Ser medroso é pecado mortal na política. Um verdadeiro líder poderá ter outros defeitos, mas nunca deve mostrar medo. Se isso acontecer, perde toda a autoridade – política, cívica e moral.
Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana

É essa falta de medo que caracterizam Trump, Putin, Xi, e outros líderes.
Logo, ser líder e não ter medo não serve para nada, senão para isso.
Putin é o mais medroso de todos. Durante a pandemia isolou-se no bunquer e quase nunca de lá saí.
Passou a receber os raros visitantes estrangeiros numa mesa enorme sempre à distância mínima de 3 metros.
O isolamento dele aumentou desde que decidiu agredir a Ucrânia em larga escala. Vive apavorado perante o cenário que lhe façam o que ele tem feito com tantos outros lá na Rússia, assassinados.
Escondido que nem um rato. O oposto de Zelenski, o mais corajoso político do nosso tempo.
Coragem e confiança são o nome do meio de Xi e Putin. Que o digam a longa e próspera vida dos opositores, a liberdade dos seus concidadãos!
Usar o aparelho repressivo do Estado para silenciar e suprimir as vozes discordantes é a suprema cobardia.
Ora essa Pedro. Não seja assim tão … incompreensivo!
Eh eh eh…
Coragem era Putin atirar-se ao Moskva e libertar o povo russo do seu jugo imperialista. Ele já liderou uma aproximação à Europa, a Rússia saltou das trevas da ruína industrial, Moscovo brilhou como nunca. Mas aquela doença que eles têm, a brutalidade, o prazer em esmagar povos com um brilhantismo que eles não possuem, atirou-os de novo para os fins do Séc. XIX.
Têm índole asiática, daí este ódio visceral à Europa.
Enquanto aquele país tiver aquelas dimensões, será sempre uma fonte de desequilíbrios. Se a isso juntar-mos o seu povo….. a história não deixa dúvidas.
Se virmos bem, aquilo não é um país.
Daí chamar-se “Federação Russa”.
“Federam-se” à força. Ou à bomba, e ao napalm, como aconteceu há 25 anos na Chechénia.
Os asiáticos odeiam os europeus? Explique lá.
Tem agora a oportunidade António José Seguro. Caminha indiferente a esse rôr de comentadores encartados e renega esse grupelho poucochinho (canhotista e oportunista) que tomou o PS, terá sucesso. Atemoriza-se ou empastela o discurso e a acção, cairá em desgraça.
Será ele o próximo Presidente da República, não duvido.
Será o pior para Montenegro.
Melhor para ele seria ter o Mestre André na loja em Belém nos próximos 5 anos em vez de poder tê-lo em São Bento daqui a 3.
Ventura em PR pode ser o princípio do fim do Chega.
“Acho” eu (desculpe Pedro😉)
Ventura ainda terá de submeter-se ao teste do desgaste. Para já estacionou naquele que parece ser o seu tecto natural, um pouco abaixo dos 25%.
Para passar disto, terá de alargar. E para alargar terá de conquistar eleitores moderados, descaracterizando-se. Quando isso acontecer haverá lobos esfaimados, ainda mais radicais do que ele, em busca do seu quinhão de fama. Nenhum deles lhe tornará a vida mais fácil. Quem com ferros mata…
Eu vejo mais que Seguro já estará no tecto máximo que toda a Esquerda lhe fornece: 31%-32%. Mesmo que ainda consiga ir buscar mais 5 pontos ou mesmo toda a votação de Marques Mendes, Ventura ainda tem um campo aberto de 30% ou mais à sua frente. E agora que Meloni se afastou de Trump para se alinhar mais com a Europa (ontem), as pontas por onde Seguro lhe pode pegar estão mais pequenas. Se Ventura conseguir um desempenho sensato nas questões de política externa, creio que pode ir buscar os votos do Almirante e do Cotrim. Aliás, penso que essa vai ser a sua estratégia: desviar-se dos assuntos nacionais para os assuntos internacionais onde pode refundar a sua posição. Pelo menos é quase certo que Seguro vai tentar atacar por aí.
Faz amanhã um ano, Ventura correu ao beija-mão a Trump em Washington, tendo sido remetido a uma sala secundária do Congresso: não chegou a beijar o anel trumpista.
Desde então Trump tem feito tudo para desprezar, amesquinhar e hostilizar a Europa – começando no maior dos europeus, Zelenski. Meloni e o pupilo de Le Pen em França, Baudelaire, já perceberam isso. E têm agido em conformidade, demarcando-se do sucessor de Biden.
Ventura, na próxima vez que quiser prestar vassalagem ao imperador, terá de ir a Mar-a-Lago, nova sede do poder nos EUA.
