Carlos Castro, cronista social amplamente conhecido, foi encontrado morto num quarto de hotel em Nova Iorque, onde se encontrava desde Dezembro último. Mesmo que de Carlos Castro só fosse conhecida a imagem das revistas cor-de-rosa e das aparições na televisão, a notícia deixou alguns de nós incomodados tanto pela violência do acto como pelos contornos e detalhes. Digo alguns de nós porque há uma outra parte de ‘gente’ que vai deixando rasto nos comentários das edições online dos jornais e que é absolutamente execrável. Pergunto-me que raio de gente é esta que invade o espaço que devia ser de liberdade responsável e partilha de opiniões para mostrar o que de pior um ser humano pode ter e destilar ódio ao seu semelhante, exibindo a sua homofobia e total ausência de respeito.
Rastejantes
Leonor Barros,

Muito bem, Leonor. E eu pergunto-me também como é que jornais responsáveis, e de referência, admitem ter nas suas edições em linha estas mensagens execráveis, que só deixam transparecer ódio vesgo e preconceito rasca.
Ainda não percebi como permitem, Pedro, infelizmente e por muito pouco anti-democrático que possa ser, acho que não deviam permitir comentários ou então fazer moderação e não deixar passar tudo o que fosse ofensas, xenofobia, discriminação, racismo e homofobia. Um nojo, um verdadeiro nojo. É claro que não é de agora e não foi apenas nesta situação que surgiu aquele tipo de comentários, tudo serve.
É lamentável, tens toda a razão.
Do piorio, Teresa.
Que horror, coitado do homem.
Horrível, António, mesmo que não se tivesse simpatia pelo Carlos Castro.
Nem se lembram que pode tocar nos seus. E toca, mas quando lhes acontece amansam.
Mas mesmo que não toque, a. marques, não é aceitável que se tenha aquele tipo de comportamento.
Claro que sim, mas quis destacar aberrante contraponto.
São o ovo da serpente, Leonor. Escroques.
O que me preocupa é que vêm de algum lado.
A devassa é sempre nojenta, seja ela de que tipo for. Cinzenta ou colorida.
É mesmo.
Muito bem lembrado, Leonor. Ninguém merece uma morte destas, goste-se ou não da pessoa. É vergonhoso o que se lê por aí de total falta de humanidade e de pudor perante uma tragédia como esta. E, o que é pior, vindo quase sempre dos que se julgam donos da moral.
Nem tinha particular simpatia pelo Carlos Castro mas acho tudo isto lamentável.
Tenho uma opinião dividida em relação a essa questão. Por um lado o respeito deveria imperar e tais opiniões deveriam ser censuradas. Por outro lado a ideia de censura faz-me comichão (e note-se que aquilo que é insultuoso para uns pode não o ser para outros).
No fim acho que estas caixas de comentários de jornais cumprem uma função higiénica: a de libertar parte da raiva contida. São uma espécie de vávula de segurança como nas panelas de pressão. Ou, pelo menos, podem sê-lo. É aquilo a que chamo a “terapia fórum TSF”…
A ideia de censura também me faz confusão mas continuo a achar inaceitável o teor de certos comentários, João. Embora alguns possam ser mais subjectivos, outros não oferecem dúvidas quanto à grosseria.