Quando oiço as habituais críticas de compatriotas a Cristiano Ronaldo, interrogo-me sempre como estaria Portugal se tivéssemos um CR7 em cada área, em cada sector, em cada parcela do País. Muito para além do futebol.
Alguns dos que mais o odeiam são até capazes de dizer que estaríamos pior. O ódio é sempre assim: cego. Ou vesgo, na melhor das hipóteses.
Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana

Mas Portugal é isto.
Um empresário de sucesso é um ladrão.
Um diretor de algo é um boy.
Um colega promovido é um lambe botas.
O Ronaldo é um alvo de críticas constantes.
…
Neste país o sucesso alheio dá muitas dores de cotovelo a muita gente. Um país de invejosos que adoptaram o socialismo de bom grado já que lhes permite ir retirar o dinheiro de todos esses “bandidos capitalistas”. E assim seguimos felizes, pobres mas (quase) todos iguais na miséria. Que bom que é nivelar por baixo! Depois choram por estarmos sempre na cauda da Europa. Temos o que merecemos.
Os portugueses, genericamente, simpatizam muito com zés-coitadinhos e detestam quem triunfa graças ao trabalho, ao esforço e ao mérito.
No futebol, andámos 40 anos a festejar um terceiro lugar. Quando vencemos por fim um torneio de topo, sagrando-nos campeões da Europa, desatou tudo aos gritos a dizer que não merecíamos.
Não foram os nossos adversários que gritaram isso. Foram os próprios portugueses.
Isto diz muito. Diz quase tudo.
Devíamos estar bem sim 😂😂 com uma cabeça que só dá para dar pontapés e para estar obcecado com a imagem ? E de repente veio me á cabeça o Sócrates.
O seu comentário ilustra na perfeição aquilo que escrevi. Melhor do que qualquer desenho.
Já a posta e o Pedro são exemplos óptimos do estado mental conhecido como idealização amorosa ou enamoramento, caracterizado por projeção psicológica, cegueira para defeitos e superestimação do outro.
Trata-se , um homem assim com uma paixoneta é tragicómico e perfeitamente ridículo ( ai, o amor!).
Amor, paixão, paixoneta, arrebatamento, fascínio, ardor, sei lá o quê – nem quero imaginar – é isto que você exprime por António de Oliveira Salazar:
https://delitodeopiniao.pt/quem-tera-sido-19837528#comment-865276
Faltou admiração e respeito , que ´o que sinto, comparativamente ao que temos tido é de longe o melhor. Amor só por Don Dinis, o lavrador e trovador.
Ardor é a palavra que ilustra essa sua veneração “post mortem” por Salazar.
Talvez as elevadas temperaturas deste Julho contribuam para isso.
Imaginemos, então, esse paraíso na Terra, um país onde em cada esquina, em cada repartição de finanças e em cada centro de saúde pontifica o ego imensurável de um Cristiano Ronaldo.
No Serviço Nacional de Saúde:
O médico entrava no bloco operatório aos saltinhos, tirava a bata para mostrar os abdominais e gritava “SIUUUU!” antes de abrir o paciente. Se a operação corresse mal e o doente morresse, o médico atirava o bisturi para o chão, desatava a chorar copiosamente nos corredores. A Dona Dolores, sentada na sala de espera, garantia à imprensa que a cirurgia do filho tinha sido a melhor do mundo.
Na Educação:
O professor daria aulas com brinco de diamante e recusava-se a corrigir testes se não ganhasse a “Bola de Ouro do Agrupamento de Escolas de Massamá”. A meio do ano letivo, abandonava a escola pública e ia dar aulas para a Arábia Saudita porque “o projeto educativo do Al-Nassr é fascinante e a educação lá é muito competitiva”.
Na Justiça:
Na Justiça, o juíz chega ao Tribunal da Boa Hora num Bugatti, manda um salto com pirueta cada vez que lê uma sentença de prisão. Aos 85 anos ainda lá está, surdo e de andarilho, a exigir julgar os casos mediáticos porque «As pessoas dizem que estou acabado, que já não sou o juiz de 2012. Mas os números falam por mim. Calma, que eu estou aqui.»
No fundo, os que odeiam o Ronaldo e dizem que “estaríamos pior” talvez só sejam vesgos porque ainda não perceberam a ironia da coisa: nós já somos um país de Cristianos Ronaldos.
