* no seguimento do que escrevi aqui.
O que é que pode levar um Ministro do Ambiente a autorizar, com o Governo demitido e quatro dias antes das eleições, o massacre de uma floresta de sobreiros (espécie protegida), para viabilizar um projecto imobiliário de milhões de euros? Era demasiado forte o cheiro a esturro… (Vital Moreira em Maio de 2005, quando a decisão era do governo dos "outros")
Ainda dizem que a Administração Pública é lenta! Mentira aleivosa! Qual Lucky Luke, ela pode ser mais rápida do que a própria sombra, se adequadamente "motivada"! (Vital Moreira, ainda em Maio de 2005, quando a decisão era do governo dos "outros")
Um dos mais desonestos argumentos no caso Freeport respeita a uma suposta celeridade anormal na concessão da declaração de conformidade ambiental que finalmente permitiu a construção do empreendimento. (…) há que concluir que a demora adicional de dois meses para verificar isso não é "anormalmente célere", mas sim excessivamente lenta (sobretudo tendo em conta a grande duração que o processo já levava acumulada e a enorme importância desse investimento estrangeiro, em termos de dinamização económica local e de criação de emprego)! (Vital Moreira em Janeiro de 2009, quando o governo é dos "dele").

É a porca da política, agravada no caso pela sindrome ex-PCP.
Dois critérios opostos, consoante o Governo é dos “nossos” e dos “deles”. Esta é uma das características que mais me repugna na política portuguesa e que infelizmente está também a contaminar a blogosfera. Excelente levantamento, Adolfo.
Eu francamente não sei porquê tanto alarido com o caso Freeport num país de Freeports.
Que próprios????