* Errata: Bardella, claro. Porcaria do corrector, armado em intelectual.
E os votos do Almirante não contam?
Vão para o AV? No lo creo…
Eu creio que Ventura não quer a presidência e que o seu grande objetivo está alcançado. Passar à 2a volta e fazer dela uma luta entre os socialistas e os não socialistas onde ele se colocará a si e ao Chega como os únicos verdadeiros opositores ao socialismo – mesmo que perca (eu acredito que vai perder), ganhará sempre nesse ponto que era o que sempre lhe interessou.
Nesta 2a volta o PSD não o pode apoiar pois estaria a apoiar diretamente o líder da oposição na AR e, por isso, será colado ao PS pelo Ventura. Ventura agradecerá que assim seja pois chegará às próximas legislativas como o único que demonstrou combater sempre e inequivocamente o socialismo e, portanto, como a única e verdadeira alternativa. Montenegro e o PSD meteram água e à grande nestas eleições.
Ventura, em Maio, queria ser primeiro-ministro. Jurava que nada mais lhe passava pela cabeça. eixa-chega-723132
Dois meses depois das legislativas, passou a querer ser Presidente da República. Sem confiar em mais ninguém: só confia nele. O resto são figurantes lá no partido.
Uma dessas figurante acaba de se desvincular do Chega, proporcionando assim a Carlos Moedas maioria no executivo municipal de Lisboa:
https://zap.aeiou.pt/vereadora-lisboa-d
Cada vez mais mitómano, em contínua fuga para a frente, de corrida em corrida. Até embater contra a parede.
Pode ser mitómano, desconfiado, muito ambicioso e isso tudo mas o que ele quer é ganhar nas legislativas. Disso poucas dúvidas tenho.
A verdade é que em Maio ele foi a votos nas legislativas e perdeu. Factual.
Se perder agora a eleição presidencial, como prevejo, acumula a segunda derrota em nove meses. Ou a terceira, se incluirmos a clara derrota nas autárquicas de Outubro.
Talvez baste para figurar na próxima galeria de “vencedores” do Público. Ou talvez não.
Foi a herança que recebeu do eleitorado do PCP, – agora do Chega. Transformam derrotas em vitórias.
Teve o meu voto na primeira volta e terá na segunda, se mantiver a equidistância a essa camarilha socialista geringonceira e o discurso/acção pela positiva – centrado nas suas valias e arredado dessa argumentária na diabolizacão do outro.
Recordo-lhe que o Chega e o PS uniram-se para derrubar o primeiro governo Montenegro, vai fazer um ano. Ventura não se preocupou em acamaradar alegremente com a “camarilha socialista”, como você lhe chama.
Nem o PS com as linhas vermelhas. Esse mesmo PS que também não se importou em se unir aos extremistas de esquerda para se agarrar ao poder. Digamos que a este nível o PS não tem moral para criticar seja quem for. Para eles todos são aliados desde que sirvam os seus propósitos. Os “fachos e comunas” deixam de o ser mal lhes convenha. Não consigo votar em gente ligada a grupelhos destes desonestos e oportunistas até ao tutano. Depois também não acho que Ventura sirva, portanto, talvez falhe a 2a volta.
Dois inimigos, dois antagonistas, dois competidores ou dois adversários acamarados por incrível ou ilógico que pareça é muito comum.
Os interesses próprios levavam a comportamentos ou caminhos surpreendentes.
António Costa acamarado com Órban … Norte-americanos e russos acamarados …CGD, BCP, BPI e Santander acamarados… Vodafone, NOS e Meo acamarados…
O dom sebastianismo é o karma dos portugueses. Num manhã de nevoeiro voltou o salvador da pátria. Quem acredita que o Mac Ventura vai resolver os problemas do país com uma varinha mágica. E que depois de estar no poleiro, não se tornará/ continuará a ser corrupto, é no mínimo, para ser diplomata, ingénuo.
Ventura é daqueles adeptos que gritam que a equipe não joga nada. Se fossem jogadores ou treinadores, nem sabiam calçar as botas.
«em política só existe o que parece» Maurras
Putin é o que parece: um cobardolas. Quanto mais ameaça arrasar a Europa (arrasar-nos a nós) com ímpetos de Átila mais se confirma que é um medricas desprezível.
há muitas almofadas para colocar na boca
Almofadas?
