«Cumprimentos lá em casa — à esposa, às suas filhas (…)»
(Jorge Gabriel a um concorrente, no Duelo Final, RTP-1)
50 comentários em “Quando o ‘esposo’ sai…”
Caro joão, não percebo a sua imbirração com os termos “esposo” e “esposa”. Estão ambos no dicionário e são sinónimos de “marido” e “mulher”, respectivamente, embora estes sejam mais correntes. É também verdade que o uso de “esposo/a” surge apra alguém “se dar ares”, mas isso não me parece motivo apra andar sempre a apontar o dedo a algo que está correcto.
Está correcto, não há nada a apontar. Os espanhóis usam ‘esposo’ e ‘esposa’, como ‘marido’ e ‘mulher’, e em Portugal é expressão usada há séculos sobretudo no norte do país e nas zonas mais fronteiriças.
Caro João, posso embirrar, não é verdade? Porém, do ponto de vista linguístico, estão alinhados para passar a português arcaico. Porquê? Porque, do ponto de vista social, há muito, muito (estou sempre a repetir-me) que são considerados de mau gosto e até de “deseducação” (e não de quem «se dá ares»). Já agora, se é de mau gosto utilizar o termo em relação a outrém, imagine-se em relação ao próprio cônjuge! E, contudo, é comum, facto que não impede que esteja fora de uso há décadas. Diz-se que a língua evolui conforme é falada. Sim e não. Este é um caso típico em que não evolui, porque seria o mesmo que considerar a subcultura como motor para andar para trás!
Quanto às razões para a embirração, há algo que não entendo. Se os termos são arcaicos e fora de uso há décadas, como é que é comum ouvir-se? Isso não é uma contradição?
Quanto à evolução da língua, esta evolui no sentido que evoluir. Isto pode soar óbvio, mas significa também que pode “andar para trás”. Note que se já não é usada há muito tempo e agora voltar a ser usada (seja lá porque carga de água) isso não significa que deixou de evoluir. Pelo contrário, voltou a evoluir, apenas voltou a um termo antigo. Tem isso alguma coisa de mal? Não. Pode haver gente que não goste do rumo? Claro que sim, o João é um exemplo. A mim, pessoalmente, não me faz diferença.
Já agora, o termo “mulher” não me agrada. É pessoal, também (embora eu acabe por o usar também, confesso). Soa-me a algo sexista por o termo “homem” naõ se referir ao marido. Chame-me esquisito ou pouco evoluído linguisticamente se quiser (estou a brincar, claro), mas é uma preferência.
Não há na sua observação qualquer contradição: o termo em causa não é um erro e até há muitos erros que são comuns e não é por isso que deixam de ser erros.
Sobre a evolução da língua, a sua observação é subjectiva, porque é de conteúdo teórico: não lhe ocorre (nem a mim) um único caso. Mesmo assim, mesmo possível teoricamente, uma coisa é certa: jamais uma língua evoluirá no sentido anti-social (por muito que a subcultura (no sentido suburbano e não só) insista.
Quanto à palavra “mulher”, não vejo o que possa ter de desagradável. Como tantas outras palavras, tem mais do que um significado. Quando referente ao cônjuge daquele a quem nos dirigimos por escrito, por exemplo, devemos usar inicial maiúscula, por deferência e conforme as regras da boa educação. Mas não vejo mesmo por que a palavra “mulher” se afigure imprópria ou desagradável (julgo que possa soar-lhe algo vulgar, não é?): se pararmos para pensar, “mulher” é uma bela palavra, porventura até extraordinariamente bela.
Finalmente, não sou eu que determino o que é de bom tom ou não. Limito-me a aceitar que vivemos em sociedade e que a vida tem regras (não só de boa educação e etiqueta).
João André, peço desculpa por em intrometer na sua conversa com o João Carvalho, mas não é a palavra mulher que é desagradável em si, mas sim o tom de quem a profere. E essa diferença significa tudo.
Se alguém me diz, “é a esposa do….” eu emendo imediatamente “sou a mulher”.
