não temos necessidade de químicos”. A posteridade, para ressaltar o malfeito da Convenção, reteve a formulação: “A República não tem necessidade de sábios” »
25 de abril, sempre!
As ruas, são como as nossas ruas. As casas, são como as nossas casas. Vestem-se como nós, parecem-se mais connosco… como não nos afetar mais ? Não minimizando qualquer outro conflito, há uma identificação diferente com a terra e com as gentes, com o modo de vida.
Eu tenho, na medida do possível , ajudado todas as causas, principalmente porque há crianças a sofrer. Identifico- me mais com esta porque para além de ser uma abominação , somos nós ali, em cada prédio em escombros, em cada rua desfeita, em cada casa em ruínas, em cada vala comum.
Nem mais, Maria Dulce. As civilizações, aproximam e afastam, não há como negar. A História é a história de conflitos civilizacionais, de conflitos com o “outro”. De resto, é atávico: a empatia é mais imediata quando nos achamos perante alguém que sentimos ser como nós. Só não percebe isto quem não quer perceber…
Também pode ver a situação sobre o lado positivo, o verniz é o nosso livre-arbítrio, a nossa capacidade de muitas vezes adoptar comportamentos melhores do que os instintos do ADN que, mesmo assim, nos permitiram sobreviver como espécie na pré-pré-história.
Se não houvesse livre-arbítrio não poderíamos ser responsabilizados pelos nossos actos…
Este postal começou por me incomodar ligeiramente. Depois alguns comentários, designadamente o habitual de “Balio” e o também habitual mas mais sonso de “jo” (não refiro os do comentador que usa um “nick” de andróide alucinado porque nada merece, nem leitura) agudizaram o incómodo para desconforto, para dizer o mínimo.
Não merece a pena dissertar sobro o complexo espaço-tempo. Distância, para o que aqui interessa, tanto pode ser física como histórica. E até pode ser apenas cultural ou sociológica.
Sinto muitíssimo mais uma doença de um filho do que uma doença de uma criança africana. Isto não é desvalorizar o sofrimento dos africanos; é reagir normal e saudavelmente ao que me é mais próximo. E claro que a Ucrânia pode para muitos ser mais próxima do que a ex-Jugoslávia. Tal como é estulto considerar a distância física para normalizar sentimentos despertados pela Sérvia, pela Croácia, pela Bósnia, Montenegro, etc., que dependerão das experiências pessoais de cada um, ou de, sei lá recordações parvas. Por exemplo, tenho antepassados alemães luteranos e, porque me interesso por história de família, li sobre atrocidades das tropas croatas aliadas de Carlos V, no rescaldo da batalha de Nördlingen (1634) e, por isso, apesar de católico praticante e dos croatas serem em mais de 85% católicos, não posso com eles. Mais ridículo ainda, garoto imberbe, namorisquei uma colega de apelido Montenegro que, não faço ideia porquê, já então associava a Monte Cristo, romance de Dumas que devorei e adorei. Assim, simpatizo com os montenegrinos.
Alguns querem que eu racionalize os sentimentos, igualando iraquianos, afegãos e europeus, ou no limite que citei, africanos aos meus filhos. Isso seria não apenas mau mas mesmo muito mau. Só há uma forma de equivaler sentimentos pelos que estão mais próximos aos que estão mais distantes e que é, não sentir sentimentos de todo. É mais um caso em que só é possível nivelar por baixo.
Diz.se psicopata o que não é capaz de sentir empatia por terceiros. Não estou a igualar os comentadores do postal a Putín ou a singularidades como o frei Anacleto, o Boaventura S.S. ou os majores-generais televisivos mas, para minha tranquilidade, não gostava de ver nenhum deles, comentadores inclusivé, entronizados no poder como Putín.
Sim, a intensidade da resposta emocional varia conforme nos identificamos mais ou menos com as vítimas, o que não implica que não sintamos empatia por todo e qualquer ser humano.
No limite Putin é só um tipo com pouca empatia para com os Ucranianos.