O Mac Ventura tem os dias contados. O Chega vai ser o novo BE da extrema direita. Só ficarão os fanáticos e os desesperados. Se Cotrim for ágil, poderá ficar com os menos maus do Chega, particularmente os mais jovens. Se o PSD não inverter a estratégia, poderá ser um novo CDS. O partido dos condados e dos condes terá que se reinventar para bem da democracia portuguesa. O PS tem uma disciplina partidária que lhe permite encarar e superar as situações mais adversas. Um detalhado delicioso destas eleições: O maluco dos Ferraris e do vinho canalizado, ficou apenas a 5 décimas do fóssil do PCP. Sintomático.
Seja como for é mais do que certo que vamos ter um borra botas na presidência da república.
Tu és o gajo que aparece aqui todos os dias com nomes femininos diferentes?
Se fosse um jumento, seria sempre melhor solução do que o atrasado mental do Mac Ventura.
Realmente, medroso e merdoso, são palavras que se confundem. Já inconfundíveis são os apoiantes de putin, Trump, e aqui no burgo, do Mac Ventura. Todos medrosos, todos merdosos. Basta olhar para a cara deles. E quando abrem a boca então…
A língua portuguesa tem excelentes subtilezas, como fica demonstrado pelos verbos obrar e medrar.
Os que só ruminam e rabiscam em “amaricano” são incapazes de perceber isto.
De perceber isso, e perceber a generalidade das coisas.
Pois.
Ontem a direita moderada morreu. Marques Mendes, Cotrim de Figueiredo e Luís Montenegro nem sequer sabem a diferença entre um democrata e um extremista.
Fatal como o destino. Nestas alturas nunca faltam anónimos a emitir certidões de óbito.
Deviam ser contratados para o Instituto de Medicina Legal.
Concordo com o Pedro Correia.
E acho que, muitas vezes, a neutralidade também é uma expressão da cobardia.
“No Inferno, os lugares mais quentes são reservados àqueles que escolheram a neutralidade em tempos de crise moral”…
(Discurso de John Fitzgerald Kennedy em Berlim Ocidental, Junho de 1963, aludindo a Dante Alighieri)…
Ainda não consegui aferir se Luís Montenegro é pouco inteligente, cobarde ou ambos. Sim, isto vem a propósito da sua alegada “neutralidade” face a António José Seguro e André Ventura, na segunda volta das eleições presidenciais…
Eu já não tenho dúvidas. Depois do desastre em apoiar Marques Mendes, perdi as dúvidas que ainda tinha a respeito de Montenegro e deste PSD. Uma desilusão a todos os níveis já que a isto se somam já uns 2 anos a governar como se andassem a navegar à deriva. É incrível termos hoje “a geração mais formada de sempre” e, ao mesmo tempo, dos piores políticos de sempre da esquerda à direita passando pelo centro. Muito mau, demasiado mau!
Neste momento, Lopes, também me inclino para essa avaliação…
Ele é essencialmente incompetente. Característica dos neutros.
Será que o actual candidato a Presidente da República, o deputado André Ventura, quererá, verdadeiramente, ser Presidente com a actual Constituição da República Portuguesa?
Rui Carlos
É a que há, não existe outra.
A Constituição não é como uma ementa de restaurante.
Mas medroso terá sido exatamente o que Seguro foi quando foi empurrado borda fora pelo Costa após se encolher todo perante Soares e outros barões do PS. Ora assim sendo Seguro não serve.
Ventura é o que se sabe e também não serve. Estamos mal, portanto.
Há sempre a monarquia. Os espanhóis não votam para a chefia do Estado.
Ou há o voto nulo, em branco, a abstenção. Achar que ambos serão maus presidentes (Seguro pode ser a pessoa mais honesta do mundo mas acho que é medroso verdadeiramente), não significa que se queira a monarquia. O que eu preferia já ficou pelo caminho mas a democracia é isto mesmo.
O voto nulo não resolve nada.
Aliás houve apenas cerca de 2% de votos brancos ou nulos no domingo. É irrelevante.
Nenhum voto que não seja nos que ganham resolve qualquer coisa.
Não creio que, nessa altura, Seguro tenha sido “medroso”. Parece-me que teve a inteligência de não embarcar numa guerra que, à partida, estaria perdida. Os “barões” do PS nunca lhe permitiriam ganhá-la. Há momentos em que temos de ter a inteligência de saber escolher as guerras em que participamos… No caso de Seguro, parece-me que foi a melhor decisão que poderia ter tomado e a prova disso está à vista de todos…
Se a direita não tivesse sido estúpida e pôr-se a medir pilinhas lançando vários candidatos com algum peso o que dividiu bastante os votos, teríamos visto o brilharete do Seguro, ai teríamos, teríamos.
Mas o que vale é que aconteceu e o Seguro tem tudo para ser PR – só se acontecer uma hecatombe não o será, penso eu.
