Pensamento da semana


Pedro Correia,

 

Os tudólogos são o inverso do outro, que só sabia que não sabia. Estes não fazem a menor ideia de que não percebem nada de assunto algum..

 

Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana

53 comentários em “Pensamento da semana”

      1. “Cada um alimenta os seus sonhos. O meu é ascender à cátedra de Tudologia, eminente ciência oculta cá da terra. (…) Hei-de conseguir.”

        É com grande, enorme, alívio (por ambos nós), que verifico que afinal não conseguiu. Eheheh.

  1. E o Pedro é discípulo dileto do Sócrates? ou também adora mandar postas de pescada, que os outros são todos maus e só eu é que sou bom ? cagança moral manhosa , pá. Atão com a Rússia mete aflição , uma tudologia ideológica enviesada aflitiva. E o silêncio gazati ?ainda não percebi se acha que tem costela judaica ou se chorou muito ao ver a vida é bela ou a lista de schindler ou outro qualquer melodrama holiwoodjudaico e esqueceu Dickens , Shakespeare e Quevedo. e Huxley. Quem sabe um dia descubro?

    ( ai , sou tão má )

  2. Sim, o que não falta por aí são tudólogos. Agora ser tudólogo a comentar coisas entre amigos ou a vir aqui comentar num blogue é muito diferente de o ser numa TV pela via do comentariado dado o alcance e eventual poder manipulador dos mesmos, isto é, ser tudólogo em si não tem de ser mau o problema é dar-se-lhes palco e importância – aqui o Lopes dizer uma data de porcarias por aqui não tem impacto agora o comentador de TV em horário nobre… é muito diferente!

  3. Deixei de ver, mas acredito no Pedro.
    O que me intriga, é que esta gente não se dá conta do ridículo em que caiem.

  4. Como se diz agora, o tudólogo é o influencer do vácuo, especialista em absolutamente nada, mas com doutoramento em quase tudo e a dizer disparates em horário nobre.

      1. Realmente na internet qualquer horário é nobre, de facto. É pena é tu seres um pelintra até em chat de luxo.

          1. Na internet és um earl? És, és… earl de teclado da treta, com a coroa da Temu e a autoestima feita em cupons de desconto. Pelintra não é o socialismo — pelintra és tu, que confundes miséria com opinião e ainda achas que tens graça.

            1. Bem metida, Carlos Sousa. Na mouche.
              Eles ficam logo com a moleirinha em tilt

  5. Os tudólogos são assim como que uma espécie de barbeiros na barbearia que é a TV. Fala-se de tudo um pouco com a profundidade que a circunstância merece. “Está bem assim, ou quer que lhe apare mais um pouco?

  6. “Aliás não voa, rasteja.”
    Agradecia que deixasse de nos mandar piadas. Mesmo que indirectas.

      1. “Vou ser cancelado.”
        Isso nunca. Sabe que a Direcção simpatiza consigo. Só não percebemos por que é que anda sempre a embirrar connosco.

  7. Gostamos tanto dos tudólogos que elegemos um como PR.
    Pior são os absolutólogos, mesmo não sendo tudólogos.

    1. Esses são os que virão a seguir, a obra da evolução não pára.
      Depois do homo erectus seguiu-se o homo sapiens, e quase sem se dar conta, assim a modinho como quem apalpa avaliando para ver no que isto dá, eis que o homo tudólugus faz a sua aparição, precedendo, obviamente, o homo absolutólogus,. Que, por enquanto, está em retoques finais de aperfeiçoamento.

  8. Ensaio curto sobre tudologia do conhecimento.
    Os que nada sabem e tudo comentam, não me incomodam por aí além. Às vezes esqueço-me porque caixas de comentários têm esse efeito. mas quem verdadeiramente me incomoda são os especialistas. Veem o conhecimento como uma linha e fascinam-se com a trajectória já percorrida e, tal qual os filósofos das luzes, creem que alcançar o final é uma questão de tempo. Depois, por ocuparem cargo de relevo ou por terem microfones à disposição, não vislumbram outros que se lhes aproximem. Mais do que os melhores, julgam-se os únicos.
    Nem pela cabeça lhes passa que o conhecimento possa ser circular e que avançar no raio sem reconhecer o perímetro, lhes aumentava a dimensão a ignorância. Para usar esta imagem simplista, talvez Sócrates que muito avançara no perímetro, tivesse a percepção que, quanto mais conhecia, muito mais se deparava com o que desconhecia.
    Mas, tudo indica que o conhecimento seja antes esférico, pois experiência, ciência e metafísica, não partilham a mesma linha e, nessa dimensão, o exagero de Sócrates faz ainda mais sentido.
    Falta o que só no domínio da ficção científica encontrei. A esfera do conhecimento humano em permanente deslocação numa linha temporal de que se desconhece direcção e velocidade ou direcções e velocidades, para tornar a ignorância ainda mais expressiva e o conhecimento ainda menos previsível.
    Para os humanos, a ciência tem limites mas, felizmente, a Fé não os tem. Embora se mostre bem mais difícil de alcançar.

