Nos mesmos jornais e nas mesmas televisões onde abundam diatribes contra a «extrema-direita populista», aparecem palradores e bitaiteiros a evacuar lamúrias perante a putativa «putrefacção do regime», a gemer porque «as instituições agonizam» e a jurar entre soluços que «a democracia está em coma».
São os idiotas úteis do Chega. Com frases como aquelas, vão levando a água ao moinho de André Ventura. Embora se afirmem de sinal contrário.
Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana

Exactamente!
São os idiotas úteis do Chega e também os coveiros do jornalismo. A prova provada que as acções em prol da informação, esclarecimento e divulgação são propósito menor ou lateral.
Acumulam em larga medida.
Quanto mais gritam “extrema-direita”, mais fazem o jogo dela.
Aplicar-se-á a máxima de Mark Twain: “agradecemos aos idiotas, a eles se deve o nosso sucesso”!
Isso mesmo.
A teoria do “quanto pior, melhor” funcionou bem durante largos anos em favor da esquerda. Os ventos agora mudaram, mas muitos não conseguem virar a k7…
“O vento mudou e ela não voltou…”
Grande voz a do Eduardo Nascimento e linda canção. Muito à frente no seu tempo, num Portugal tolhido pela ditadura. Para mim, uma das canções mais bonitas em Língua Portuguesa, que só conheci muitos anos depois de 1967…
Haja alguém a pensar como eu. Contra os detractores dessa canção que perdura com todo o mérito e aliás tem conhecido vários outros intérpretes.
“Tamos” juntos, companheiro Pedro… 😉
A Evacuação
O ecrã divide-se em três. De um lado, a pivô; do outro, o Palrador e o Bitaiteiro, sentados nas suas cadeiras ergonómicas, prontos para mais uma obstipação retórica em horário nobre.
O Palrador, Gonçalo, ajusta os óculos de armação de tartaruga e franze a testa. Está nitidamente com cólicas de indignação, mas a dor que finge sentir é “pelo país”.
O Bitaiteiro, um tal de Rodrigo, exibe aquele ar superior de quem chupa limões de manhã para manter um semblante austero. Tem um bloco de notas à frente, onde rabiscou três banalidades.
A pivô dá a deixa. É o sinal. O esfíncter da sabedoria nacional vai abrir-se.
Gonçalo é o primeiro a sentir o chamamento da natureza. Fecha os olhos, respira fundo, agarra-se aos braços da cadeira e faz força.
— «A culpa é da extrema-direita populista, claro…» — começa ele, libertando os primeiros gases da análise.
Mas a coisa aperta. O intestino grosso da sua presunção precisa de deitar cá para fora algo mais pesado. Gonçalo contrai o maxilar, fica ligeiramente ruborizado do esforço e, com um gemido gutural, evacua finalmente a sua lamúria:
— «Mas a verdade, meus caros… a verdade é que o regime está em profunda putrefacção!»
Plop. A frase cai no tapete do estúdio com um baque surdo. Que alívio. Gonçalo até ajeita o casaco de veludo, visivelmente mais leve, após largar este valente calhau de catastrofismo.
Rodrigo, o Bitaiteiro, não se pode ficar atrás. Se Gonçalo largou uma, ele tem de produzir uma obra ainda mais fétida. Sofrendo de uma súbita diarreia de clarividência, Rodrigo avança sobre o microfone, contrai os glúteos da moralidade e começa a expelir a sua própria dor de alma.
— «Subscrevo, Gonçalo, subscrevo por baixo!» — grunhe Rodrigo, enquanto as veias do pescoço latejam. — «As instituições agonizam! Estão no soro! A nossa democracia está em coma vegetativo e já cheira a cadáver!»
Splash. Lá foi mais um balde de chorume intelectual despejado diretamente na sala de estar dos portugueses. Os dois olham um para o outro, cúmplices, limpando os lábios com o guardanapo invisível do seu cachê chorudo. São os verdadeiros canalizadores do apocalipse, a purgar a fossa sética da nação com palavras caras e suspiros baratos.
Eles acham que, com esta trampa toda que acabaram de produzir, estão a salvar a República. Sentem-se os heróis da resistência, os bastiões da decência contra a barbárie que grassa lá fora.