As coisas que se aprendem neste blog! Aqui para a minha zona usa-se bastante e não tem qualquer significado depreciativo, muito pelo contrário, até sinal de uma certa deferência. Como futura “esposa” (mulher casada com homem, se dou ares ou não, não sei), tentarei não usar mais a palavra, mas convenhamos, não é tarefa fácil.
Estamos sempre a aprender. Sinceramente perdi-me um bocado pelos comentários do arcaico e evolução da língua, mas dada a quantidade de pessoas que consideram que esposa é uma mulher casada, não será, antes, o outro conceito arcaico? Já agora, tenho uns poucos dicionários recentes que fazem referência a: 1.Mulher casada (com relação ao marido); 2. Noiva (depois dos esponsais); 3. A esposa de Jesus Cristo: a Igreja; 4. Esposa do Senhor: religiosa professa; freira. Nenhum deles me parece depreciativo, de qualquer forma agradeço, o vosso blog é muito instrutivo.
Nunca tive informação de que fosse depreciativo dizer “esposa”, Helena. É de muito mau gosto há muito tempo e foi só isso que eu disse.
No sentido bíblico, “esposa” pode ser mulher casada que permanece virgem.
Por mim, além de ser o modo socialmente correcto hoje em dia, até me agrada; marido e mulher agrada-me. Já marido e esposa desagrada-me; esposo e esposa (como era antigamente) ainda me desagrada mais.
Se outro dia tivemos quase um pequeno desaguisado à conta do anonimato, olhe que hoje estou a mil por cento consigo. A mim até se me reviram os olhos quando me falam em esposa, e não é uma questão de ser moderno ou antigo, tenho idade que baste, é porque sim.
Olá, Ariel! Não houve qualquer risco de desaguisado: apenas tentei explicar por que razão tinha importância para nós os comentadores terem nome. De resto, é raro mantermos conversa com um anónimo, como já deve ter reparado.
ProntoS . Já é a segunda vez (que eu tivesse dado conta) que se discute o assunto aqui! Eu também não gosto do termo esposa. Não por ser incorrecto, mas por uma questão de gosto. Foi caindo em desuso e tornou-se feio. Normalmente só é utilizado por quem quer prestar uma deferência e não sabe outra maneira (estes respeito-os) por quem julga que está a fazer um brilharete (dar ares) ou está distraído.
Mas, como criticar é fácil sugiro duas alternativas para a palavra:
1) A minha patroa (Esta ouvi-a a última vez na estação da Campanhã a um senhor que pediu dois bilhetes: Um p’ra mim e outro aqui p’rà minha patroa)
2) A minha senhora (que ouvi ao Luís Figo, na televisão, quando agradecia um prémio numa gala qualquer).
ProntoS . Aí vai o meu contributo construtivo para a discussão (assim tentei).
“Prontos”! E incorrecto precisamente por ter caído em desuso. Porém, quem usa o termo, um pouco por todo o País, julga realmente que está a fazer um brilharete.
Já “a minha patroa” creio que é mais nortenho. Também “a minha senhora”, talvez.
Acho que é a terceira vez que falamos disto. Não sei se será a última. Hehehe…
Eu não ligo a isso (esposa ou mulher), porque até penso que isso seja línguagem de “tia”, tal como encarnado e vermelho, prenda ou presente, mãe em vez de a minha mãe, etc. Cpts.
Não li os comentários todos, mas posso aqui deixar o meu testemunho de que também há a versão contrária: quem ache que usar “mulher” é de mau gosto por, eventualmente, revelar menor deferência, sentimento de posse, etc., etc. Sendo português correcto, não vejo razões para desaconselhar nem “mulher” nem “esposa”. Só faltava agora que fosse “de mau gosto” usar português correcto! O “mau gosto” é dado pelo tom e pelo contexto, e pode verificar-se com qualquer palavra.
Não ataco nem defendo, Tiago. É de mau gosto e é assim mesmo há muito, sem qualquer intervenção minha. Não se trata, pois, de versões ou do entendimento de cada um, mas de regras sociais. O bom gosto e o mau gosto existem. As regras também. É como, numa refeição, limpar a boca com o guardanapo antes de levar o copo à boca. Não é português incorrecto nem depende do tom ou do contexto. Não se faz, apenas.
