Não sabe? E quantos tempos tem um T? Também não? E acaso sabe dizer qual a diferença entre o mambo e o cha cha cha? Pois se não consegue responder a nada disto fique desde já ciente que caso frequentasse o 12º ano arriscar-se-ia a chumbar a… Educação Física.
Estas perguntas constam de um teste que foi feito há dias no Liceu Maria Amália, em Lisboa. As primeiras duas referem-se a aeróbica. A terceira é, naturalmente, sobre dança. Da matéria também fazem parte o corfebol, o futebol, e outras modalidades acabadas em ol, além do badmington e da ginástica. Entre os testes de Matemática e de Português os jovens têm, pois, que arranjar um tempinho para empinar as regras desta coisata toda.
Nem todas as escolas têm testes escritos nesta disciplina, por isso não deve haver consenso quanto à sua utilidade. Quem os faz diz que servem para dar uma oportunidade aos enfezaditos para melhorarem a nota, já que da avaliação constam provas físicas. Quem não tiver caparro ou, por exemplo, sofrer de asma, lixa-se. O que é, reconhecem professores e alunos, um bocado chato. Mas a injustiça faz parte da essência da vida e esta foi certamente a perspectiva filosófica de que partiu o MNE para um dia decretar que a Educação Física passaria a ter avaliação.

Não sei quantos tempos tem um A, nem quantos tempos tem um T. Mas sei a diferença entre o mambo e o cha cha cha, Teresa. Fiquei foi a pensar quantos tempos durará esta palhaçada.
Palhaçada. Aí está uma expressão que se aplica!
Não poderá resolver-se a coisa com 20 linhas numa folha A4 enviadas por fax a um domingo?
Eh!Eh! Eh!