Mas o que a câmara não mostra é o que se passa nos bastidores.
Lá atrás, encostado à máquina de café, está o André. Não precisa de abrir a boca. O André só está ali, pacatamente, a segurar um balde e uma pá. A cada «putrefacção» que o Gonçalo caga pela boca, a cada «coma democrático» que o Rodrigo defeca em direto, o André sorri, apanha o estrume e deita-o no balde.
Não há adubo melhor para a sua horta.
Os nossos dois intelectuais saem do estúdio com o passo leve de quem acabou de esvaziar a tripa. São os idiotas úteis. E o melhor de tudo? Nem sequer cobram ao André pelo serviço de limpeza. Cobram-nos a nós.
Prevejo que “os evacuadores” aparecerão mais vezes nestas suas histórias pós-postais.
Pode ter a certeza, acho é que o país já se está a tornar pequeno para tanta bosta.
O jornalista deve informar, investigar e até denunciar.
Nunca deve é opinar.
Penso eu. Se calhar estou errado.
Os comentadores comentam a metro.
Não compreendo que com tanto medo da subida da direita e da extrema direita (seja lá o que isso for), passam a vida a entrevistar o Ventura, precisamente para depois comentarem e opinarem.
Já dizia o Scolari.
“E o burro sou eu?”
Voltarei ao assunto, que me parece inesgotável.
Ainda bem que percebe que o jornalista não deve opinar. O que se passa é gravíssimo. Não chegava a manipulação que já existia com a censura, agora eles têm o tempo de antena que querem para nos fazer a cabeça e passarem a imagem que são seres superiores e que sabem tudo. Criticam os outros sem que eles estejam presentes para haver o contraditório. A imagem que isto está a passar do povo também é má.
É urgente agir antes que seja tarde demais.
Todos devem opinar, a começar pelos jornalistas.
Era o que faltava deixarmos essa tarefa só a cargo de “pensadores”.
Já antes falaram que os jornalistas não devem opinar e aceitou, agora que eu disse o mesmo já fala!
Todos podem opinar como cidadãos. Não como profissionais que manipulam as pessoas em massa graças ao tempo de antena que têm. A imagem que isto está a passar do povo que aceita é bem má.
E se você e outros andam a brincar aos postais e aos comentários, eu fico por aqui. Há vários anos que passei essa fase.
Ui, que tristeza. “Fico por aqui.”
Nem sei como conseguiremos aguentar a tua ausência.
“São os idiotas úteis do Chega.”
Não será mais “São os idiotas úteis ao Chega.”?
Sim, porque parece-me que uns tantos desses idiotas não pertencem ao Chega.
+
Idiotas úteis basta.
Ou seja: Chega.
E não está!!?? O jornalismo, tornaram se activistas no conflito UE-Russia !!! Não informam, são propagandistas do estado ucraniano…ja nao existe jornalismo, existe avençados de agendas estranhas aos portugueses
Devoto do Putin a picar o ponto. Espero que a Federação Russa não lhe pague em rublos.
O regime louco do zellensky oferece a palha aos jornalistas e não questionam nada
Tu preferes a palha russa. A do genocida do Kremlin.
Vai regurgitá-la longe daqui. Em Moscovo, por exemplo.
Por falar em genocídio, tenho vergonha da UE, anda a pagar dinheiro a mercenarios e aos ucranianos para morrerem e nome de uma fantasia…do louco zellensky!!! A UE fazia melhor figura se reconstruisse o North Stream com o dinheiro que anda a enviar para os corruptos oligarcas amigos do louco de kiev
Zelenski é um herói liderando a resistência ucraniana ao neonazi Putin. Como Churchill e De Gaulle fizeram em 1940 contra o nazi Hitler.
Os agachados dessa época chamaram-lhes loucos. Como os agachados de hoje chamam louco a Zelenski. De cócoras perante Putin.
Estes agachados teriam içado a bandeira da rendição logo no dia 24 de Fevereiro de 2022.
Mas Zelenski, já com lugar na História, não se chama Chamberlain nem Pétain.
E quais são as agendas estranhas aos portugueses?