Meu caro, julgo que tem consciência do absurdo da sua argumentação e da comparação a que recorreu. Agora pelos vistos há “português fashion”… 😉 Mas o assunto não merece que se perca tempo com ele.
Se é o marido a apresentar a mulher, sempre aprendi que deveria apresentar como mulher e não esposa. Precisamente porque tem intimidade suficiente para a apresentar desta forma (e presume-se que consumou o casamento :)). Se for alguém que não tem intimidade com ela e faz as honras da casa apresenta-a como esposa. Se esse alguém for amigo do casal, mulher. Mas isso vem de cada um suponho.
Começou por ser assim, há algumas gerações, com a queda da palavra “esposo” (o termo “esposa” permaneceu mais algum tempo). Mais tarde, a palavra “esposa” foi também socialmente banida, pelo que não depende de cada um. Mesmo ao mais alto nível, diz-se e escreve-se (por exemplo) «o Presidente da República e Mulher».
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Caro joão, não percebo a sua imbirração com os termos “esposo” e “esposa”. Estão ambos no dicionário e são sinónimos de “marido” e “mulher”, respectivamente, embora estes sejam mais correntes. É também verdade que o uso de “esposo/a” surge apra alguém “se dar ares”, mas isso não me parece motivo apra andar sempre a apontar o dedo a algo que está correcto.
Está correcto, não há nada a apontar. Os espanhóis usam ‘esposo’ e ‘esposa’, como ‘marido’ e ‘mulher’, e em Portugal é expressão usada há séculos sobretudo no norte do país e nas zonas mais fronteiriças.
Antes ou depois de 1640?…
Em Aljubarrota.
Ah!!!…
Caro João, posso embirrar, não é verdade?
Porém, do ponto de vista linguístico, estão alinhados para passar a português arcaico. Porquê? Porque, do ponto de vista social, há muito, muito (estou sempre a repetir-me) que são considerados de mau gosto e até de “deseducação” (e não de quem «se dá ares»).
Já agora, se é de mau gosto utilizar o termo em relação a outrém, imagine-se em relação ao próprio cônjuge! E, contudo, é comum, facto que não impede que esteja fora de uso há décadas.
Diz-se que a língua evolui conforme é falada. Sim e não. Este é um caso típico em que não evolui, porque seria o mesmo que considerar a subcultura como motor para andar para trás!
João, eu nunca escrevi que não podia embirrar.
Quanto às razões para a embirração, há algo que não entendo. Se os termos são arcaicos e fora de uso há décadas, como é que é comum ouvir-se? Isso não é uma contradição?
Quanto à evolução da língua, esta evolui no sentido que evoluir. Isto pode soar óbvio, mas significa também que pode “andar para trás”. Note que se já não é usada há muito tempo e agora voltar a ser usada (seja lá porque carga de água) isso não significa que deixou de evoluir. Pelo contrário, voltou a evoluir, apenas voltou a um termo antigo. Tem isso alguma coisa de mal? Não. Pode haver gente que não goste do rumo? Claro que sim, o João é um exemplo. A mim, pessoalmente, não me faz diferença.
Já agora, o termo “mulher” não me agrada. É pessoal, também (embora eu acabe por o usar também, confesso). Soa-me a algo sexista por o termo “homem” naõ se referir ao marido. Chame-me esquisito ou pouco evoluído linguisticamente se quiser (estou a brincar, claro), mas é uma preferência.
Não há na sua observação qualquer contradição: o termo em causa não é um erro e até há muitos erros que são comuns e não é por isso que deixam de ser erros.
Sobre a evolução da língua, a sua observação é subjectiva, porque é de conteúdo teórico: não lhe ocorre (nem a mim) um único caso. Mesmo assim, mesmo possível teoricamente, uma coisa é certa: jamais uma língua evoluirá no sentido anti-social (por muito que a subcultura (no sentido suburbano e não só) insista.
Quanto à palavra “mulher”, não vejo o que possa ter de desagradável. Como tantas outras palavras, tem mais do que um significado. Quando referente ao cônjuge daquele a quem nos dirigimos por escrito, por exemplo, devemos usar inicial maiúscula, por deferência e conforme as regras da boa educação. Mas não vejo mesmo por que a palavra “mulher” se afigure imprópria ou desagradável (julgo que possa soar-lhe algo vulgar, não é?): se pararmos para pensar, “mulher” é uma bela palavra, porventura até extraordinariamente bela.
