Escreveu aqui António Proa sobre «freguesias para o século XXI», para dizer que Lisboa precisa de uma «alteração da divisão administrativa» e que isso «pode e deve ser um caminho para a reaproximação entre quem é eleito e os respectivos eleitores». Em ano de eleições autárquicas, a opinião de Proa intriga-me: reaproximar os eleitos dos eleitores ao nível das juntas de freguesia, que representam a política de maior proximidade que temos? Ou há politiquice rasteira nisto, ou a coisa é totalmente irreflectida.
Que eu saiba, a maioria dos eleitos para as freguesias de todo o País (mesmo dentro da capital) é constituída pelo merceeiro do bairro, o dono do café da esquina, o caixa da agência bancária, o gerente da oficina de motociclos, o contabilista que nos ajuda a preencher o IRS, etc., que mais não são do que pessoas iguaizinhas aos eleitores — vizinhos muitas vezes. Estarão uns e outros assim tão separados? Quanto a mim, se estamos a falar do nível básico das freguesias, aproximar mais os eleitos dos eleitores só se for pô-los a dormir juntos…

Esse Proa não quer reaproximar coisa nenhuma. O que ele está interessado é em “reaproximar-se” das Juntas de Freguesia do PSD/Lisboa para as obrigar a financiar-lhe a edição de livros… Há Freguesias que já pagaram 20 mil euros por um livrito que devia ter estado cá fora no passado 7 de Fevereiro, dia em que as mesmas festejaram 50 anos de existência, e ainda estão à espera da “obra” do Proa…
Se é como o Anonimo nos diz a coisa é muito grave e merecia uma investigação do MP. Esse senhor já tem fama de ter feito muita porcaria, especialmente numa passagem muito triste pela CMLisboa e ainda quer “reaproximar-se” mais dos eleitores? Para quê? Realmente, só se for para fazer livros a martelo.
E será que a Freguesia onde a mulher dele é membro da Assembleia de Freguesia também terá encomendado um livro desses feitos em 3 semanas como li noutro blog?
Este Proa quer é sacar o dele à custa dos compadrios no PSD.
João:
Francamente, com os “casamentos” de toda a qualidade que agora para ai se anunciam, tudo me parece possível… e então se for com os 2 coelhos tirados da cartola do Louçã, ninguém sabe onde isto irá parar. Contudo, algo em que entre o merceeiro do bairro, o dono do café da esquina, o caixa da agência bancária, o gerente da oficina de motociclos e ainda o contabilista, cheira muito mais a um grande bacanal do que a uma relação séria entre um casal “moderno”.
Talvez modernices tipo ‘órgia’…
Exmo. Senhor,
Utilizo este meio por não dispor de outra forma de o contactar.
Tive conhecimento dos comentários aqui colocados e que são falsos, atentam contra o meu bom nome e por isso considero insultuosos.
Num blog com comentários moderados, com autores por quem, embora não conheça pessoalmente, tenho consideração, considero lamentável que publiquem comentários anónimos difamatórios.
Tenho todo o interesse em esclarecer o assunto, até porque, tanto quanto julgo saber, o autor deste post julga-se prejudicado pelo trabalho que me encontro a desenvolver e que está longe de corresponder à “história” que aqui é referida em comentários cobardes.
Quanto ao post que escreve terei gosto em replicar no blog onde escrevo normalmente pois gosto de um bom debate se desenvolvido numa base de boa fé.
Entretanto deixo o meu e-mail. Caso pretenda obter o meu esclarecimento sobre esta questão agradeço o envio também do seu. Como compreenderá não respondo a comentários anónimos.
antonio.proa@gmail.com
Tem toda a razão – e não tem.
1. Como autor deste ‘post’, não me sinto prejudicado por coisa alguma e muito menos pelo trabalho do visado, que não sei qual é e nem sequer me deixa curioso. Não faço a mais pequena ideia do que possa tê-lo levado a pensar que alguma vez na vida me senti prejudicado.
2. Concordo que há acima comentários que pisam a fronteira do aceitável. O respeito pelo princípio de tentar admitir comentários agradáveis e desagradáveis não deve abarcar intervenções anónimas que possam ferir o bom nome de quem quer que seja, pelo que a nossa moderação ficará mais atenta à chamada de atenção que aqui faz. E acredite que só não terá funcionado melhor por, pelos vistos, serem comentários que implicam algo que eu próprio desconheço.
