Em democracia, alguns direitos são sagrados. Incluindo o direito à asneira.
Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana
Em democracia, alguns direitos são sagrados. Incluindo o direito à asneira.
Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana
Falta uma “declaração de interesses”…
Está feita a sua.
Certíssimo. Diria que em humanidade também. Mas convém não errar em demasia ou passa a ter outro nome.
Bom Dia!
É a liberdade de expressão que está em causa. Faz-me impressão ver (até aqui) tanta gente usar essa liberdade, exercida muitas vezes sob anonimato, para defender a sua limitação ou supressão.
Sempre os direitos. Sempre os direitos. Os deveres nunca!
Não é necessário haver democracia para isso. Qualquer ditadura tem um catálogo enorme de deveres. Nas autocracias o disparate existe por imposição superior e chancela oficial.
Está meio errado!
Nas ditaduras e autocracias prevalecem os direitos… o direito a cair da varanda, o direito à obediência, o direito ao come e cala, o direito ao masoquismo, etc.
A única coisa sagrada é o dever do querido líder fazer a guerra a quem o desafia ou para cumprir caprichos!
Tem razão. Como vemos todos os dias na Rússia, agora tão elogiada por alguns oficiais-generais portugueses que integraram estruturas da NATO.
Em tempos, Portugal teve ao seu serviço um homem que ficou conhecido como o “General sem medo”. O seu nome era Humberto Delgado.
Enfrentou a ditadura Salazarista e pagou com a vida o preço da sua coragem.
Desde o início da guerra na Ucrânia, diversas patentes militares desfilam nos canais televisivos em comentários mais ou menos acertivos; mas ou menos isentos e independentes. Entre estes senhores figura um que certamente não se inspirou em Humberto Delgado, pelo contrário.
O distinto General Pinto Ramalho, desde o primeiro tiro naquele fatídico dia de 24 de Fevereiro de 2022, que considera, – pelo menos a avaliar pelas suas considerações, – que seria mais sensato não hostilizar a federação russa e, como tal, o melhor que a Ucrânia deve mesmo fazer é satisfazer todas as exigências de putin, ou seja, render-se.
Mais: As novas fronteiras da NATO, na opinião do Sr. General, constituem uma afronta à federação russa.
Naturalmente que desconheço se o Sr. General está a par dos discursos proferidos por Vladimir Putin nestes últimos anos. Um onde este afirma que a Rússia não tem fronteiras; outro onde refere que a guerra entre a Rússia e a Suécia, não foi uma guerra para conquista, mas sim uma guerra para recuperar aquilo que já tinha sido russo; entre outros dislates onde deixa bem claro quem realmente representa a verdadeira ameaça à paz na Europa. Isto para não falar nas várias invasões territoriais que pela sua ordem a federação russa tem vindo a executar.
Não se tratam de simples incursões, são verdadeiras invasões militares, morte, destruição, saque, violações, raptos e, no essencial, a tomada de posse territorial, ou no mínimo, a instalação de governos fantoches.
Das duas uma: Ou o Sr. General está tremendo de medo, ou efectivamente desconheçe o perigo
Se Humberto Delgado ficou imortalizado como o General sem medo, o Sr. General Pinto Ramalho aparenta ser o General com medo.
Se a guerra ultrapassar as fronteiras da NATO, – algo que não é de todo improvável, – espero que nas nossas fileiras se apresentem verdadeiros homens de armas. Caso contrário, só nos resta arrear as calças e nos ajoelharmos perante putin e a sua canalha.
Avalia mal ou equivocou-se no general eneral-pinto-ramalho-temos-de-mostrar-a-r ussia-que-nos-queremos-defender-e-estamo s-dispostos-a-pagar-o-preco-necessario/2 74092/
https://rr.pt/noticia/mundo/2022/02/25/g
Bem visto, e é assim mesmo que tem que ser encarado: nas autocracias o disparate é um dever sagrado. Basta olhar para o Querido Líder da Coreia do Norte, para se perceber a justeza da definição.
Mas nem é preciso descer ao caso mais caricatural, porque todas as autocracias e déspotas são, em si mesmos, disparates constitutivos, estruturais. Para o provar basta atentar nos “homens fortes” do passado e do presente, bem como nos candidatos ao título que infectam os nossos dias: não há nenhum, mas nenhum mesmo, nem sequer por excepção!, que não flutue entre o ridículo e o grotesco.
Gente disparatada que se leva a sério, e que é levada a sério por famintos dos “deveres”…
Assim é, Zebra.