Ou melhor quais são as agendas que servem aos portugueses? As do eixo China/Rússia/Irão?
Que agendas estranhas!!!??? China/Russia/Irão, mas Portugal sempre teve relações diplomaticas com estes paises e boas! Ao que parece querem substituir o investimento chines em Portugal pelo dos Mohameds. Depois do que aconteceu em Ceuta, o Ministro da Defesa de Portugal devia se demitir, que fique lá na Ucrania…
República islâmica do Irão, aiatolás … não são “ mohameds”?
São sim senhor, mas referia me aos Mecas que andam a comprar estados europeus…como o Reino Unido, França…dominam o wall street. Os iranianos, não tem dinheiro, nem para pagar a um cego…
Não chores pá! Estás a perder a guerra na Ucrânia, isso é um facto. Arranja alguma coisa que fazer, talvez ga hes qualquer coisinha…
Eu a perder!¡??? Meu caro amigo, Portugal nao está em guerra, mas às vezes parece …A Ucrania e a Russia, estão em guerra e quem vai guerra, dá e leva!!! A UE é que tem perdido e muito, com a insane ideia de fechar o North Stream, principalmente a Alemanha , por isso sem o dinheiro alemão e sem a energia russa…a UE bummmm!! Vai ser a peixarada que vai acontecer com a discussão para o proximo Orcamento da UE
Há um problema com o jornalismo é há um problema com o povo idiota que temos que não protesta. Temos vários problemas e o povo ocupa o tempo a brincar no telemóvel e nas redes sociais!
É fácil resolver isso. Muda-se o povo.
Como diria o “Timã” *:
Não se pode dissolver o Povo? **
* Timã (Tio Armando), como Fernando Paulouro das Neves chamava ao seu tio Armando Paulouro.
** Ver “Fellini na Praça Velha” de Fernando Paulouro
Um abraço
Leão do Fundão
Meter o lixo para debaixo do tapete e não olhar a oclocracia da democracia representativa de frente , em que os representantes se apoderam de tudo ,é melhor estratégia ? chegamos aqui , ao Chega , porque andam há anos a querer tapar o sol com a peneira. Não é preciso os mediadores televisivos dizerem isso , dá para reparar sem eles .
Já se inscreveu?
Num partido ? jamé.
Nunca diga nunca.
Tudo começa por uma simples exigência: ocupar o tempo de emissão.
Acresce privilegiar a ‘novidade’, o mal conhecido.
A informação disponibilizada ou resultante de investigação jornalística não é bastante para cobrir tanto tempo… há que acrescer comentário que, pelo número de participantes e pelas contestações, perturbações, confusões introduzidas, garantem preencher o tempo planeado.
O princípio da bandalheira está introduzido; e se daí resulta as instituições serem desprestigiadas… só garante mais comentário e tempo de emissão.
Na relação custo/tempo de emissão a treta é seguramente mais barata que a investigação.
“há que acrescer comentário”
Você está errado. Além deles censuram uma parte da informação, o que além de ser ilegal faz lembrar ditaduras, o comentário serve para eles nos manipularem ainda mais e se promoverem. Em geral ninguém faz nada para o bem dos outros. É hora de agir.
Leia devagar…
Quando uma democracia elege 60 alarves ignorantes e vigaristas, é certamente um sinal que a mesma está doente. Quando houve uma migração de votos do zombie PCP, para a aberração CHEGA, está tudo dito. Foi como se uma mutação viral tivesse ocorrido.
Comece por responsabilizar os arautos e promotores dessa mutação: os promotores da ‘cerca sanitária’.
Se fosse só do PCP…
E há muitos que não querem fazer nada pelos problemas do país e andam a brincar aos postais e aos comentários.
Podes aproveitar este espaço em casa alheia para aprofundares a autocrítica.
Querem fingir que está tudo bem. E são efectivamente a representação do espírito português secular: a forma importa mais que o conteúdo, a aparência é tudo.
Ainda não percebi se é cobardia, se é outra coisa qualquer.
Querem?
https://www.abola.pt/noticias/titulo-de-campeao-da-pre-epoca-assenta-bem-ao-sporting-2026080118593868379
com todo o desportibismo… bem parecia.