    1. Ignorantes a dominar o espaço público com opiniões totalmente descabidas, infundadas e até aberrantes.
      Total incapacidade, da parte de muitos consumidores de informação, de distinguir entre quem sabe e quem não faz a mais remota ideia sobre um determinado tema quando há teses em confronto.
      Tudo isto me preocupa. E não é de agora.

      1. Não, não é de agora, em Junho de 2015 Umberto Eco disse isto:
        “As mídias sociais deram o direito à fala a legiões de imbecis que, anteriormente, falavam só no bar, depois de uma taça de vinho, sem causar dano à coletividade. Diziam imediatamente a eles para calar a boca, enquanto agora eles têm o mesmo direito à fala que um ganhador do Prêmio Nobel. O drama da internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade.” Umberto Eco

        1. The great equalizer. Todos iguais. Não há aqui uns mais que outros só porque estudaram ou trabalham nisto ou naquilo.
          Realizado o sonho do velho Marx.

        2. “O drama da internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade.””
          Discordo completamente de Umberto Eco.
          Um idiota da aldeia só pode ser considerado portador da verdade por outro idiota da aldeia. Pode até acontecer que o idiota da aldeia perceba que ninguém, nem os intelectuais, é portador da verdade. Sempre que aparece alguma coisa nova, há grandes discussões deste tipo.
          Gutenberg também permitiu que muita gente tivesse acesso a leituras que não lhe competiam. Grande aflição: os ignorantes poderiam ler a Bíblia e tirar conclusões de que a Santa Madre Igreja não gostava. Agora é a Internet que permite trocas de ideias tão alargadas que até um idiota se pode fazer ouvir e não é fácil calá-lo. Os intelectuais não gostam, imitando a Santa Madre Igreja de há uns séculos.

          1. O problema não é o idiota da aldeia ter ficado mais perigoso com a Internet. O problema foi percebermos a quantidade de idiotas que também vivem na mesma aldeia.

  9. Também tem muito a ver com a elevação do jornalista a especialista. Aparecem como peritos em diplomacia, política, História, às vezes até engenharia.
    Depois exporta-se para o cenário de que alguém perito na sua área , se ganhar notoriedade, torna-se perito em tudo. Tinha a sua graça quando a coisa se ficava pela bola, já em assuntos menos sérios nem por isso.

      1. É o Nadólogo, de que o Ventura é o supremo exemplo, escarrapachado depois de tropeçar na “Festa do Hamburguer”!
        Um verdadeiro pero pequenito, em todo o seu glorioso ridículo e estupidez, parafraseando o próprio. Bem feita.

  10. > não fazem a menor ideia de que não percebem nada de assunto algum..

    Eu diria que é bem pior do que isso. Como acontece com as pessoas de esquerda, percebem de todos os assuntos da mesma maneira.

    1. Realmente quem acha que a esquerda pensa sempre igual é porque nunca conseguiu distinguir um socialista de um trotskista, ou então confunde comunismo com a fila do pão da padaria.

      1. LOL. Então não é que enfiaste logo a carapuça, ó camarada 🙂 Bom Domingo!

        Além disso, eu não acho nada. Eu sei. Eu sei que não há diferença nenhuma entre trotskistas e socialistas. Acontece apenas que os trotskistas ainda não sabem que são socialistas, mas depois crescem e aburguesam-se. Olha o Daniel de Oliveira, por exemplo.

        Seria também bom reparar que quando eu escrevo “perceber” é perceber que eu quero dizer. Não “pensar”. A esquerda não pensa, debita coisas de acordo com uma cartilha que já tem 150 anos. Não vejo nenhum tipo de pensamento crítico nisso.

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