Lamentavelmente alguns insistem em não vislumbrar diferenças entre democracias e autocracias.
Pior: alguns entoam hossanas às autocracias enquanto passam o tempo a vomitar contra as democracias.
Se o vento autocrático soprar muito forte, também contra eles, ainda levam com o vómito na cara.
Nem que não fosse pela asneira de hoje poder ser a verdade de amanhã.
E dar livre curso às opiniões, até de anónimos e asnónimos.
Coberto de razão, como costuma acontecer na totalidade dos seus posts e comentários.
🙏 Assembleia da Santidade
Local: Sacristia de uma igreja do Ribatejo. Presentes: São Pedro, Nossa Senhora de Fátima, São Jorge e São Judas Tadeu.
(Os quatro santos com as auréolas ligeiramente empenadas, estão reunidos.
Há um cheiro a incenso no ar.)
S. Pedro: Então agora o “Direito à Asneira” é sagrado? Até onde vai a paciência do Altíssimo? Isto é uma afronta ao Estatuto.
Nossa Senhora de Fátima (Suspira, com um ligeiro tremer do rosário): Se todos os direitos são sagrados, o direito de ser estúpido é divinizado. É a apoteose da mediocridade com pompa.
S. Jorge (Ajustando a lança): A democracia garante o direito de dizer asneiras, mas depois eu é que tenho de perdoar a burrice que ela gera. O pessoal vota no que não presta e o trabalho é meu. Deixem-se de rodeios: Direito Sagrado à Asneira é a Carta Magna do Zé-Ninguém Espertalhão.
S. Pedro: Bem, e agora? Rezamos por eles?
S. Judas Tadeu: Rezar? Por quem tem o direito de ser asno? Façam o favor. Rezem é por nós. Ou arranjamos um sindicato. Que isto de ser Santidade, hoje em dia, está pior que ser funcionário público.
Nossa Senhora de Fátima: A ironia… O que é que vem a seguir? A canonização do “erro crasso”?
S. Jorge: Já existe, chama-se “opinião informada” nas redes sociais.
S. Pedro: Parem. O problema é a palavra “sagrado”. S-A-G-R-A-D-O. Significa: “Não se toca, não se questiona, é perfeito.”
S. Judas Tadeu: Ah, mas eles precisam do “sagrado” para dar peso à bazófia. Querem dar um estatuto divino ao senso comum. É a forma de dizerem: “A minha parvoíce vale tanto como o vosso Sermão da Montanha.”
Nossa Senhora de Fátima (Cruzando os braços, a auréola a piscar de irritação): Exato. Cá em cima, só há um direito sagrado. E é o de ficarmos calados a olhar para o desastre sem podermos descer e fazer uma asneira.
a presença de asnos é transversal na atual sociedade. fazem gala na exibição.
Asnos, mulas, cavalgaduras de diversos géneros.
Mas devem ter direito ao relincho. E até ao zurro, desde que não impeçam outros de zurrar também.
Subscrevo
Se só os inteligentes e intelectuais pudessem falar, o mundo seria um local silencioso. E a internet ia à falência por falta de uso.
Também direito ao grunhido, ao mugido, ao cacarejo e ao uivo, este sobretudo em noite de lua cheia, sem violar a lei do ruído.
Não façamos discriminações
Apoiado!
Subscrevo o Zebra. Bem-haja à assertividade no comentário. E chapeau ao pensamento da semana
Bom dia Manuel Acácio. Obrigado pela minha participação no forum.
Devo dizer que não gosto de misturar direito civil com canónico, por ser ateu e viver num país cuja constituição é laica, apesar do estatuto dos beníficios fiscais não o ser (vide art 44). Acresce também não gostar de hierarquirizar direitos. Donde “direito sagrado” não me seduz, embora perceba o sentido da expressão. Acho que merece melhor formulação. Por exemplo, direito inviolável.
Posto isto, dada a evolução tecnológica, o que hoje merece também protecção, até para servir de contrapeso, é o direito a poder ouvir. Atentemos nesta passagem de um texto de Tim Wu:
The low costs of speaking have, paradoxically, made it easier to weaponize speech as a tool of speech control.
https://leiturasimprovaveis.blogs.s apo.pt/is-the-first-amendment-obsolete-1 23350
Já agora, vale a pena pensar nisto…
Boas Leituras
Ao negar o sagrado já está a violar um direito. Precisamente o direito ao sagrado. Que deve ser garantido pelo Estado democrático, por mais laico que se intitule.
