9 de Maio.
Dia da Vitória a Leste, Dia da Europa a Oeste.
Nazis, diz ele.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.
9 de Maio.
Dia da Vitória a Leste, Dia da Europa a Oeste.
Nazis, diz ele.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.
Europa? Qual Europa?
1 – A Europa independente, autónoma e orgulhosa da sua especificidade? Ou a actual Europa, transformada numa mera província estado-unidense, onde os generais americanos da Nato mandam e comandam, e obrigam os europeus atacar a Rússia por um zelensky qualquer?
2 – “BEM-VINDOS AO REAL EUROPEU” … proclamava Slavoj Žyžek em 2002, na obra intitulada “Bem-vindo ao Deserto do Real”, publicada em 2006 pela “Relógio d’Água”.
3 – Passados quase 20 anos, é interessante ler o que ele dizia…
3.1 – “O hino oficioso da União Europeia, esse Hino à Alegria (Der Ode na die Freud) extraído do último andamento da nona sinfonia de Beethoven, é um verdadeiro «significante vazio» que pode ser utilizado seja para o que for. Em França, Romain Rolland elevou-o ao estatuto de ode humanista celebrando a fraternidade dos povos (a «Marselhesa da humanidade»). Em 1938, esse hino foi a principal atracção do espectáculo das Reichmusiktage («Jornadas de música do Reich»). Nos anos 1970, podíamos ouvi-lo em honra da medalha olímpica de ouro, quando as equipas participantes da Alemanha Oriental e Ocidental se reuniam numa só. O regime rodesiano de Ian Smith, partidário da supremacia branca, que decretou a independência no final dos anos 1960 a fim de manter o «regime do apartheid», fez dele o seu hino nacional. Até Abimael Guzman, o cabecilha do movimento ultraterrorista Sendero Luminoso, mencionou o quarto andamento da nona de Beethoven quando o interrogaram sobre os seus gostos musicais…” (S.Žyžek, 2006, pág.11)…
3.2 – “[….] Não nos é, portanto, difícil imaginar um espectáculo de ficção ao qual assistiriam todos os que são inimigos jurados, de Hitler a Estaline, de Bush a Sadam, esquecendo as suas oposições, para participarem num momento mágico de fraternidade extática…” (S.Žyžek, 2006, pág.12)…
3.3 – “Reconheçamos que há uma falsa aparência insípida neste «Hino à Alegria» [neste Hino da União Europeia], e que o caos que surge a partir do «compasso 331» da sinfonia é uma espécie de «retorno do reprimido», sintoma daquilo que não corria bem desde o início. (S.Žyžek, 2006, pág.13).
3.4 – “E se o verdadeiro problema fosse a própria «União Europeia», e não o Hino? E se o problema fosse o modo como é entoado pela elite tecnocrática de Bruxelas, e o esgotamento quer do modelo franco germânico quer do modelo anglo-saxónico?”…
4 – “Hoje, a tarefa da Crítica consiste em recolocar o «evento» [os eventos que hoje ocorrem] no contexto dos antagonismos do Capitalismo Global [perpetrado pelos EUA, que submeteram a Europa a uma mera província estado-unidense, onde os generais americanos da Nato mandam e comandam]” (Slavoj Žyžek, 2002/2006, “Bem-vindo ao Deserto do Real”, col. Argumentos, Relógio d’Água).
5 – Europa? Qual Europa? A dos zelensky&azov’s comandada pelos EUA/Nato, e pelos políticos de Bruxelas e anglo-saxónicos da UniãoEuropeia, e suas ramificações na ONU e nas actuais Organizações Internacionais?
6 – Ora, ora … que se faz tarde.
7 – Não nos digam que vão para mais um comício do zelensky&azov&nato-eua clamar por: “mais armas, mais armas!”
Não nos digam que o se o Punini recebesse em audiência privada o SAP3i não estouraria os miolos, porque eu não acredito. Caramba homem!
Se o Putin falasse comigo, a guerra nunca tinha começado.
Era logo resolvida nos “Acordos de Minsk”, que os alemães e franceses ficaram de mediar em 2014.
Os EUA/Nato não permitiram que a questão fosse resolvida pelos Acordos de Minsk, porque queriam atacar a Rússia para se chegarem perto da fronteira com a China (que detém 20% do comércio mundial).
Os “Europeus” venderam a sua autonomia, submeteram-se e prestaram vassalagem aos Trump’s e Biden’s.
Agora vão pagar a factura da perda de competitividade e do declínio nas próximas duas décadas (enquanto a China e a Índia compram o petróleo russo 35 dólares mais barato; e os EUA o têm também na américa mais barato).
Discurso à Trump? Ele é que diz que se fosse presidente nunca o Putin teria ido para a guerra. Mas toda a gente sabe que o Trump é um egocêntrico e perigoso megalómano.
Se o SAP3i lhe clona o discurso, dá que pensar, verdade?
É o copy de asneiras/paste de asneiras.
« Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar! »
“estado-unidense”??
Pensei que você ao menos sabia Português. Afinal nem isso…
Fujam ! Fujam ! Vêm aí os nazis. Ridiculo.
Agora todos : viva a Coreia do norte !
A oeste, nada de novo, a leste o retrocesso mascarado de sucesso é imparável .
Nazis, what nazis?
‘a Oeste nada de novo’
‘a Leste do paraíso’
è ben trovato
LESTE/OESTE?
1 – Este modo de enunciar (“Leste/Oeste”) foi criticado há 44 anos, numa obra que se constituiu numa referência bibliográfica para qualquer aluno que inicia os seus estudos superiores (licenciatura) em Ciências Sociais e Humanas. Refiro-me a: — Edward W. SAID, 1995/1978, “Orientalism. Western Perceptions of the Orient”, London, Penguin (Introdução, e Afterword à edição de 1995).
2 – É um modo de enunciar os problemas e assuntos da Realidade (e do Mundo) cai no impasse lógico, expresso numa «dicotomia opositiva, binária, inversa, isometricamente simétrica» (prós/contras, preto/branco, maus/bons, certo/errado, 0/1, nós/outros, agressor/agredido, culpado/inocente, etc.).
3 – Com os avanços na Inteligência Artificial e na Programação, esse impasse Lógico (assaz debatido na Matemática), tem tido alguns reveses, e hoje existem “modelos” alternativos muito interessantes e profícuos.
4 – É um tempo novo, de mudança de mentalidade, que suplantará as épocas anteriores. Nos Posts aqui no “Delito” vemos uma incapacidade de sair desse impasse binário e dicotómico. O facciosismo em favor da “ucrânia” é, não apenas inverosímil como irracional.
5 – Ninguém sabe que fronteiras são, as dessa “ucrânia” dessa raça pura livre de «ucranianos pró-russos», que o «regime zelensky&azov» e os EUA/Nato querem instituir à força desde 1991. Mas daqui a 1 ou 2 anos o Putin vai dizer-lhes onde essa fronteira é.