Quantos deputados são precisos?


João Carvalho,

As faltas dos deputados às sessões parlamentares voltam a ser notícia. O grupo parlamentar do PSD, não sendo a maior representação, consegue ganhar em tudo: maior número de faltas no total e maior número de faltas injustificadas.

Sei que a redução do número de deputados à Assembleia da República tem o risco de reduzir a diversidade das representações parlamentares. Porém, quem falta não representa coisa alguma. Por isso, se não houver outra solução e se o tema das faltas volta à ordem do dia, talvez seja também de voltar a pôr em agenda o número de deputados de que o País precisa de facto…

15 comentários em “Quantos deputados são precisos?”

  1. O que era necessário era que esses Srs. Deputados fossem isentos e representassem verdadeiramente o povo que os elegeu.
    E não os lobbies dos futuros tachos!!!

    Só são necessários tantos se o seu voto passar a ser secreto!!!
    Da forma como está basta um representante de cada partido com uma cota de votos. Excepção ao Manuel Alegre que vota “alegremente” no que lhe dá na gana! Foi giro não foi?

    Abraço
    Tiago

    P.S. – vejam todos os escândalos destes Srs. aqui: http://democraciaemportugal.blogspot.com

    1. Se calhar, vale mesmo a pena repensar a chamada ‘disciplina de voto’: por um lado, parece que os deputados não têm consciência própria (terão mesmo todos?); por outro, a disciplina mais elementar, que é a representação de facto, está visto que não funciona…

  2. Cem (100) na Câmara baixa e mais cem (100) na Câmara alta. Uns, saídos da eleição da lista partidária e outros, pertencentes ao mundo sindical, patronal, científico/cultural. Enfim, em democracia e o que em Portugal exista de melhor para SERVIR. Único problema a colocar: isto significa o fim da república.

  3. Ora viva, caro JC! Aqui me tem, em jeito de ricochete (agora sou eu a comentadora e o meu amigo o postador). Para já, a dar-lhe os parabéns pela boa notícia da sua participação neste blogue, mas também, no futuro, a vigiar-lhe os passos na tal “geografia bairrista” com que ambos gostamos tanto de embirrar… 🙂
    Antes de mais, Bom Ano!

    1. Obrigado e bom 2009 para si também, Ana. É uma honra sentir-me vigiado por si. Esta semana estou um pouco arredio por razões profissionais, mas irei deitando um olho e escrevinhando à pressa sempre que se proporcionar. Por isso é que só lhe respondo agora.

    1. Mais vale tarde que nunca, meu caro. Esta semana tem sido complicada e peço-lje desculpa por isso. A resposta só posso dar-lje aqui, como calcula, pela sua entrada de comentários.

      Bela foto. Claro que só me detive no VW. Especialmente nos farolins traseiros do carro…

  4. Antes de mais, os meus parabéns pelo blog e um abraço de boa sorte a todos os “delituosos”…

    Pessoalmente considero que uma diminuição do número de deputados era essencial, mas não suficiente…

    Seria necessário uma reestruturação do sistema eleitoral que passaria, entre outros aspectos por:
    – eleições uninominais para os representantes distritais, possibilitando o surgimento de candidaturas independentes;
    – aumento do vencimento dos deputados;
    – eleição directa do elenco governativo (ou pelo menos, do primeiro-ministro);
    – Presidente da República, se realmente o entenderem como necessário, nomeado pela câmara de deputados (como referido em menor número)

    São algumas ideias…

    1. Obrigado, caro MAV, em nome dos Delinquentes. Quanto às ideias expostas, gostei da generalidade.

      A eleição directa do primeiro-ministro não sei se seria necessária, visto que os pretendentes ao cargo se apresentam nessa qualidade às Legislativas.

      Também a nomeação do Presidente pelos deputados poderia correr o risco de eles faltarem!

      Mas gostei das ideias, sim.

  5. Hum… para a “qualidade” e “utilidade” do trabalho produzido, que tal… nenhum? E ficava mais barato a todos nós…

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