Já somos um país de 10 milhões de portugueses plantados na área adversária, com os calções arregaçados a mostrar as coxas, obcecados com o próprio umbigo, que adora atirar culpas para cima dos outros e que se acha injustiçada pelo mundo inteiro. A única e deprimente diferença é que temos a arrogância e o feitio de merda do CR7, mas sem o talento e sem os milhões na conta bancária.
👌♥️
MUITO BOM!!!
O problema deste post click-bait é ser binário, zero ou um.
Como se não fosse possível admirar o percurso do futebolista e criticar a sua falta de noção ao forçar o prolongamento da carreira, ad infinitum.
Trump, adivinha-se, também ira tentar forçar um terceiro mandato. Infantini quer também eternizar-se na FIFA ou na nova estrutura a pagantes para transformar o futebol numa F1.
Enfim, há gostos para tudo.
Sem prejuízo de talentos individuais, preferia que os tugas, não os futebolistas, os onze milhões soubessem JOGAR EM EQUIPA.
Boas Leituras
Li
Um blogue com app
O futebol é dinâmico: o jogador de 2026 tem mais 15 anos do que o de 2011.
O mesmo sucede com os jogadores: 15 anos depois, eles estarão 15 anos mais velhos.
No euro 2016, o mais famoso jogador de Portugal (já com 31 anos ?) não jogou na final. Disseram muitos que foi uma sorte, pois já estava bem abaixo do seu topo de forma.
Em 2026, esse jogador, de 41 anos, terá sido o pior da sua selecção. Mas jogou a quase totalidade do tempo que a selecção esteve em campo. E o treinador espanhol (Louis de Funès ?) foi provavelmente o pior do mundial (ou será mesmo o culpado o pior o presidente da federação).
Foi pena: Ronaldo foi um extraordinário jogador, tem títulos e vitórias mundialmente reconhecidos, e não o deviam prestar a passar vergonhas; um jogador com aquela dimensão não precisa de mais records de nada. O seu grande record foi a qualidade e intensidade de jogo que todos vimos, muitas e muitas vezes, dantes.
Cumprimentos
Se houvesse um CR7 em cada área (política, económica, empresarial, cultural), Portugal seria um dos países mais prósperos e evoluídos do mundo.
Infelizmente só temos um. E é precisamente contra ele que tantos compatriotas se viram. Combatem a excepção em vez de combaterem a regra.
Lamento que você seja um deles.
Euro 2016
Fase de apuramento
Dinamarca o -1Portugal
(Cristiano Ronaldo)
Arménia 2-3 Portugal
(hat-trick de Cristiano Ronaldo)
Fase de grupos
Hungria 3-3 Portugal
Cristiano Ronaldo 2
Meia Final
Portugal 2-0 Gales
Cristiano Ronaldo 1
Sem Cristiano Ronaldo Portugal tinha ficado por estas bandas; sem CR7 não tínhamos ido à final.
Antes de Cristiano Ronaldo, Portugal só esteve em 3 mundiais. Com CR 7 não falhou nenhuma prova da UEFA e da FIFA.
Factos. Que ficam à reflexão do leitor Vasco Silveira.
De outros “comentadores” nem falo. Porque enterram os factos bem fundo, muito abaixo do chão.
Se não percebe que o foco na competição individual nada traz de positivo a um sistema que se deve reger pela cooperação , não percebe nada. O Ronaldo , se tivesse inteligência , estaria bem à frente de uma corporação com objectivos a curto prazo e movida pela ganância , exactamente como estariam os ronaldinhos que deseja.
Você parece preferir a marcha cadenciada, uniforme, colectiva. Talvez a passo de ganso.
E é capaz de ser sensível a este argumento , já que mete bola . sobre a necessidade de cooperação: Ronaldo só marca golos porque há uma equipa estruturada atrás dele a defender, a recuperar bolas e a passar-lhe a bola. Um país feito apenas de avançados-centro não tem defesa e perde todos os jogos.
Que é que acha ? Um argumento compreensível para um cérebro masculino?
A passo de ganso e talvez à luz de archotes. Só “colectivo”, sem vestígio de individualidade.
“A passo de ganso e talvez à luz de archotes. Só “colectivo”, sem vestígio de individualidade.”
O quê ? não tem vergonha de pensar tão afastado do bem estar colectivo?
Jamais pensei ser possível , mas depois das “caçadas humanas ” na Bósnia , dos casos Pelicot replicados por esse mundo fora , e depois destas respostas , do endeusamento de pontapodeores de bola , estou à beira de subscrever o “manifesto Scum” sem problemas de consciência. E nem sou feminista.
