Estamos rodeados de gente sem nada para dizer mas que faz gala de exibir em alta voz esse vácuo total de ideias.
Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana
Estamos rodeados de gente sem nada para dizer mas que faz gala de exibir em alta voz esse vácuo total de ideias.
Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana
Ora agora é que está tudo dito
Preencher o vácuo é tarefa de Sísifo.
Pois…
João Barros da Costa
Forte candidato ao “Pensamento do Ano”
Tentar não custa.
🔇 Silêncio de Fundo e Ruído de Frente 🗣️
Local: Lisboa, lançamento de um livro de poesia conceptual.
Personagens: uma Surda e um Mudo
O Mudo (Faz um gesto longo, grandioso, de quem está a “pintar” o ar. É uma gesticulação frenética e auto-importante.)
A Surda (Olha para ele. Assente com a cabeça lentamente e os olhos ligeiramente semicerrados.) “É isso. Exatamente. A não-resposta é o único manifesto que ainda faz sentido.”
O Mudo (Ele franze a testa ligeiramente, sem perceber que ela não percebeu. Gesticula agora de forma mais agressiva, apontando para a sua garganta e depois para o chão, num crescendo de urgência.)
A Surda “Ah, touché. A urgência do não-dito. É de uma honestidade brutal. Está a perguntar: Qual é o peso da palavra quando já nem a nossa própria língua nos obedece? Fantástico. Uma metacrítica ao selfie-discurso.”
O Mudo (Com um último e exasperado abanar de mãos, ele tira o bloco de notas e escreve algo rapidamente, com letras garrafais e tremidas: “PRECISO DE UM BALDE!”)
A Surda (Lê a nota. Um sorriso de superioridade intelectual ilumina-lhe a face. Volta o bloco e escreve, com uma caligrafia elegante e calma: “A sua metáfora sobre a entropia urinária é notável.”)
O Mudo (Larga o bloco, olha para o teto, e desiste. O seu silêncio, finalmente, é puro desespero.)
A Surda (Bate-lhe no ombro, solidária.) “Não se preocupe. O seu silêncio valeu por mil tweets de auto-ajuda. O vazio da comunicação é a sua maior obra.”
Conclusão: O Mudo só queria mijar, mas a Surda atribuiu-lhe uma tese doutoral sobre a futilidade da existência. Ambos continuaram na mesma, mas o Mudo sentiu-se infinitamente mais importante e no fundo, estão a comunicar perfeitamente o vazio total.
Debalde.
Lá está você a despotricar.
bonecos falantes de ventrículos de partidos e cacos de esquerda e sindicalistas de ‘passeata’
Essa afirmação denotará optimismo, cegueira ou ambos?
Pode ser zarolhice.
Só de esquerda?
Pois, Pedro, a minha pergunta está intimamente relacionada com a sua…
Descodifiquei, eheheh.
Mais o milhão e qualquer coisa de zombies que votam no Mac Ventura. Campeões da demagogia e da asneira. Muitos migraram do fóssil BCP. Realmente quando se nasce torto, tarde ou nunca se endireita.
Eis!
Óbvio ululante.
“Por vezes mais vale estar calado e passar por idiota do que abrir a boca e …tirar qualquer dúvida.”
Não sei se esta frase é do Lincoln ou do Switzer, mas não há dúvida que assenta aqui que nem uma luva.
Será do Salazar?
Não acredito que ele dissesse aquilo três vezes.
Rapidamente e em força.
Hoje é que vamos ver até onde é que vai a fanfarronice.
O que parece é.
O que vale é que já estou vacinado.
Por causa do Beetlejuice?
Não, aquele espírito está bem vivo.
Mark Twain “dixit”.
JSP
Era um visionário.
Às vezes, os equívocos, os absurdos, o desacerto, a incoerência e/ou a alucinação propalados são tantos que mais parece estarmos perante algo semelhante a isto:
Comunicação do Capitão ao 1º Sargento:
“Amanhã haverá um eclipse do Sol, o que não acontece todos os dias. Mande formar a Companhia, às 7 horas, em uniforme de instrução. Todos poderão, assim, observar o fenómeno, do qual darei explicações. Se chover nada se poderá ver e os homens farão a formação no alojamento, para a chamada.”
