As ambições do conde D. Henrique não se limitavam ao condado Portucalense
4 comentários em “Rapidinhas de História #58”
Já dizia o nosso Bardo que “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, e o casal pré-fundador foi-se adaptando às circunstâncias – tal como o filho faria, aliás, que remédio.
Se não tivesse sofrido aquele acidente no cerco a Badajoz, se calhar a Espanha, coitada, estaria como nós, eheheh.
Gostei. Venha o próximo episódio, a novela promete…
Para mim, tudo estava projetado desde o início. Com grandes cautelas.Vou tomar as suas palavras, “uma verdadeira bulha familiar”. E do anterior comentário: “Venha o próximo episódio, a novela promete…” Tal qual, verdade, mas era uma ‘cena’ para leonês e castelhano ver. Estes entretinham-se a ver que ninguém se entendia; a Cristina até contou o tempo que o conde D. Henrique viajava para França e lá ficava temporadas longe da mulher. Os vizinhos a ver como as modas paravam. O jogo servia para entreter os reinos vizinhos da bomba que quebrou o status quo com Afonso Henriques, a qual, por sinal, rebentou segunda vez quando Castela perdeu em Aljubarrota (depois de ter engolido o sapo com a bula papal do novo ‘rex’ português, e se viu obrigada a correr e ir pedir ajuda a Aragão, aó despertaram da novela.. ). Isto nunca lhes passou na cabeça durante a 1.ª dinastia. Cumprimentos deste seu leitor.
A maior parte das guerras medievais eram “bulhas familiares”. Basta pensar que os impérios, reinos e outros territórios eram património familiar transmitido por herança.
D. Henrique era genro do “imperador de toda a Hispânia”. No espaço de quatro anos (1105 a 1109), este imperador nomeou um filho ilegítimo seu herdeiro, perdeu o outro genro, perdeu o tal herdeiro e morreu ele próprio, deixando uma mulher como sua sucessora. Se isto não chegava para virar a cabeça de um conde medieval, único genro desse imperador que lhe sobreviveu, não sei o que chegaria. Enfim, ninharias, coisas às quais a nossa historiografia nunca deu grande importância, porque estava ocupada demais a criar uma lenda.
Tenho a impressão de que haveremos de ter ainda conversas muito interessantes, se o senhorsete tiver paciência para ir seguindo estas Rapidinhas 😉
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Já dizia o nosso Bardo que “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, e o casal pré-fundador foi-se adaptando às circunstâncias – tal como o filho faria, aliás, que remédio.
Se não tivesse sofrido aquele acidente no cerco a Badajoz, se calhar a Espanha, coitada, estaria como nós, eheheh.
Gostei. Venha o próximo episódio, a novela promete…
Vai ter mesmo contornos de novela, Zebra, uma verdadeira bulha familiar. Diz-se que D. Teresa era conflituosa, mas o marido não era melhor 😉
Para mim, tudo estava projetado desde o início. Com grandes cautelas.Vou tomar as suas palavras, “uma verdadeira bulha familiar”. E do anterior comentário: “Venha o próximo episódio, a novela promete…” Tal qual, verdade, mas era uma ‘cena’ para leonês e castelhano ver. Estes entretinham-se a ver que ninguém se entendia; a Cristina até contou o tempo que o conde D. Henrique viajava para França e lá ficava temporadas longe da mulher. Os vizinhos a ver como as modas paravam. O jogo servia para entreter os reinos vizinhos da bomba que quebrou o status quo com Afonso Henriques, a qual, por sinal, rebentou segunda vez quando Castela perdeu em Aljubarrota (depois de ter engolido o sapo com a bula papal do novo ‘rex’ português, e se viu obrigada a correr e ir pedir ajuda a Aragão, aó despertaram da novela.. ). Isto nunca lhes passou na cabeça durante a 1.ª dinastia. Cumprimentos deste seu leitor.
A maior parte das guerras medievais eram “bulhas familiares”. Basta pensar que os impérios, reinos e outros territórios eram património familiar transmitido por herança.
D. Henrique era genro do “imperador de toda a Hispânia”. No espaço de quatro anos (1105 a 1109), este imperador nomeou um filho ilegítimo seu herdeiro, perdeu o outro genro, perdeu o tal herdeiro e morreu ele próprio, deixando uma mulher como sua sucessora. Se isto não chegava para virar a cabeça de um conde medieval, único genro desse imperador que lhe sobreviveu, não sei o que chegaria. Enfim, ninharias, coisas às quais a nossa historiografia nunca deu grande importância, porque estava ocupada demais a criar uma lenda.
Tenho a impressão de que haveremos de ter ainda conversas muito interessantes, se o senhorsete tiver paciência para ir seguindo estas Rapidinhas 😉