Mais que uma atitude de quem em nada acredita, o cepticismo será a identidade de quem ainda continua a reunir dados para poder tomar uma posição definitiva.
E isso, é totalmente diferente de não acreditar em nada.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

“O cepticismo será a identidade de quem ainda continua a reunir dados para poder tomar uma posição definitiva”. Isso e ter uma saudável desconfiança apriorística daquilo que emane dos corredores do Poder. Poder que – desde logo por ter como primeira preocupação, já nem sequer minimamente disfarçada, perpetuar-se como tal – não é, como bem se sabe, pessoa de bem.
O mesmo poder, “de jure” ou de facto, que (e lá terá razões para isso) imediatamente toma a mais ténue dúvida, em cada vez mais assuntos, como irresponsável negacionismo, inadmissível terraplanismo, intolerável machismo, insuportável racismo, retrógado heteropatriarquismo, repugnante homofobia, inaceitável liberalismo asselvajado. Isso e mais um generoso punhado de coisas, todas forçosamente fascizantes, claro, potencialmente aplicáveis a todo e qualquer desvio da linha tida como certa, no glorioso caminho para uma sociedade progressista e inclusiva. E demais pérolas alegadamente civilizacionais.
Os dados reúnem-nos el@s. Aquilo em que se tem que acreditar determinam-no el@s. A nós resta-nos obedecer com entusiasmo. E medo, convém com método incutir e, obedientemente, ter medo.
O cínico original foi aquele fulano que, inquirido por Alexandre Magno acerca do que podia fazer por ele, apenas lhe pediu que saísse da frente do sol que o aquecia.
Mas é interessante que os escribas desde então tenham feito do cinismo uma coisa sinistra, própria de criminosos.
Hmmm.
não sabia essa história e é bem boa porque o que eu queria do poder político era isso mesmo , que não estorvasse ( a única coisa que fazem bem , estorvar o povo, infelizmente )
Nem uma coisa nem outra.
Nem negacionista nem procrastinador.
O cepticismo alimenta-o a ignorância ou a suspeição de má-fé, não raro uma combinação das duas.
Se for capaz de me convencer disso, talvez venha a concordar consigo. Estou aberto aos seus argumentos. Mas tem de explicar isso melhor.
Que melhor cobertura para quem se dispensa de conhecer do que dizer-se céptico?
Que melhor dispensa para quem rejeita o compromisso da adesão/ oposição do que enunciar uma qualquer suspeita, dizendo-se céptico?
Da etimologia: os que fazem profissão de observar, de nada afirmar.
tive um colega que era antisséptico