Já derivou da “caça ao Ronaldo” para a defesa aberta de sistemas totalitários, entre vivas ao Salazar – morto e enterrado há 56 anos.
Da ronaldofobia à necrofilia. Isso já implora divã de psicanalista.
Continuando a analogia estaríamos como estamos no futebol, neste momento em declinio por não nos sabermos organizar, apesar de termos passado por momentos altos que nunca teriam sido possiveis sem CR.
Tudo tem um pricipio e um fim.
Neste momento estamos a descer nos rankings do futebol.
Portugal é neste momento o sexto melhor país do futebol europeu (tabela UEFA) e o sétimo melhor do mundo (tabela FIFA).
Se conhecer algum outro sector de actividade em que tenhamos tão bons números, faça o favor de nos esclarecer.
Já esclareci, mas pelos vistos a resposta não agradou e como tal não foi publicada. Enfim, charlatanice.
Que confusão vai por aí. Eis publicada a “resposta”, como lhe chama, sem esclarecer coisa nenhuma.
Mas não tem mal.
Pois,não tem mal. Ou perdeu o comentário onde respondi,ou nãolhe apeteceu publicar.
Mas não tem mal. Assunto encerrado. Não foi a primeira vez, mas acho que foi a ultima.
Alguns comentários vão directamente para o lixo nesta nova plataforma à qual ainda estamos a habituar-nos após década e meia noutra.
Permita-me discordar. Apenas num ponto.
Não é ódio, é inveja.
Espero que não leve a mal, nem belisca s assertividade da restante mensagem
Há uma relação muito estreita entre a inveja e o ódio. Uma coisa leva a outra, com excessiva facilidade.
P C tem toda a razão
CR7 é um indiscutível da selecção.
Por duas razões óbvias: ainda é jogador top, e não há ninguém melhor na sua posição.
Quem argumentar o contrário ou percebe pouco de bola, ou alia ingratidão ao Messianismo extremo.
“Quando oiço as habituais críticas de compatriotas a Cristiano Ronaldo, interrogo-me sempre como estaria Portugal se tivéssemos um CR7 em cada área, em cada sector, em cada parcela do País. Muito para além do futebol.”
–
Creio que temos! Não são é conhecidos nem se exibem para multidões nas bancadas e milhões nos sofás. No geral passam despercebidos. Além do mais ninguém colecciona cromos de doutores, engenheiros, cientistas, até de muitos empresários trolhas, pedreiros, canalizadores, ou simples funcionários que são exemplo de profissionalismo e dedicação nas suas áreas.
Onde estão afinal os “Cristianos Ronaldos” das outras áreas? Nem um para amostra?
Alguém que se tenha distinguido cinco vezes como o melhor do mundo na sua actividade e tenha liderado a selecção na vitoriosa campanha de 2016 que levou Portugal ao topo da Europa?
Exemplos concretos, quais são? Esses heróis que a musa antiga não canta, se os há, pois que os cantemos nós, caramba!
Ó prezada Maria Dulce, então e o Fernando Pimenta? Também é um atleta absolutamente extraordinário, com dezenas (dezenas!) de medalhas de ouro e sei lá quantos títulos conquistados.
Nem sei se diga que o Pimenta é o Ronaldo da canoagem, ou que o Ronaldo é o Pimenta do futebol – ambos notáveis exemplos de talento, trabalho e perseverança; o Ronaldo é o Ronaldo, mas tantas vezes se tocou (e tocará) A Portuguesa por esse mundo fora por causa do Pimenta que ele bem merece que também o cantemos. E no entanto…
Eu sei que de tantas vezes lá ir, até o Marcelo se cansou de o chamar a Belém para lhe dar palmadinhas nas costas, como o próprio atleta chegou a ironizar.
Mas que há heroísmos para lá do Ronaldo, há.
Esta resposta é uma quase copia da que dei mais acima:
Esta publicação pretendia demonstrar que indivíduos com rotinas profissionais superlativas, que vencem na vida pelo rigor com que dedicam à sua profissão e se tornam ou não grandiosos à escala global, são invariavelmente denegridos e achincalhados no nosso país pelas pessoas frustradas da vida, com problemas de clubite e inveja elevadas à enésima potência, prática da qual o Ronaldo é o primeiro exemplo de bode expiatório por excelência.
Não foi dito em lugar algum que Cristiano Ronaldo é único ou é um herói.
Anda por aqui uma grande e tortuosa confusão.