Ele não quer ser mau, é pouco empático.
Partilhamos mais sangue e estamos mais perto de Marrocos e do Saara Ocidental mas ninguém fala das atrocidades provodas por Marrocos no Saara Ocidental. Portugal que foi um feveroso defensor da auto-determinação de Timor e que aceitou o Kososvo deveria defender esse mesmo direito ao Donbass, Saara Ocidental, e mais especialmente a Cabinda, pois até temos um tratado de protectorado assinado.
Ao Donbass foi prometida autonomia, nunca foi prometida independência, muito menos integração na Rússia. Podiam ter tido um estatuto semelhante ao da Crimeia antes de 1914, parecido com as nossas autonomias insulares mas a Rússia nunca deixou pois os seus desígnios já estavam definidos.
A falta de objectividade, o pró-putinismo não assumido, é evidente. Se a Rússia com mais de 190 etnias não concede essa ampla autonomia, apesar das suas mais de 80 repúblicas porque teria a Ucrânia de conceder independência ao Donbass? Antes de reconhecer a independência de Donetsk e Ugansk com 8 anos de combates apoiados por forças especiais russas, eu reconheceria a independência da Chechénia, com 20 anos de guerra civis e sem apoios exteriores relevantes. E, já agora, o denominador comum das barbáries em Grozny, Aleppo e Mariupol é Putín e só ele. Nas duas primeiras nem há a desculpa da NATO, na primeira nem a desculpa dos americanos.
Tanto detesto o Putin, como qualquer outro invasor, para mim não há invasões fofinhas. E detesto a ONU, não lhe vejo qualquer utilidade, quando na sua própria carta define que todos os povos têm direito há auto-determinação, mas depois fazem tal e qual Putin, que escolhem quem deve exercer esse direito e quem não o merece. E tal como Putin invadiram outros paises para os libertar. Porque é mau comprar petroleo há Rússia, mas não há Arábia Saudita. Lembra-se da capa da TIME. ”Bringing the serbs to heel. A massive bombing attack opens the door to peace.” As palavras não proferidas muitas vezes falam mais que as faladas. Porque recusou a GB um inquérito independente aos massacres cometidos em Bucha, tal como foi proposto pela Rússia. Repugna-me que os valores ocidentais, dos quais sou feveroso adepto, não passem de palavras vazias proferidas pelos dirigentes ocidentais, cujas atitudes não lhes correspondem.
A ONU é uma Assembleia de países. Esses países que fazem parte da ONU é que ditam o que deve ser feito, havendo uns que têm o direito de veto p.ex a Rússia e os EUA.
A ONU tem uma carta cheia de palavras bonitas, mas em todos estes anos não conseguiu, fazer valer essas palavras, apenas provou a sua inutilidade, portanto bem se pode extinguir. Mesmo agora em relação aos massacres cometidos em Bucha, não promoveu um inquérito independente, para acusar os culpados em tribunal, apenas decidiu quem era o culpado baseado na palavra das autoridades ucranianas e sancionou os povos tanto do considerado culpado, os povos da considerada vitima e os povos europeus. O própio mayor de Buscha no dia após a retirada dos russos, veio falar sorridente dessa libertação da cidade sem ter visto, nem sentido o cheiro das centenas de cadáveres espalhados pela cidade que mostrou uns dias depois.
Tens mais ligações com marroquinos ou com ucranianos, com franceses ou com angolanos? Uns são europeus outros africanos
Com quem não tenho ligações nenhumas é consigo, portante reserve o tratamento por tu para os seus amigos e parentela. Se os tem e se os conhece.
Eu tenho ligação com todas as pessoas do mundo, mas nenhuma com supostos líderes que jogam com a vida dessas pessoas conforme seus interesses. Putin, BoJo, Ursa, Biden, Zelensky estão todos no mesmo nível e nenhum deles irá sofrer com as sanções. Chega-se ao cúmulo de Metsola em visita ao seu país de residêndia, onde o pessoal deixa carros destrancados com vidros abertos, as janelas de casa completamente abertas, que tem menos de meio milhão de habitantes, onde ela se fez acompanhar por seguranças privados. Porque se sente ela insegura? Não teria razão para isso se o parlamento europeu apenas fosse um orgão de gestão de interesses comuns e não um orgão de decisão sobre a vida das pessoas.
