Queiroz, brinca na areia


André Couto,

O Prof. Queiroz continua perdido sem saber o que faz à vida. O Conjunto Nacional consigo ao leme ainda não fez um jogo como deve ser, denunciando sempre uma tremenda falta de automatismos e fio de jogo, contrastando com o passado recente. Este facto já nos custou vergonhas históricas com os seis que "encaixámos" do Brasil.

Há pouco caiu-me tudo ao chão quando vi que, tendo hipótese de cimentar a equipa de sempre no próximo particular, se perdeu a convocar adolescentes imberbes como Orlando Sá e gente carente de experiência ao mais alto nível internacional como Daniel Fernandes, Eliseu e Gonçalo Brandão.

E eu que gostava tanto de conhecer a África do Sul. Só se for para ver Angola…

9 comentários em “Queiroz, brinca na areia”

  1. Tens toda a razão nas críticas que apontas ao “Professor Queiroz”, como algum do nosso mais reverente jornalismo gosta de lhe chamar, copiando para o futebol o mesmo género de vénias e salamaleques que também é feito na política.

    1. Não posso com esses discursos políticos onde as pessoas estão três horas a enumerar o presentes em mil floreados. Desde o Presidente, ao Director Desportivo, passando pelo Seccionista e terminando no Roupeiro… Isto numa analogia futebolística para não ferir susceptibilidades!

  2. Se há aspecto que um seleccionador não tem tempo para fazer é criar automatismos. Por uma razão simples: está com os jogadores todos 2 ou 3 dias de cada vez. É por estas e por outras que dá muito jeito a qualquer seleccionador ter uma equipa nacional que esteja a jogar muito bem (num clube há tempo para criar os ditos automatismos. Já agora dinâmicos porque os rígidos não interessam nem ao menino Jesus para jogar um jogo aberto como é o futebol) para, a partir dela, poder montar a selecção e “encaixar” as vedetas que andam por aí espalhadas a jogar em clubes muito distintos. Se pensarmos bem, o seleccionador que antecedeu Carlos Queirós, no Europeu de 2004, só quando se deixou de coisas e “aproveitou” a equipa que o Mourinho tinha andado a “treinar” bons automatismos é que ganhou os jogos!
    Bom, mas isto sou eu a falar…

    :))

    1. Tem toda a razão em qualquer das duas coisas que enunciou.
      No entanto permita-me que discorde apenas da conclusão da primeira. Se é verdade que o seleccionador não tem tempo para criar automatismos, também é verdade que deve aproveitar o pouco tempo que lhe conferem para isso, será sempre melhor que nada… É verdade que há poucos particulares, mas os que há que se aproveitem para isso.
      É isto que, a meu ver mal, não acontecerá no próximo particular.

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