Ninguém deve comparar o Ronaldo ao Einstein, ao Fernando Pimenta, a um médico, a um cientista, etc. a não ser que sejam todos igualmente rigorosos na prática da sua profissão.
Mas daí a minha comparação ao Pimenta e não ao Einstein, prezada Maria Dulce: o Pimenta é também, como o Ronaldo, um atleta; e como o Ronaldo, também extremamente rigoroso na prática da sua modalidade, a que se dedica de corpo e alma – o que aliás explica os extraordinários resultados que obtém.
E, embora não sendo alarvemente invejado como o Ronaldo, é amplamente ignorado no seu mérito desportivo… Outra forma de inveja, talvez.
Concordo inteiramente com a ideia de que o “mal de inveja” é um cancro nacional.
Mas perante o desafio da MDF , assim de repente, lembro-me de outros “CR7”:
No judo, Telma Monteiro, Jorge Fonseca Patr´cia Sampaio – todos nº 1 no ranking mundial, nas suas categorias.
Na música clássica, o pianista Artur Pizarro, e os maestros Dinis Sousa e Joana Carneiro.
Nas artes plásticas, Joana Vasconcelos.
Na literatura, António Lobo Antunes.
Na Ciência, Elvira Fortunato, Nuno Sousa, Joana Prata…
Na humanidades, Tolentino de Mendonça…
Era capaz de me lembrar de mais alguns, mas devem distiguir-se em áreas que não conheço (ex: outros desportos, banca/finanças, …)
De certeza que os há. “Cheguem-se á frente”!
Certo. Apresentou alguns dos nossos valores mais altos, todos eles com “provas provadas”.
“Não são é conhecidos nem se exibem para multidões nas bancadas e milhões nos sofás” escreveu aalmeida. Se os conhecem, que os indiquem! Vá lá, não dói.
Aos conhecidos, já os conhecemos muito bem, agradecemos e louvamos pelos seus feitos.
Critical Software, Feedzai…
Empresas não são indivíduos com hábitos de trabalho superlativos, que é o que se pretendia demonstrar.
As empresas são feitas de pessoas
Patrões, empregados, alguns deles com crédito para ajudarem a mandar foguetes para o Espaço (não, não é o Musk que os lança e apanha). Não sei o que são hábitos superlativos, mas há muita noitada e décadas de formação envolvidas.
É triste o desdém ao profissional CR, mas os constantes contrapontos de que ele é top mundial na sua área e os restantes 10 milhões são uns matarruanos que andam aqui ao sol a beber copos de três é igualmente triste.
´Sabe que há gente anónima com muita qualidade no que fazem. Em todas as áreas e estractos. Presumir que todos têm que ter a projecção pública do Ronaldo é pedir demais. O meu picheleiro não joga a bola nem com ela bate recordes, mas acredite que faz coisas que o Ronaldo não. Saberá este o que é um bujão, um orringue ou um conector? Saberá distinguir um parafuso M10? Saberá, pois, fenómeno como é, até dominará a matemática e a ciência dos foguetões. Na próxima vez que precisar de um canalizador, de um dentista ou mecânico, chame o Ronaldo.
Ironia à parte, o Ronaldo é bom, é excelente naquilo que faz, chutar na bola e tem a projecção que a indústria lhe dá e paga. Pode parecer uma afirmação lesa pátria, mas não mais do que isso.
Cada macaco no seu galho. Nem o Einstien seria o Ronaldo nem vice-versa.
Esta publicação pretendia demonstrar que indivíduos com rotinas profissionais superlativas, que vencem na vida e se tornam ou não grandiosos à escala planetária, são invariavelmente denegridos e achincalhados no nosso país pelas pessoas frustradas da vida e com problemas de clubite e inveja elevadas à enésima potência, prática da qual o Ronaldo é o primeiro exemplo de bode expiatório por excelência.
Ninguém deve comparar o Ronaldo ao Einstein, a um médico, a um cientista ou ao seu picheleiro, a não ser que sejam todos igualmente rigorosos na prática da sua profissão.
Eu percebi o alcance da publicação. Apenas pretendi enfatizar que, mesmo que na massa anónima, que não tem o destaque público que o futebol projecta e amplia, há diferentes áreas da sociedade e profissões em que existem verdadeiros ronaldos, se esta comparação significa talento, profissionalismo e capacidade de trabalho.
Quanto ao mérito que possa decorrer do conhecimento e exposição mediática, o que não falta por cá, e em todo o lado, é gente tão famosa quanto inútil. O Big Brother é uma fábrica a produzir bons exemplos.