O direito ao sagrado, ou à liberdade religiosa, não deve ser confundido com a sacralização de outros direitos, como seja o da liberdade de expressão.
Aliás, hoje é bastante comum ver actores políticos usarem e abusarem da sua liberdade de expressão, pondo em causa esse mesmo direito dos seus adversários políticos. É sobre esta questão o texto de Tim Wu, cuja leitura recomendo vivamente.
Boas Leituras
Abuso da liberdade de expressão?
Que abuso?
Ora aí está: começa-se por proclamar que “não existem direitos sagrados” e acaba-se a afirmar que esses direitos devem ser restringidos. Ou até suprimidos.
Quando a bússola moral está ausente, o resultado costuma ser este.
Mal a porta se entreabre, nesta matéria, a besta do Apocalipse invade esse espaço, a galope.
(Desculpe lá a invocação bíblica, que talvez belisque os seus pruridos de ateu militante…)
Totalmente de acordo com o P. C.
Não sejamos tão epidérmicos
Percebo que não entendeu o que quis dizer.
Nada contra a liberdade de expressão.
Apenas contra quem tenta aproveitar-se dela para fazer calar os outros:
The low costs of speaking have, paradoxically, made it easier to weaponize speech as a tool of speech control.
https://leiturasimprovaveis.blogs.s apo.pt/is-the-first-amendment-obsolete-1 23350
Boas leituras
Você parece não ter entendido sequer a ironia implícita no que escrevi.
“Fórum T. S. F.”
89.5 F. M. (Região de Lisboa)
T. 808 202 173
Segunda-Feira a Sexta-Feira (10h05m -> 12h).
Nota – Trata-se de um programa de rádio, feito em directo,
com a participação das e dos ouvintes que se inscreverem.
Um tema (actual) por programa. O Manuel Acácio (jornalista)
modera o programa. Comecei a participar em 1998.
João Barros da Costa
JOAO.BARROS.DA.COSTA@SAPO.PT
Escusa de assinar três vezes.
Basta uma.
A menos que sinta uma atracção narcísica pelo seu próprio nome, hipótese a considerar.
A ASNEIRA DA DEMOCRACIA
“Com Heidegger foi possível pensar a interpretação e a compreensão, não como simples possibilidades de conhecimento e modos de consciência, mas como um modo de actualização do que acontecer a alguém e do que aconteceu. Foi graças a este contributo de Heidegger que o problema da linguagem penetrou definitivamente no âmago da filosofia… Aquilo que acontece no falar não se reduz ao sentido, reiterável e fixado, do que é dito… Qualquer manifestação verbal originária do ser-no-mundo é indissociável das unicidades históricas em que se edifica o ser-humano… A historicidade do ser-humano, como fazem J. Lacan ou P. Ricoeur, faz-se pela análise da estruturação da pessoa e da existência social do ser-humano.” (H.G. Gadamer, 1988, “História e Historicidade”, col. Panfletos, ed. Gradiva, pp.113-4)
SUGESTÃO: O ‘Delito…’ criar uma assinatura anual no valor de 12 euros.
Grato pela sugestão. Vai ser ponderada.
Não conte comigo, já dou para a União Zoófila.
O comentador aí de cima contribui para a União Putinófila.
E já tem tudo organizado para nós contribuirmos também… Se ainda fosse para a Desunião Putinhástica, não digo que não desse uma espórtula de, sei lá, uns dois euros e meio (duzentos e cinquenta cêntimos) de três em três anos.
Mas pensando bem, nem isso. Não me merecem confiança nenhuma, ainda se abotoavam com o dinheiro para ajudarem o esforço de guerra russo, que está bem necessitado.
Portanto, bestas por bestas, fico-me pela União Zoófila.
1 euro (100 cêntimos) por mês.
O que o ‘Delito de Opinião’ dá a cada comentador não é muito mais do que isso?
Logo, quem rejeita não anda a chular a Democracia? E depois, de desenvergonhadamente fazerem esse esbulho, ainda se queixam como virgens ofendidas.
Quem paga 12 euros /ano tem direito a fazer comentários. Quem não paga, só tem direito a visionar o debate e a discussão dos outros. Não é justo?
Caro SAPr3i (Pedro Manuel Cardoso)…
Não, não é.
P. S.: O DELITO DE OPINIÃO não precisa de receber “pilim”.
Cumprimentos.
