Fica por explicar a conduta de Alegre nos últimos meses, repleta de ameaças, retiradas estratégicas, volte-faces, novas ameaças e sistemáticos recuos. Embora, ao mesmo tempo, tudo pareça demasiado claro… Resta saber se o motivo real deste perturbante tacticismo (derrotar Cavaco em 2011) não lhe vai sair completamente furado.
Pólvora seca
José Gomes André,

Não houve surpresa na decisão de Alegre, Gomes André. Penso que foi a mais ajuizada e que de forma alguma trai uma grande parte do eleitorado que nele votou para as presidenciais.
Em minha opinião, só esta decisão reforçaria a sua candidatura em 2011, embora tenha a impressão que muitos dos que aspiravam pela saída de MA do PS, vão estar na linha da frente das críticas, se ele se candidatar a PR. Aguardemos. Afinal, 2011 é já ali ao virar da esquina.
Alegre já era. Bem se vê que não possui estatura. Mais uma vez, acobarda-se. Tenho pena de Alegre, mas não o lamento.
Errado, pá.
Certo, Carlos.
Também acho que não houve surpresa, mas tenho dúvida de que tenha reforçado a candidatura de 2011. À esquerda perde alguma força (pois muitos desejariam ver nele a garantia de uma derrota de Sócrates) e ao centro reforça a ideia de político hesitante. Isto na minha leitura, claro… Mas vamos aguardar, claro! Um abraço!
Meu caro,
Foi assim que comentei este tabu
http://atributos-1.blogspot.com/2009/05/p s-socrates-alegre.html
Melhores cumprimentos
JM
Errado, José.
Passo a explicar: Alegre não tem nem “pachorra”, para usar um termo que lhe seria caro, nem, por outro lado, coluna vertebral q.b. para levar fosse o que fosse de projecto político até ao fim. Entretanto, supondo que há um poema no outro lado da tese Alegrista, a de esperar para ver, de quem estamos a falar que Alegria teria de bater em 2011? Do professor pá, do professor.
Cps
Caro José, por uma vez estamos em desacordo. A opção de Alegre, quanto a mim, nada tem a ver com tacticismos e muito menos com as presidenciais de 2011 – há três eleições de permeio, muita coisa sucederá até lá. A posição de Alegre parece-me consequente e lógica. Ele não tem de fazer a vontade a José Lello e ‘tutti quanti’ o queriam ver fora de um partido onde a regra oficial é não haver delitos de opinião…
P. S. – Adoro ver anónimos falar na falta de coluna vertebral dos outros.
Não sei se este José sou eu ou o outro, mas julgo que sou eu. É natural discordarmos às vezes… Eu tenho dúvidas em aceitar este comportamento errático como normal. Bem sei que Alegre é um homem de grande dignidade e virar-se contra o PS seria um acto muito difícil. Por outro lado, aprecio que tenha sido crítico quando discorda da linha orientadora do Governo e do PS socrático.
Porém, há atitudes que extravasaram muito esta linha crítica: como interpretar a participação em colóquios do BE e outras acções promovidas pela extrema-esquerda? A mim parece-me que houve aqui uma certa estratégia, de namoro claro com a Esquerda, preparando uma candidatura presidencial agregadora em 2011. Mas admito que possa estar enganado…
Em todo o caso, concordo que Alegre tinha todo o direito para ficar no PS, uma vez que, como o Pedro salienta e bem, não se devem confundir líderes transitórios com a história e a ideologia de um partido. Abraço!