Comunicação do 1º Sargento ao 2º Sargento:
“Por ordem do Sr. Capitão, haverá um eclipse do Sol, amanhã. O Capitão dará explicações às 7 horas, o que não acontece todos os dias. Se chover, não haverá chamada lá fora. O eclipse será no alojamento.”
Comunicação do 2º Sargento ao Cabo:
“Amanhã, às 7 horas, virá ao quartel um eclipse do Sol, em uniforme de passeio. Se não chover, o fenómeno da chamada será lá fora e o Capitão dará as explicações no alojamento.”
Comunicação do Cabo aos Soldados:
“Atenção: Amanhã, às 7 horas, o Capitão vai fazer um eclipse do Sol, em uniforme de passeio. Ele dará todas as explicações no alojamento, fenómeno que não acontece todos os dias. Caso chova, não haverá chamada.”
Informação que circula entre Soldados:
“O Cabo disse que amanhã o Sol, em uniforme de passeio, vai fazer um eclipse para o Capitão, que lhe pedirá explicações. O fenómeno é capaz de dar uma bela encrenca, dessas que não acontecem todos os dias. Deus queira que chova!”
(Roubado da Internet, de autor desconhecido, com algumas adaptações minhas).
O que resta? Resta a “apologia do absurdo”, afirmando em total solidariedade com os Soldados: Deus queira que chova!
O que não falta pra aí é pessoas que gostam de dar a língua o vácuo do seu pensamento.
Você “dá a língua”? Generosidade natalícia, deve ser isso.
” Para expor o mínimo projecto os portugueses têm o hábito de se perderem em considerações inúteis. ”
Hum… Lembra-me alguma coisa. Ou alguém.
” Nós somos um povo de conversadores… inúteis, sobretudo quando não somos espirituosos. “
Conheço essa frase de algum lado.
“Cogito ergo sum.”
Dê cartas.
João Barros da Costa
Cogita?
O remédio é o IMPRONUNCIALISMO.
Em vez de pronunciar, é impronunciar.
Para um “impronuncialista”, você pronuncia-se em excesso. Trai a cartilha.
Essa era a cartilha de Wittgenstein. Os dos «regimes». Ou seja, de todos os que acham que não podem sair do ‘status quo’. De todos os que, como Wittgenstein, acham que as palavras e as pronuncias dizem tudo. Em vez de considerarem que a pronuncia pode dizer o impronunciável.
Os da cartilha de Wittgenstein acreditam no que ele escreveu no “Tractatus”: “Acerca daquilo de que se não pode falar, tem que se ficar em silêncio” (6.54)?
Com tanta pronúncia da sua parte, o prefixo “im” de impronuncialismo não tardará a rumar a parte incerta.
Não devia ser inpronuncialismo?
Pronuncialismo “versus” inpronuncialismo.
Inpronuncialismo “versus” pronuncialismo.
Querem pronunciar-se sobre a questão?
“To be or not to be, that is the question.”
(Algures numa peça “do” “Shakspere”*)
*É a grafia que está num livro antigo
que tenho (sem impressor, local e ano),
com todas (?) as peças de teatro “dele”.
Acho que é da peça de teatro intitulada
“Hamlet, Prince of Denmark”.
Aquela cena em que ele pega numa caveira…
William Shakespeare é a grafia actual.
João Barros da Costa
Caro SAPr3i…
Não é “status quo”.
Diz-se e escreve-se “statu quo”.
Também pode ser “in statu quo ante”.
É latim e significa o estado anterior de uma coisa
ou de uma situação.
“1. status, a, um. I. Part. de sisto. II. Adj. Fixo, fixado,
periódico, regular, constante.
