O ainda ministro da Agricultura mostrou-se muito preocupado com a possibilidade de vitória da direita e o regresso do CDS-PP ao poder, por achar que, dos três anos em que Paulo Portas esteve no governo, só sobraram «a compra de submarinos e 60 ou 70 mil fotocópias». Jaime Silva esqueceu-se do restante material de guerra, mas não deixa de ter razão.
Já agora, por falar em sobras, o que é que sobra de positivo dos quatro anos e meio de Jaime Silva? Não é curiosidade: é só para que póssamos lembrar-nos dele por um bom motivo.

É simples, ou melhor simplex: não há nenhum.
Também quis lembrar-me e não consegui.
Mas afinal, este ministro existe mesmo ou é apenas , também ele, uma ‘virtualidade’ como o seu colega do ‘Ambiente’. Talvez fosse uma boa ideia que na próxima legislatura se fizesse um ‘pack’ dos 2 em 1 e se criasse o ‘Ministério da Agricultura e Ambiente Existentes’, uma vez que nesta não existiram. Poupava-se nas fotocópias e podia ser que no final, houvesse algo para mais tarde recordar. Mas o que este Silva não suporta mesmo é a alvura dos dentes de Portas: fere-lhe os olhos! E este, só para o provocar, anda sempre de tacha arreganhada. Ele há gente muito má, na verdade, e então ministros, nem se fala!
Que tal Ministério do Ambiente, Cultura e Agricultura?
Seria ainda bastante melhor, na verdade. E penso que com um feixinho destes de 3 em 1, já seria possível ver-se alguma coisa. Não quer dizer que fosse algo que prestasse, mas alguma coisa haveria de sobrar. A designação poderia ser um pouco mais simplificada:
Ministério da Agri-Cultura.
Boa ideia. Com Pinto Ribeiro na lavoura e Jaime Silva a dizer que talvez “póssamos” fazer algo pela cultura. Hehe…
Dos 4,5 anos de Jaime Silva nada sobra de positivo, nem tem que sobrar: a agricultura deve ser feita pelos agricultores, e não pelo ministro.
Aliás, Portugal já quase não precisa de ministro da agricultura, dado que a política de agricultura e pescas é governada pela União Europeia. O ministro só coordena a aplicação ao caso específico português dos programas comunitários, impedindo, nomeadamente, que haja (como houve no passado) fraudes que possam dar nas vistas das autoridades europeias.
Tem toda a razão: nada sobra de positivo. Tinha de sobrar, sim, porque ninguém estava à espera que o ministro fosse tratar da horta, mas antes que fosse eficaz a ministrar.
Quanto a haver ou não ministro, há muito que me lembro de ter dito que, sem agricultura e sem pescas que o justifiquem, seria desnecessário. Como fica provado.
Finalmente, coordenar os programas e, sobretudo, cuidar da atribuição das verbas comunitárias que se desperdiçam constantemente já seria razoável. Mas nem isso, como toda a gente sabe.
Esta do ‘submarino amarelo’, sempre me fez lembrar aquela tirada excepcional do Solnado:
-‘O submarino? Sim, a cor não é feia, mas não flutua!’…
Quanto aos encomendados, tenho a impressão de que não são só amarelos: são em fundo azul e com umas setas e uma bola amarelas. Será o ouro sobre azul?
Cheira-me que vai haver muitos sorrisos amarelos não tarda nada. Sem fundo azul.
Que grande injustiça, João! Então não sobra aquela espiga de milho transgénico que ele trouxe lá de baixo, durante a manifestação dos Eufémios Verdes?
Vais ver que ele ainda a tem guardada numa gaveta lá do gabinete.
Se calhar até tem mesmo guardada. Para que “póssamos” recordar a tal manif.
Uma vez também lhe ouvi o póssamos. Será que repetiu? Balhamedeus!
:)))
Tanto faz. Supônhamos que foi só essa vez!
Está bem. Se é só um supônhamos.
Mas noutro dia ouvi alguém vip a dizer houveram casos. Apeteceu-me responder-lhe: Hádzir longe eheheeh
:)))))
“Houveram” são mais que muitos. Só no Telejornal de hoje… houveram vários.
Ultimamente não tenho “ouvisto” os telejornais.
:)))
Também não há muito a “resistar”.