Para concluir, creio que mesmo com os nossos ódios de estimação e baixa auto-estima, a coisa não chegaria tão longe com outra gente talentosa e profissional, desde que, como condição, não sejam do futebol, esse sim, potenciador de clubites, rivalidades, extremismos e mesmo ódios.
O que Portugal precisa é de Infantinos.
Isso é do que Portugal não precisa mesmo.
Onde estão os Cristianos Ronaldos da Suécia, da Noruega, da Dinamarca, da Holanda? Há assim tantos?
Não.
Pois não. Não são precisos “génios” para construir um país culto e próspero; um grande número de cidadãos muito bem preparados, sim. Políticas bem concebidas podem ter êxito em fazer aparecer gente muito boa, enquanto o aparecimento de “génios” é da ordem do improvável e do aleatório. Não se programa um Bohr ou um Huygens; mas formam-se engenheiros, cientistas, filósofos, artistas, desportistas, muito bons.
Génio sem aspas, tratando-se de Cristiano Ronaldo.
É espantoso ver tantos portugueses negarem a genialidade de um compatriota. Tantos outros sofreram o mesmo tratamento – de Camões a Pessoa, de Amália a Carlos Lopes. Nos mais diferentes sectores.
Acabam por ser tantas vezes enaltecidos como merecem só depois de mortos.
Felizmente CR7 está bem vivo. E não precisa de pedir licença aos compatriotas para ser reconhecido como génio do futebol no mundo inteiro.
é como o inspetor da pj que abateu o próprio cão… em 10 tiros conseguiu acertar 6… e o cão morreu… grande sucesso. o animal é como o serra sete – já há mais de dez anos que devia ter ido para serviços de escritório, mas embirrou que ainda é o melhor e ainda aí a fazer o que se viu.
Muito pior do que a inveja em Portugal é que, das elites à maralha, poucos aspiram a mais do que a gerar futebolistas, e, mesmo assim, só se forem do nosso clube. Por outras palavras, é a pobreza de espírito. A inveja é apenas um corolário desta.
Aqueles que, da base ao topo, fizeram o SNS foram excelentes. Todos os indicadores de saúde o atestam. Foram a verdadeira elite deste país. Tomara que fossem a regra, não a excepção.
Cristiano Ronaldo, e a sua vontade de jogar todos os minutos, de marcar todos os livres, de ser o finalizador de todas as jogadas, seria o médico de sonho para qualquer urgência hospitalar. Incansável, indomável, 24 horas por dia, 7 dias por semana, a cuidar de todos os pacientes, sempre com a mesma abnegação e, claro, sentido patriótico. Sem dúvida, o melhor médico do mundo. E se por acaso a urgência tivesse grandes tempos de espera, se lá se cometessem muitos erros, isso seria culpa dos outros médicos que, preguiçosos e piegas como só eles, gostam de tirar folgas para descansar. Nunca, mas nunca, mas nunca mesmo, do médico vaidoso que quer ser sempre o centro das atenções…
Resumindo: o Ronaldo de Pedro Correia (Pedro Correia aqui como exemplo do admirador incondicional de Ronaldo) é uma espécie de homem-providencial. Quando Pedro Correia fala de Ronaldo, está a falar mais de Pedro Correia do que de Ronaldo. Está a expor e a partilhar uma fantasia. Se quisermos, um tique.
(Área, sector, parcela… Esquina). E os fanáticos são assim. Grande parte deles parece não o ser, quem os conhece jura a pés juntos que não são fanáticos, mas quando damos por nós temos de gritar “SIUUUU” (expressão espanhola…) sob pena de sermos apelidados de traidores.
Boa viagem a todos.
Outro que prefere enaltecer o Zé Coitadinho, talvez por se rever nele.
E gasta tempo a tentar denegrir o português mais famoso no mundo inteiro. Famoso pelo esforço, pelo trabalho, pelo mérito. Veio de uma família pobre, nunca obteve benesses do Estado nem as mendigos.
Triunfou na vida à custa dele. Invejam-no aqui por causa disso.
Enquanto a caravana passa.
Como estaria Ronaldo se não tivesse emigrado?
CR7 emigrou porque o Manchester United viu nele os traços de genialidade que já demonstrava aos 18 anos, após ter sido formado como jogador num dos centros de excelência do futebol mundial a nível das camadas jovens- o Sporting Clube de Portugal.