Finalmente, não sou eu que determino o que é de bom tom ou não. Limito-me a aceitar que vivemos em sociedade e que a vida tem regras (não só de boa educação e etiqueta).
Abraço, João.
João André, peço desculpa por em intrometer na sua conversa com o João Carvalho, mas não é a palavra mulher que é desagradável em si, mas sim o tom de quem a profere. E essa diferença significa tudo.
Se alguém me diz, “é a esposa do….” eu emendo imediatamente “sou a mulher”.
De acordo.
As coisas que se aprendem neste blog! Aqui para a minha zona usa-se bastante e não tem qualquer significado depreciativo, muito pelo contrário, até sinal de uma certa deferência. Como futura “esposa” (mulher casada com homem, se dou ares ou não, não sei), tentarei não usar mais a palavra, mas convenhamos, não é tarefa fácil.
É por todo o País, Helena. Apenas é de muito mau gosto, mas é evidente que quem diz “esposa” até julga que presta homenagem.
Estamos sempre a aprender. Sinceramente perdi-me um bocado pelos comentários do arcaico e evolução da língua, mas dada a quantidade de pessoas que consideram que esposa é uma mulher casada, não será, antes, o outro conceito arcaico?
Já agora, tenho uns poucos dicionários recentes que fazem referência a: 1.Mulher casada (com relação ao marido); 2. Noiva (depois dos esponsais); 3. A esposa de Jesus Cristo: a Igreja; 4. Esposa do Senhor: religiosa professa; freira.
Nenhum deles me parece depreciativo, de qualquer forma agradeço, o vosso blog é muito instrutivo.
Nunca tive informação de que fosse depreciativo dizer “esposa”, Helena. É de muito mau gosto há muito tempo e foi só isso que eu disse.
No sentido bíblico, “esposa” pode ser mulher casada que permanece virgem.
Por mim, além de ser o modo socialmente correcto hoje em dia, até me agrada; marido e mulher agrada-me. Já marido e esposa desagrada-me; esposo e esposa (como era antigamente) ainda me desagrada mais.
Importante, importante, é que a Helena vai casar com um homem.
Se quisesse casar com uma mulher não podia. E, sim, é claro que é importante.
estou o mais possivel consigo nessa embirração, mas que esperava de um Jorge Gabriel?
Certo. Hehehe…
Se outro dia tivemos quase um pequeno desaguisado à conta do anonimato,
olhe que hoje estou a mil por cento consigo. A mim até se me reviram os olhos quando me falam em esposa, e não é uma questão de ser moderno ou antigo, tenho idade que baste, é porque sim.
Olá, Ariel! Não houve qualquer risco de desaguisado: apenas tentei explicar por que razão tinha importância para nós os comentadores terem nome. De resto, é raro mantermos conversa com um anónimo, como já deve ter reparado.
Gosto de ver a Ariel por cá. Ainda por cima com um ‘nick’ inspirado num dos mais belos livros do século XX.
… e um extraordinário detergente, ao que me dizem!
ProntoS . Já é a segunda vez (que eu tivesse dado conta) que se discute o assunto aqui! Eu também não gosto do termo esposa. Não por ser incorrecto, mas por uma questão de gosto. Foi caindo em desuso e tornou-se feio. Normalmente só é utilizado por quem quer prestar uma deferência e não sabe outra maneira (estes respeito-os) por quem julga que está a fazer um brilharete (dar ares) ou está distraído.
Mas, como criticar é fácil sugiro duas alternativas para a palavra:
1) A minha patroa (Esta ouvi-a a última vez na estação da Campanhã a um senhor que pediu dois bilhetes: Um p’ra mim e outro aqui p’rà minha patroa)
2) A minha senhora (que ouvi ao Luís Figo, na televisão, quando agradecia um prémio numa gala qualquer).
ProntoS . Aí vai o meu contributo construtivo para a discussão (assim tentei).
