Prosa incolor


João Carvalho,

Ainda na sequência dos livros apreendidos pela PSP em Braga, alguém escreveu agora (e muito bem) o seguinte: «Sucede que todo o barulho que se fez a este propósito contrasta com todo o barulho que não se fez quando, a 5 de Janeiro, um rapaz de 14 anos foi morto com um tiro na cabeça (…) por um agente da mesmíssima PSP.»

A mesma autora (porque de uma autora de trata) acrescentou ainda:

«O rapaz, Elson Sanches – ou Kuku – era negro, vivia num dos últimos "bairros de lata" do País e, afiançou-se (com base na informação policial), um delinquente.»*

Adivinham quem é a senhora que escreveu isto? Eu digo:

A senhora, Fernanda Câncio — ou f. — é branca, vive numa das primeiras urbes do País e, afiança-se (com base na informação possível), não distingue as pessoas pela cor da pele.*

 

* — Os itálicos são da minha responsabilidade.

12 comentários em “Prosa incolor”

    1. Resposta à primeira pergunta: não sei, Cristina, não estudei essa lição; por isso é que não me atreveria a dizê-lo, como não disse.
      Resposta à segunda pergunta: razões nenhumas, Cristina, mera fraqueza minha; prometo não voltar à carga.

  1. Parece-me que a senhora Fernanda fala para o ar para ver se algo cai. é a melhor forma de ter comentários no blog!

    Pena.
    Digo isto porque ao único comentário decente a esse texto, feito por um “Pedro” ela responde que afinal o rapaz NEGRO afinal é capaz de ser um delinquente mesmo!
    logo contradiz-se, logo não se afiança grande jornalista!

    Digo eu…

  2. Veja lá, João , um dia destes temos aqui uma cena de ciúmes? Que nome vamos dar depois a esse post , “faca e alguidar”? Eu também acho que me está a escapar alguma coisa…

  3. Segundo parece o tal rapaz era mesmo um delinquente, seja ele branco, negro ou cor-de-rosa. Como ele, existem aí tantos a lixar a vida ao pessoal que quer viver em paz.

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