Não há nada mais desinteressante e raro do que a felicidade feita de serenidade, solidez e candura que percebemos em certos casais de velhos que às vezes observamos na praia, entretidos um com o outro a fazer aquelas coisas que só as crianças e os velhos felizes sabem fazer. A outra, a dos balõezinhos de adrenalina, é um produto de contrafacção made in Taiwan.
Queriam o quê?
Teresa Ribeiro,


Aqueles dois nem me parecem (muito) velhos, nem se percebe o que estão a fazer, para além de olhar para o mar…
Felicidade feita de serenidade que muitos de nós ambicionamos, seja qual for a idade, Teresa…
Olá, Cristina! O problema da serenidade é que não é nada sexy :))
Pois não, Teresa,:), mas este é um dos casos em que cada um se sujeita ou não à ditadura apenas se quiser; afinal os humanos têm essa capacidade de escolha, do que é melhor para cada um de nós…
E por acaso olhar para o mar não é já fazer alguma coisa, ó anónimo? Por sinal bem boa!
Vê-se mesmo que não percebe nada de felicidade hand made…
Grande verdade, Teresa. Ninguém quer trocar os balõezinhos de adrenalina por serenidade, enquanto puder respirar à custa deles. A troca da pele de leopardo contrafeita pela genuína (mas sem graça) pele de coelho, parece-nos uma rendição e não uma conquista. Estranhas contradições humanas… 😉
“Parece-nos uma rendição e não uma conquista” – e é assim porque caímos noutro equívoco, o de confundir serenidade com chatice.
Exactamente, Teresa. Na verdade, a serenidade é que se conquista. E é cada vez mais difícil ser-se bem sucedido, neste mundo delrante. É preciso ser-se organizado e equilibrado, estar-se de bem com a vida, sentir-se que se está na posse do essencial e que tudo o que vai chegando a mais é uma dádiva.
“A serenidade é que se conquista”, nem mais João.
E porque temos medo de que a serenidade seja sinónimo de velhice, de aproximação ao fim. É o medo que gera o equívoco, Teresa. Sábia, mesmo, é a conjugação entre adrenalina e serenidade, descobrindo-lhes os tempos próprios e as alternâncias possíveis.
concordo consigo, a serenidade não conduz adrenalina , que é a mola da vida.
Júlia: a adrenalina não é tudo, na minha opinião. E tal como a Ana Vidal diz aqui em cima, não está vedada a quem tem a sorte de gozar a vida com serenidade. Com aquela serenidade que o João Carvalho tão bem soube descrever nesta caixa de comentários.
Teresa, adorei este post! É que, desinteressante ou não, adoro ver casais de velhos felizes. A sério!
Também eu, Once. Provam-nos que às vezes a felicidade é para sempre e não há nada mais inspirador do que isso.
A adrenalina aumentava com um jogo de voleibol bem disputado numa das redes que se vêem na fotografia.
E estar apenas ao lado da pessoa certa frente ao mar acaso não desperta a adrenalina? Ai não, que não desperta :)))
Eu cá já jogava uma partidita de voleibol com a pessoa certa.