1 – O mais extraordinário nos comentários é haver quem afirme que esta guerra, naquele território que ainda não era um País, foi começada por Putin.
2 – O mais perigoso e atemorizador de tudo, é ser possível esta cegueira e sectarismo, de pessoas como aquelas que aqui nestes comentários as fazem.
3 – Se é possível estas pessoas afirmarem isso, negando todos os factos e documentos que mostram o contrário, e estão disponíveis para consulta de modo fácil, então a catástrofe está mais próxima do que parecia.
4 – Como são capazes dessa afronta à verdade?
“documentos que mostram o contrário, e estão disponíveis para consulta de modo fácil, então a catástrofe está mais próxima do que parecia”
Eu não sei ler cirílico com a chancela do Kremlin, lamento. Sites de Teóricos da Conspiração , não são sites, são uma total perda de tempo e espaço.
Forças Armadas da Ucrânia /Batalhão Azov. BASTA LER: «Report on the human rights situation in Ukraine 16 November 2015 to 15 February 2016» (PDF). E «Report on the human rights situation in Ukraine 16 February to 15 May 2016» (PDF). Fonte: Office of the United Nations High Commissioner for Human Rights.
O Putin também é culpado pelo inicio das hostilidades, também foi uma das partes que não aceitou negociações trilaterais, também forneceu armamento pesado aos hooligans pró-russos do leste da Ucrania, também foi um dos pôs os seus interesses, ou os interesses da entidade Rússia acima dos interesses das pessoas.
1 – O futuro da Europa e da União Europeia…?
2 – Será, do lado de Putin e da Rússia, que está o belicismo e o desejo de expansão?
3 – Analisem-se, com lucidez e imparcialidade, os factos.
4 – O presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, acusou em 17/04/2022 dois países de estarem por trás das recentes ameaças de bomba nos aeroportos sérvios e nos aviões da Air Serbia. Após uma dúzia de voos terem sido forçados a voltar a Belgrado, e o aeroporto ter sido evacuado três vezes.
5 – O presidente da Sérvia, segundo informação da Reuters, afirmou: “Um, é um país da União Europeia, e outro é a Ucrânia” (Reuters).
“E às vezes sinto asco por pertencer a esta tribo”.
Pois não devia, devia isso sim de sentir orgulho e fazer de tudo para enaltecer o seu lado da tribo.
Em qualquer tribo há sempre os bons e os maus. Felizmente no mundo os bons superam os maus. Nós só temos de escolher o lado certo.
enquanto continuarmos a querer o que os filhos da serpente nos dizem que devemos querer nunca reentraremos no paraíso , estaremos sempre no inferno , seja hoje seja daqui por 5 mil anos. negócio e ganância e poder.
O que nos faz ser humano é a possibilidade do bem e do mal. Este texto é muito perigoso, parece quer resolver o assunto de uma vez por todas.
Fica a pergunta: se se descobrir o gene da maldade a autora estaria a favor de violencia para forçar todos os humanos a serem geneticamente modificados?
Mas a “maldade” e a “violência” não são ideias abstractas, cuja polissemia e plurissignificação dependem dos interesses de quem as imagina?
Não e Sim. O aborto a pedido é o quê?
Estudem (comecem pelas 94 referências que vos envio adiante). ewish-ukrainians-gear-up-for-fierce-russ ia-fight-alongside-the-neo-nazis-they-sa y-putin-is-lying-about
E lavem as mãos antes de escrever e comentar.
1 – Apenas palha, e mais palha.
2 – Poeira para os olhos, e cegueira para a razão.
3 – E as histórias iguais, e muito piores, que aconteceram aos falantes de russo em Donbass?