João Barros da Costa
JOAO.BARROS.DA.COSTA@SAPO.PT
A ASNEIRADA DA DEMOCRACIA II
“A tecnologia não tem ideologia; tem apenas proprietários. Mas esses proprietários têm ideologia. E descobriram que os dados, quando agregados em escala suficiente e processados por algoritmos suficientemente sofisticados, não libertam, aprisionam. A revolução descentralizadora das tecnologias de comunicação cedeu lugar a uma contra-revolução centralizadora baseada em efeitos de rede, vigilância omnipresente e manipulação comportamental algorítmica. Os cidadãos, que deveriam ter-se tornado agentes empoderados, foram discretamente convertidos em objetos: matéria-prima para modelos preditivos, alvos de microssegmentação persuasiva, perfis monetizáveis num mercado que comercializa atenção e influência”.
A ASNEIRADA DA DEMOCRACIA III
“Nos Estados Unidos, e nas outras democracias ocidentais, o padrão não difere dos regimes chinês ou russo. Em vez de controlo estatal directo, observa-se a emergência de oligopólios tecnológicos que exercem influência política crescente em busca de interesses privados. Não foi inocente ou por cortesia que estavam lá todos na tomada de posse de Trump. Um pequeno clube de titãs tecnológicos — senhores dos dados e arquitetos dos algoritmos — moldam subtilmente o discurso público, as prioridades políticas, até a própria perceção da realidade. O resultado final, porém, converge: centralização extrema do poder à custa dos cidadãos, camuflada sob o verniz da escolha individual e do mercado livre.”
A ASNEIRADA DA DEMOCRACIA IV
“As democracias liberais geram instrumentos de dominação corporativa. No actual momento, isso pode ser o epitáfio da «era democrática». Não por um qualquer colapso imprevisto, mas por obsolescência gradual, ao passar a ser programada por códigos que nunca serão submetidos a escrutínio. O futuro da democracia não se decidirá em parlamentos ou nas urnas, mas nos servidores e data-centers, onde modelos de IA aprendem, optimizam e executam. Se não despertarmos para esta realidade, acordaremos num mundo onde a escolha já foi feita — eficientemente, previsivelmente, algoritmicamente — sem que ninguém tenha, de facto, participado na decisão.”
Sagrado também é o direito de não ler asneiras. É por isso que identificando alguns autores faço logo Page down. Basta a leitura do primeiro parágrafo para se tornar intelectualmente prejudicial. Também existe o direito a ser ridículo, muito usufruído por alguns que ainda acreditam que alguém lê as asneiras que escrevem. Parabéns ao Delito por dar espaço a tudo isto. Seja qual for o direito que nos assiste, ele termina onde começa o direito dos outros.
Chapeau.
claro que sim ! um democrata até tem direito a chamar de herói ao sorvedouro dos nossos impostos zélerias ( coitados dos ingleses , com a maior carga fiscal de todos os tempos ; coitados dos alemães , à beira da ruína ; coitados dos tugas , sem sns ) até mesmo depois de provarem todos os casos de corrupção em que está metido para comprar coca. a coca é gulosa e cara
A beira da ruína está a Rússia.
Tic-tac. . Tic-tac…
Sim, por este andar a frota de petroleiros-fantasma vai passar a ser só fantasma mesmo; e até arriscam ficar sem o porco-mealheiro do Euroclear!
Ter o dinheiro dentro da casa do inimigo é outra táctica digna de antologia que não lembrava ao Raul Solnado…
O direito à asneira, é a pedra angular de qualquer sociedade que se preze de ser livre. Se a democracia não garantir a estupidez a título individual, o que resta dela?
O problema, no Portugal de hoje, não é que se diga asneira – é que a asneira subiu de estatuto. De direito sagrado, passou a doutrina ou, pior, a posição oficial em demasiados púlpitos. Isso, sim, é que devia ser tabu. E não é.
Tudo é tabu.
DIREITOS HUMANOS E ASNEIRAS
As asneiras são próprias dos seres humanos.
Olhem para os seres humanos com comiseração.
São cerca de dez mil milhões e vivem num único planeta.
Os direitos humanos são desrespeitados.
A liberdade de expressão é coarctada…
Matam-se uns aos outros em guerras inúteis.
Pessoas são infectadas com bactérias e com vírus.
Esse procedimento miserável chama-se “vacinação”.
Milhões de seres humanos vivem em más condições.
Muitos encontram-se a viver nas ruas, doentes e com fome.
Muitos doentes internados são mortos nos hospitais públicos.
O mesmo se passa, infelizmente, nos vários hospitais privados.
P. S.: Planeta Terra…
P. S.: Portugal…
João Barros da Costa
JOAO.BARROS.DA.COSTA@SAPO.PT