Apesar de o achar medroso ao menos os esquerdistas do PS levaram sopa, ao menos isso.
Acrescentaria que isso demonstra que Seguro não é um verdadeiro líder. Um líder toma uma decisão que acha e sabe ser correcta e defende-a tendo a capacidade de influenciar e guiar os liderados na sua direcção. Um líder não é nem nunca será alguém que se vai abaixo assim que os liderados lhe batem os pés. Seguro não é líder e, não o sendo, não tem o perfil ideal para chefiar o Estado português por mais honesto que possa ser.
Se fosse sempre como defende o Lopes nunca existiriam demissões de lideranças partidárias… Seja como for, mantenho a minha anterior opinião.
Por outro lado, será impressão minha ou o Lopes tem vindo a fazer um esforço assinalável no sentido de encontrar as mais variadas justificações para não votar em Seguro?
Se for isso, acho que faz mal. Há momentos em que a dicotomia Direita/Esquerda não faz qualquer sentido, sobretudo se o que estiver em causa for o Estado de Direito. E, neste momento, é. Não tenha dúvidas de que André Ventura é um aspirante a déspota.
Ventura quer o governo e não a PR. O seu objetivo é chegar à casa dos 30 e tais % para no mínimo igualar o peso que a AD teve nas legislativas e poder de uma vez por todas enfrentar e destronar o PSD da liderança da dita direita.
Depois achar que Seguro não será um bom PR não significa achar que o Ventura o será. Tem sido a moda esta tribalização do “ou estás comigo ou estás contra mim” como se tudo se resumisse a preto e branco apenas, mas a realidade não é assim. Ambos são maus. É provável que não vote em nenhum. Apenas acho engraçado como o ódio a Ventura cega tudo o resto e faz de Seguro um suprasumo de virtudes. Seguro que em toda a campanha nunca apresentou uma única posição inequívoca sobre os temas mais relevantes para todos nós e se escudou em “vou dialogar”, isto é, em conversa da treta. Um candidato a PR tem de assumir claramente o que pensa sobre os dossiers a não ser que, lá está, seja medroso e não tenha a coragem de dizer algo que fira certos interesses nem ao que vem. Mais uma vez a postura de acagaçado está lá. Não indicia nada de bom.
“… faz de Seguro um suprasumo de virtudes…”
Apenas posso falar por mim:
Estou muito longe de considerar Seguro como “um suprasumo de virtudes”, mas, entre um democrata e um aspirante a déspota, não tenho qualquer dúvida ou reserva: escolho, obviamente, o democrata… Seguro é um democrata. Poderá, o Lopes, afirmar o mesmo da criatura André Ventura?
Um aspirante a déspota não serve, claro! Mas um medroso serve para ser chefe de Estado!? Ou, um tipo que 1o não era bem carne nem peixe nesta campanha e que acabou a responder com “nins” a tudo praticamente nunca clarificando a sua posicão sobre nada, serve!? Por outras palavras, votar num tipo que há anos que não diz nada de nada e reaparece agora sem clarificar nada de nada, isto é, votar numa espécie de cheque em branco, serve!? Também não me parece!
Pois não. Mas continua a haver uma diferença sensível entre o muito mau e o péssimo, que sendo ambos superlativos de mau, não são sinónimos.
Porque a abstenção, por ausência ou por nulo ou branco, confere-nos, a meu ver, uma responsabilidade concreta, palpável, não só moral: a nossa omissão é de facto um voto no péssimo que não é neutralizado pelo nosso voto no muito mau; e se o péssimo ganhar não foi só devido ao voto nele, foi devido ao voto nele que não neutralizámos. Ou seja, é como se nele tivéssemos votado.
E eu não quero olhar para mim própria e para os meus e sentir semelhante responsabilidade sobre os ombros, até porque sou demasiado racional para me desculpar com um “não votei nele”. Quando só há duas escolhas, não votar num é como votar no outro.
Neste momento, o medo instalado é de que Ventura ganhe.
Enquanto isso, Seguro parece não meter medo a uma mosca.
medo instalado na oligarquia diga-se
Medroso é aquele que precisa de proclamar-se “líder”.
Os verdadeiros líderes nunca necessitam de dizer que o são. Tal como os homens sérios também não necessitam de proclamar esta evidência.
O António José Seguro tem medo de debater com o André Ventura…
Há pessoas assim: cobardes…
Infelizmente…
João Barros da Costa
“… debater com o André Ventura…”
Debater? Mas André Ventura alguma vez debateu com alguém? André Ventura limita-se a vociferar uma cartilha que já todos conhecemos e adivinhamos, repetindo-a ad nauseam… Espernear, espumar e interromper sistematicamente o seu interlocutor não é debater. É uma estratégia de muito baixo nível, sem qualquer decoro e sem resquício de honestidade intelectual.