4 – Aquele território era dos russos desde o séc.XIX. Só entre 2013 e 2016, o «regime zelensky & batalhão azov» removeram 965 estátuas referentes aos russos que tinham criado e conquistado aquele território, mudaram o nome a 32 cidades, a 986 localidades e a 52.000 ruas. O que evidencia e prova o roubo e a agressão dessa «nova pseudo-raça ucraniana» que agora é aclamada pelos que instigaram esse roubo.
5 – Durante 8 anos foram perseguidos, torturados, violados porta-a-porta e mortos por essa pseudo nova raça de ucranianos do «regime zelensky & batalhão azov».
6 – Foram 14 mil mortos, muito mais do que os que morreram nestes 60 dias. Com uma diferença, nestes 60 dias todo o mundo vê que os alvos são militares ou infraestruturas, enquanto durante 8 anos os alvos eram civis indefesos falantes de russo.
7 – O «regime zelensky & batalhão azov» durante 8 anos pôs a máquina do Estado e as forças armadas a atacarem civis russos.
8 – E vocês calaram-se? Ninguém vos ouviu. Estavam a ver TV e a comer donuts?
9 – E os 170 mil mortos no Afeganistão, na mesma altura? Onde estavam vocês?
10 – Onde estão as sanções e esta histeria persecutória e fascista aos cidadãos dos países cujo exército, liderado pelos EUA, fez esse crime de genocídio e contra a Humanidade na Sérvia, Iraque, Afeganistão? Onde andavam vocês?
11 – Está tudo escrito e documentado nos Relatórios da ONU.
12 – Ou seja, vocês são os arautos do facciosismo e sectarismo cego a favor do regime xenófobo e segregacionista do zelensky, que cometeu um apartheid contra os russos durante 8 anos.
13 – Vocês serão acusados disso num futuro próximo. Não duvidem. Cá estaremos para que vocês não se escondam no anonimato e no esquecimento.
14 – A China, a Índia e mais de metade do Mundo vêm a culpa e acusam o Zelensky e a EUA/Nato. E vocês não vêem?
15 – Vocês, não têem vergonha dos vossos comentários? Ou já têem, e estão aflitos para ver se escapam ao engano que vos fizeram?
16 – Informem-se sobre o batalhão Azov e o regime Zelesnky, antes de dizerem disparates (adiante envio apenas 94 referências):
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(Cont. até às 94 referências)
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A Ucrania quis continuar com o controlo da parte oriental do pais e para isso teve de armar pessoal apanhado do clima e suficientemente estúpido pra alinhar nisso, que são nazis. Mas esquecem-se de olhar para história do Afeganistão e que vão ter um problema quando se terminar o conflito e esse pessoal armado tentar construir a Ucrania deles, o Zelensky será um dos primeiros a ser preso, devido aos clips gayzolas que produziu.
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A sua tribo tem por principal valia a diferença entre os seus membros; que tais diferenças não se exprimam em guerras é algo que só uma qualquer transcendência justifica.
Conforte-se com o facto de a sua tribo ter desenvolvido todo um conjunto de valores que destruiu incontáveis fronteiras e afastou a guerra de inúmeras outras.
O cérebro reptiliano continua a existir no humano. Temos de nos cultivar e sensibilizar com todos os ” seres vivos ” para o repelirmos.
Aceite-se ou não, as guerras foram o estrume que fertilizou a evolução das sociedades ao longo da história. Toda a gente sabe do que é feito o estrume, logo não se pode esperar que esta guerra seja diferente das anteriores. Veja-se os negócios que sempre crescem de forma exponencial á custa dos conflitos e percebe-se que a guerra é sempre um negocio altamente rentável. Antes de se questionar o porquê desta ou qualquer outra guerra nos últimos 150 anos, veja-se o quanto a europa enriqueceu e evoluiu na sequencia desses mesmos conflitos. Hoje é a Ucrânia a pagar com a vida dos seu povo o preço mais alto, amanha com certeza serão outros. A história não mente.
nao sei se chore se ria, por outra pessoa ter concluido que a civilizaçao é … verniz.