2. status, ūs (sto), m. 1. Acção de estar de pé,
posição de pé, maneira de estar de pé, postura,
posição, atitude. 2. Posição dos combatentes //
aliquem statu movere, Liv., fazer recuar alguém //
adversarios de status omni dejicere, Cic., lançar
os inimigos na confusão, desmantelá-los da sua
posição. 3. Posição, estado, situação, condição
(de fortuna), modo de ser // vitae status, Cic.,
situação social // status caeli, Liv., estado do céu.
4. Estabilidade, bom estado // reipublicae statum
labefactare, Cic., abalar a constituição do Estado.
5. Forma de governo, regime. 6. (Na linguagem
retórica) Estado de uma questão, reputação de uma
acusação.”
(DICIONÁRIO DE LATIM – PORTUGUÊS
António Gomes Ferreira
Porto Editora, Lda.
Porto
Livraria Arnado, Lda. (sic) (Livraria Arnaldo, Lda. ?)
Coimbra
Empresa Literária Fluminense, Lda.
Lisboa
1983
p. 1093)
“Impronunciável”?
Cumprimentos.
João Barros da Costa
Eheheh.
Nunca esquecer aquilo que o Impronuncialismo é. Basta ler nos dois Blogs. Sem isso não alcançam.
Impotencialismo.
No táxi, no café, no refeitório, na blogosfera. Podemos sempre regressar à caverna…
Nestas caixas de comentários a tentação da caverna é muito forte. Reparo nisso todos os dias.
«Origen Persa: Del persa dīwān, que significaba “registro” o “libro de cuentas”.
Vía Árabe: Pasó al árabe como ad-dīwān o ad-dīwāna, refiriéndose a la oficina o asamblea donde se administraban estos registros e impuestos.
Centro de Congressos da Alfândega do Porto
Persas já foram. Iranianos irão.
O que é uma ‘ideia’?
O escritor indiano Khushwant Singh disse em tempos de W. Somerset Maugham: «Um escritor que não tem nada para dizer, mas dí-lo de forma belíssima.»
Somerset Maugham, um escritor que não tem nada para dizer? Se “Servidão Humana” ou “O Fio da Navalha” são a voz de nada… Singh teve grande mérito como romancista e não só, e era o primeiro a achar isso, não era nada dado a falsas modéstias – mas limitava-se bastante às temáticas da realidade indiana.
É, de qualquer forma, uma observação um tanto estranha sobre um autor bastante mais universalista do que ele. Talvez no contexto próprio a frase se compreendesse melhor.
Pronunciar um ou mais sons é, em si saudável conquanto não incomode ninguém.
Qual foi a definição de ‘ideia’ que Gregory Bateson deu em 1979, em “Mind and Nature” (obra traduzida para português pelas ‘publicações Dom Quixote’, coleção ‘Ciência Nova’, com o título “Natureza e Espírito: uma unidade necessária”, 1987, pág.198)?
Mais um pensamento assertivo e factual.
“Estamos rodeados de gente sem nada para dizer mas que faz gala
de exibir em alta voz esse vácuo total de ideias.”
(Pedro Correia)
O Gustavo Cardoso do “ISCTE Media Lab”
“O SEGREDO {do} ALGORITMO”
(R. T. P. notícias_)
também monitoriza o DELITO DE OPINIÃO?
Sim?
Não?
Alguém que lhe envie o “link”.
A apresentação e a coordenação são feitas
pelo Alexandre Brito (jornalista da R. T. P.).
É possível que seja filho do Alexandre Brito,
que foi meu colega no Lycée Français Charles Lepierre,
em Lisboa. Pelas idades, é possível…
Agora digam, ãh… quero escrever, ãh… escrevam lá
se este meu comentário não é uma absoluta falta
de ideias, de quem não tem nada para dizer, ãh…
escrevo para escrever…
Penso, escrevo, não digo.
Confusas e confusos?
Só mais uma frase.
EM ALTA VOZ É ASSIM?
João Barros da Costa
Vacuidade …
A ‘capacidade 3’ do «robot Impronuncia» (ver nos dois blogs que referi) resolve qualquer vácuo de ideias. É uma coisa ‘programável’ e ‘executável’ por um robot.