: ))))))))))
“Prontos”! E incorrecto precisamente por ter caído em desuso. Porém, quem usa o termo, um pouco por todo o País, julga realmente que está a fazer um brilharete.
Já “a minha patroa” creio que é mais nortenho. Também “a minha senhora”, talvez.
Acho que é a terceira vez que falamos disto. Não sei se será a última. Hehehe…
Já agora simplesmente ‘a minha’.
A minha concubina…
Ahahahahah, isso!
Tipo mulher porta-chaves!
Talvez, mas far-me-á sentir arlequim. Não é arlequim e ‘concubina’? Hehehe…
Hahahahahah, é!
E agora retiro-me, que já chegou o esposo e tenho de ir servir a ‘janta’!
Bom fim-de-semana, joão.
Bom fim-de-semana, patti.
A Columbina ficou aborrecida e o Pierrot está desconfiadíssimo! Susceptíveis !
Foi sem querer. Eu não sabia que o Pierrot andava com a Concubina…
ehehehe Sim! Esqueci-me dessa!
ahahah
:)))
Ai que saudades, que eu já tinha das suas ‘esposas’ todas!
Com efeito, já casei várias vezes!
sem efeito …
ehehehhe
Ando a pensar pedir a culpa em casamento. Coitada, toda a gente diz que vai morrer solteira…
eheheheh
Se assim for terei todo o gosto em comentar os posts da Dona CC (Culpa de Carvalho). Isto se a convidarem a escrever por aqui.
: ))))))
ehehehe Grande comentário patti!
: ))))
Então e “cumprimentos à sua bicicleta”, que tal?
Eu não ligo a isso (esposa ou mulher), porque até penso que isso seja línguagem de “tia”, tal como encarnado e vermelho, prenda ou presente, mãe em vez de a minha mãe, etc. Cpts.
Desculpe lá, mas que ligações mais estapafúrdias. Não só nada têm que ver com “esposa” ou “mulher”, como nada têm entre si.
Ok se você acha….você é que é o expert ;). Cpts.
Vá por mim, Maria. Nada tenho que me aproxime das “tias”, com as quais até embirro…
Não li os comentários todos, mas posso aqui deixar o meu testemunho de que também há a versão contrária: quem ache que usar “mulher” é de mau gosto por, eventualmente, revelar menor deferência, sentimento de posse, etc., etc. Sendo português correcto, não vejo razões para desaconselhar nem “mulher” nem “esposa”. Só faltava agora que fosse “de mau gosto” usar português correcto! O “mau gosto” é dado pelo tom e pelo contexto, e pode verificar-se com qualquer palavra.
Bom fim de semana!
Não ataco nem defendo, Tiago. É de mau gosto e é assim mesmo há muito, sem qualquer intervenção minha. Não se trata, pois, de versões ou do entendimento de cada um, mas de regras sociais. O bom gosto e o mau gosto existem. As regras também. É como, numa refeição, limpar a boca com o guardanapo antes de levar o copo à boca. Não é português incorrecto nem depende do tom ou do contexto. Não se faz, apenas.
Meu caro, julgo que tem consciência do absurdo da sua argumentação e da comparação a que recorreu. Agora pelos vistos há “português fashion”… 😉
Mas o assunto não merece que se perca tempo com ele.
Bom Domingo!
Absurdo, não é? Percebo o motivo pelo qual tanta gente nada sabe de comportamentos. Depois fazem as figuras tristes que se vêem…
Se é o marido a apresentar a mulher, sempre aprendi que deveria apresentar como mulher e não esposa. Precisamente porque tem intimidade suficiente para a apresentar desta forma (e presume-se que consumou o casamento :)). Se for alguém que não tem intimidade com ela e faz as honras da casa apresenta-a como esposa. Se esse alguém for amigo do casal, mulher. Mas isso vem de cada um suponho.
Começou por ser assim, há algumas gerações, com a queda da palavra “esposo” (o termo “esposa” permaneceu mais algum tempo).
Mais tarde, a palavra “esposa” foi também socialmente banida, pelo que não depende de cada um. Mesmo ao mais alto nível, diz-se e escreve-se (por exemplo) «o Presidente da República e Mulher».