Caro João, o seu apaniguado não passa de uma criatura torpe, que envergonha todos os portugueses. Todos. Em particular aqueles que o defendem.
Cara Paula Dias…
O André Ventura não é meu “apaniguado”.
Dos dez candidatos e uma candidata que se apresentaram
a sufrágio, é o único que é sincero e que diz a Verdade…
Não vejo as pessoas pelos olhos das outras pessoas, compreende?
Decido por mim.
Sou eu que decido…
Faz afirmações e tece considerações com base em discursos alheios,
feitos por pessoas que alimentam o “sistema”, que estão desejosas
de que tudo continue como está e que tudo têm feito para prejudicar
qualquer pessoa que lhes faça frente.
Tem essa atitude por alguma razão.
Posso saber qual é?
P. S.: Não deixe de ver o confronto / debate entre o André Ventura
e o António José Seguro, na Terça-Feira, 27 de Janeiro de 2026,
às 20h.30m., em simultâneo na R. T. P. 1, na R. T. P. NOTÍCIAS, na S. I. C. e na TVI. Tem uma duração prevista de setenta e cinco minutos.
Cumprimentos.
João Barros da Costa
“Faz afirmações e tece considerações com base em discursos alheios…”
Que “discursos alheios”, caro João? Eu, tal como o João alega em relação a si próprio, penso por mim e decido por mim. Não preciso de “discursos alheios” para formar opiniões… O que aqui afirmo sobre André Ventura corresponde ao que efectivamente penso sobre ele, ainda que neste espaço talvez seja um bocadinho eufemista, em termos de linguagem. Noutros contextos, acredite, não me coibo de o qualificar de forma muito mais “desapropriada”…
As sociedades produzem uma enormidade de lixos. Lixos domésticos, lixos industriais, lixos hospitalares, e muitos outros. Entre eles o lixo social , – os extremistas de esquerda e de direita. Quero dizer: comunistas e fascistas. São os que recebem o dogma do marxismo/leninismo, e que rejeitam o individualismo em prol de um coletivismo liderado por um querido líder, – uma carneirada que segue cegamente um pastor que historicamente os conduzirá ao declínio e à miséria. São os saudosos da pátria colonial, dos crentes no sangue puro lusitano, – desconhecedores do facto de que o início da nossa história fez-se também por galegos e franceses, – dos racistas e xenófobos, – desconhecedores da realidade cientifica que provou a inexistência de raças, e elegeu uma só espécie composta por variadíssimos povos, – aqueles que consideram a homossexualidade uma doença, – aqueles que vão á missa ao domingo para pedir favores aquele que consideram o salvador do homem, – aquele que pregou o amor divino a TODA a humanidade, – e que durante o resto da semana diabolizam os crentes de outras religiões, – são os descrentes numa classe política que ao longo de 50 anos, – que mesmo cometendo muitos erros, – foi responsável por ter resgatado Portugal da miséria social, do analfabetismo, do isolamento e do descrédito internacional. São os que veneram agora uma personagem supostamente milagreira, supostamente incorruptível, um verdadeiro salvador da pátria, herdeiro do famigerado D.Sebastião. São os frustrados da vida, descontentes com o seu insucesso, sempre com o dedo apontado aos outros, culpando-os dos seus falhanços. São os jovens que querem uma casa que não conseguem obter e que se revoltam porque o cigano tem um subsídio, – como se a retirada do subsídio ao cigano resolvesse o problema da habitação. O caminho mais fácil é sempre mais confortável: Muito mais fácil apontar o dedo ao cigano ou a outro qualquer beneficiário de subsídios, do que culpabilizar os poderosos da banca e da construção civil, que durante décadas cartelizam exclusivamente em proveito próprio um sector que devia existir em proveito de todos, São aqueles que culpabilizam os imigrantes por saturar o serviço nacional de saúde e por lhes roubarem os empregos, – aqueles empregos que eles nunca quereriam para eles.
É este lixo social que vota no Chega e no seu querido e profético líder.
Quem acredita numa sociedade mais justa e mais equilibrada, tem a obrigação moral e cívica de não apenas varrer este lixo, mas sim de o erradicar definitivamente.
O extremismo de direita vai fatídicamente encontrar-se com o extremismo de esquerda. O local do encontro será na decadência, na descredibilização e na extinção. Os pequenos feudos do Chega fazem-me lembrar os feudos do PCP na década de 80. Eles misturam-se e na sua nulidade autodestroem-se.