Pérolas e galhardetes


Ana Vidal,

“Eu acho que o senhor primeiro-ministro, sem se dar conta, acabou de demitir o ministro da Administração Interna.”

(Paulo Portas para Sócrates, hoje no parlamento)

 

“Não é por usar um chapelinho e um casaquinho de agricultor que se tem mais sensibilidade para a agricultura”

(José Sócrates para Paulo Portas, hoje no parlamento)

18 comentários em “Pérolas e galhardetes”

  1. Sócrates sem se dar conta apelidou o seu Rui Pereira de ministrosinho , e chamou os homens da terra de agricultorsinhos . A sensibilidade deste 1º ministroseco .

  2. Dois exemplos que demonstram a ausência total de um debate político, sério.
    Com o debate de ontem, recorro a uma imagem futebolística
    Estão todos a chutar para canto.
    Porque razão não rematam à baliza?

      1. Ana
        Pode ser!
        Ou não sabem jogar à “bola”.
        No ambito da pedagogia há quem defende que há muitos adultos que não foram criamnças. Não brincaram. Depois “brincam” na idade de adulto. Nos jogos das crianças há regras (que respeitm) e há seriedde. No jogo do adulto há discussão e confusão. Um exemplo. Num jogo de cartas – a sueca – discutem, brigam, etc.
        No Parlamento há alguma similaritude com esses comportamentos.
        São adultos . . .

  3. Sócrates igual a si próprio neste «debate», revelando cada vez mais falta de nível. Depois do ‘porreiro, pá’ e do ‘manso é a tua tia’, hoje saiu-lhe de forma bem audível um “Eh pá” em pleno hemiciclo.
    Como querem estes políticos ser respeitados se não se dão minimamente ao respeito?

      1. O amesquinhamento permanente dos adversários, a necessidade imperiosa que sente de mostrar que ainda é um ‘animal feroz’ (expressão que se lhe colou à pele e diz muito dele), a tentação contínua que revela de confundir as funções institucionais com as de comentador político, regressando aos tempos em que fez tirocínio como secretário-geral do PS nos estúdios televisivos ao lado de Santana Lopes… Características de Sócrates no Parlamento, sessão após sessão. Características que vão degradando a qualidade do debate político em Portugal. E depois alguns destes políticos (ele, por exemplo) ainda se queixam de que os cidadãos andam indiferentes à política. Ainda bem que o fazem. É um acto de cidadania mostrar indiferença e até desprezo por esta política e estes políticos.

        1. Penso que foi isso que quiseste dizer, mas não gosto de ficar com dúvidas neste tipo de coisas: os cidadãos não andam indiferentes à política, os cidadãos andam indiferentes a esta política. Daí a abstenção como ultíssimo recurso de quem não quer ser minimamente cúmplice deste Estado de coisas. E queira o destino que a não haver mudanças ela continue a subir, como forma de desligitimação desta gente abaixo de toda a suspeita. Quando este gang diz ter medo de uma crise política o que subliminarmente diz é que tem medo de perder a legitimidade, o seu poderzinho. Pois não há que ter medo que ela venha – que venha, e bem depressa. O célebre direito à indignação do dr Soares não vale nada se não for expresso. E é mais do que tempo, é mais do que hora. De outro modo a próxima geração, além de pobre e sem futuro, viverá e morrerá de columa torta e não haverá fisioterapia que lhe valha. Abraço, Pedro.

  4. De igual forma, não é por se usar um fatinho Armani e pagar 50 euros pelo corte de cabelo que se deixa de ser um saloio deslumbrado.

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