Anda por aí quem pretenda “salvar” Portugal. Neste país nunca faltaram salvadores. Temos sofrido, sim, um enorme défice de bons gestores. Ninguém precisa de salvar aquilo que é bem gerido.
Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana

Não sei se um gestor seria a solução. Se Portugal fosse uma empresa seria um unicórnio de 900 anos, com o corno penhorado para saldar a dívida, e com o Trump a taxar a palha a 100%.
PORTUGAL é uma Nação não é uma sociedade anónima !
Sim, bons gestores, penso que todos têm na cabeça Paulo Macedo quando se fala em bons gestores, com 2/3 do Orçamento da Saude isto funcionava sem problemas, foi para a CGD, recuperou-a e devolveu a massa.
Onde andam os Paulo Macedo????
Com a água que metem, só se forem nadadores-salvadores…
A boa gestão só existe com responsabilização. Enquanto se puder gerir a coisa pública com total impunidade, por mais danosa e criminosa que essa gestão seja, nada mudará.
O diagnóstico está feito há muito, mas quem pode induzir mudança, e que é o poder legislativo, não está para aí virado – para quê, se depois alterna para poder executivo e assim sucessivamente; e por fim vai para o privado colher os frutos do seu esforçado labor?
Se o país tivesse bons governantes era bem governado, grande descoberta.
O diabo está nos pormenores, como de custume.
Quem são esses bons gestores?
Como se encontram?
Lembra-me o Zienal que ganhou não sei quantos prémios de boa gestão, podia-se nadar na baba dos seus admiradores, e depois ajudou a atirar a empresa que geria para o charco.
Pelo que vejo de muitos comentários os eleitores não têm nada a ver com o caso. Ora os gestores (isto é políticos) são designados pelos eleitores….
Quem anda com essas bocas de Salvar Portugal, são os cartazes do Ventura, porra!
No início da década de 80, os principais problemas de Portugal seriam a falta de gestores e funcionários de topo, o desemprego agrícola e a necessidade de capital para tornar as empresas nacionais mais competitivas.
Quando da adesão em 1985, a livre circulação de pessoa foi derrogada, a livre circulação de capital foi derrogada e, abriram uma quota de 300 lugares para portugueses na já mastodôntica burocracia de Bruxelas. Quer dizer, não resolveram nenhum dos principais problemas que tínhamos e ainda levaram o que já nos faltava.
Uma das razões, se não a principal, do nosso País não conseguir sair da cepa torta, é a ineficácia e a desorganização da máquina do Estado. Este cancro, há décadas minando todos os tecidos da nossa sociedade, passa tahbém pelo desprezo com que boa parte do funcionalismo público lida com os serviços que prestam, impunes nas falhas e omissões por hierarquias ausentes e desprovidas de autoridade. Sim, gestores precisam-se na máquina do Estado, sendo incompreensível o desperdício de recursos a que assistimos, a incapacidade crónica de gerir as pessoas e as ferramentas disponíveis. A falta de coragem política para as decisões há muito adiadas no que toca a reformas estruturais, revela um País governado por alunos com média de 10 que mal sabem sabem fazer contas, quanto mais reformar a Justiça, a Saúde ou a Educação. A governação é feita á moda das donas de casa do antigamente, com compras para o dia, planos para o futuro é coisa complicada de que se fala mas que venha alguém que faça. O lamaçal está tão fundo que os homens e mulheres de qualidade (onde estão?) não estão dispostos a assumir seja o que for e aturar de seguida as maquinações sem pés nem cabeça de certas franjas do nosso Parlamento. É o que temos …
Veja-se a Saúde. Quem dá um murro na mesa e afronta os interesses instalados? Quem gere com audácia? Quem põe cobro ao desmando, quando todos os dias assistimos à vergonhosa descoberta que uns tantos andam a aproveitar-se do desnorte e da falta de gestão – por exemplo, fazendo horas extraordinárias e pagando-se bem por isso – mas não tendo a mesma produtividade no horário normal? A Saúde é o melhor exemplo do pouco rigor e da imbecilidade de quem gere. E nós a pagar! E nós pagamos!