A equipa de economistas reunida por Barack Obama acaba de revelar o estudo que concluiu: com a intenção já anunciada de cortes nos impostos e com a ajuda das verbas que Obama tem prometido disponibilizar, deverá ser possível ver criados 4,1 milhões de empregos nos EUA. Ou seja: um número bem acima dos três milhões de postos de trabalho que o próprio Obama diz serem necessários para ultrapassar a recessão.
A confirmar-se aquela análise e à margem da importância do resultado real para o mundo, Sócrates tem algumas coisas a aprender com Obama nesta matéria. Desde logo, que as promessas eleitorais sobre criação de emprego têm de ser fundamentadas por quem sabe do que fala, para depois poder acompanhar-se a realidade à medida que o tempo decorre. Porque isto de prometer 150 mil postos de trabalho para depois dizer que até rebentar a crise internacional já tinha gerado 130 mil é um dado que assenta em pouco mais do que fantasia. E escamotear entretanto a evolução do desemprego (dado também fantasioso por motivos conhecidos) é fazer batota.
Além disso, Sócrates pode aproveitar também a lição de transparência: o estudo daquela equipa, com 14 páginas e que inclui o cálculo das possíveis margens de erro, já está alocado na Internet. Através do acesso online, como se percebe, defensores e críticos estão na posse de um documento que sustentará as suas teses e darão clareza aos debates.
Ninguém pode adivinhar a qualidade da liderança que Obama vai assumir daqui a poucos dias, mas as primeiras marcas têm dado conta do estilo. Um estilo que deve interessar-nos, ao invés de continuarmos pegajosos nesta nossa política de melaço que nos atrai a debatezinhos estéreis e impede o País de descolar…

João Carvalho,
Não tens vergonha de pôr a nu publicamente toda a tua ignorância?
Os 130 mil são liquidos. Na verdade, criaram-se 320 mil empregos, só que entretanto também se perderam 190 mil. Percebeste?
És tu que tens vergonha, pelos vistos. E percebe-se porquê. Porreiro pá!
Megashira, vejo que tem andado a beber dos ensinamentos de Mestre Sócrates. Mas tenha cuidado com os excessos de zelo, que não costumam ser devidamente recompensados.
Quem avisa amigo é…