Finalmente, como faço parte deste blogue, se clicar o meu nome na coluna dos autores ficará na posse do meu ‘e-mail’.
Não encontrei o endereço de E-mail no seu perfil.
Não entendo porquê.
jmmcc@portugalmail.pt
Verifico que foi abordado neste blogue algo de muito sério e lamentável. É pena, como diz António Proa, que tenham sido comentários anónimos.
Pois bem, como eu estou por dentro do que se passou com o senhor Proa relativamente a livros a editar para Juntas de Freguesia de Lisboa com executivos afectos ao PSD, então, que o senhor Proa esclareça os leitores deste prestigiado blogue do seguinte:
1. Tem ou não contactos estreitos com os presidentes das Juntas de Freguesia de Lisboa ou com membros dos respectivos executivos afectos ao PSD?
2. O senhor era ou não presidente de uma secção do PSD/Lisboa até à decisão que tomou em editar livros para as Juntas de Freguesia afectas ao PSD?
3. O senhor propôs ou não à Junta de Freguesia de Alvalade a edição de um livro comemorativo dos 50 anos de existência da Freguesia, depois de ter conhecimento que a Junta de Alvalade tinha aprovado a edição de uma revista para o mesmo efeito?
4. O senhor tem ou não a produção de um livro aprovada pela Junta de Freguesia de Alvalade, bem como de outras Juntas de Freguesia de Lisboa afectas ao PSD?
5. O senhor esteve ou não presente numa reunião na Junta de Freguesia de Alvalade onde propôs 19 mil euros para a feitura do livro, proposta essa que mereceu a discordância de um membro do executivo, o qual foi logo afastado dos pelouros que detinha?
Este senhor João Severino (que não conheço) insiste em colocar em causa o meu bom nome. Nunca se me dirigiu. E continua a fazer afirmações ou insinuações difamatórias.
Ao que julgo saber sente-se prejudicado pelo facto de eu estar a preparar um trabalho sobre a freguesia de Alvalade. Ao que julgo saber tem “relações estreitas” com um membro do executivo de Alvalade. Mas não vou entrar por aí. Não discuto as relações pessoais, profissionais ou outras.
Considero lamentável o comportamento que tem tido com as afirmações sistemáticas que pretendem associar-me a um comportamento menos ético. Tem feito chegar essas denúncias (ou alguém por si) a várias pessoas que, essas sim, de modo frontal, têm procurado que eu as esclareça.
Quanto às questões que coloca:
1. A insinuação de conluio é insultuosa. Fui autarca em Lisboa durante cerca de 20 anos (freguesia, assembleia municipal e câmara municipal). Conheço e tenho boas relações com a generalidade dos autarcas do PSD e de outros partidos. Conheço particularmente bem os da minha zona de residência à 40 anos!
2. Não! A decisão de fazer este trabalho para o qual fui convidado por uma editora foi anterior ao final do meu mandato como dirigente de uma estrutura local do PSD. Aproveito sugerir que não insista na teoria de que larguei o cargo para “sacar” dinheiro às juntas de freguesia. Por duas razões: primeiro não há qualquer incompatibilidade. Segundo deixei de ser presidente da Secção do PSD no final do mandato e não me recandidatei, entre outros motivos, por ter atingido o limite de mandatos estatutariamente previsto.
3. Não. Não propus nenhuma edição “depois de ter conhecimento que a Junta de Alvalade tinha aprovado a edição de uma revista para o mesmo efeito”. Propus antes de saber dessa edição. Soube depois que a revista seria coordenada por este senhor. Devo acrescentar que me foi transmitido por responsáveis da junta de freguesia que seriam ser edições complementares. Não conhecendo o projecto mas sendo uma “revista” não vejo como poderiam ser concorrentes. Ainda assim, se o fossem não deixaria de ser legítimo a sua apresentação. Mas nem foi o caso. A não edição da revista terá tido outras razões. Mas não comentarei.
4. Sim tenho. A referência novamente ao PSD tem uma clara intenção de deixar a imagem de compadrio. Mas vale a pena esclarecer: o trabalho que me encontro a desenvolver é sobre a comemoração dos 50 anos sobre a criação de freguesias. Ao todo são doze. Onze de presidência do PSD. É natural que os contactos sejam com presidentes do PSD.
5. Não comento reuniões privadas em que não me dei conta que este senhor estivesse presente. A justificação das decisões do executivo deverão ser dadas pelo próprio. Muito menos comento alegados afastamentos que aos próprios dizem respeito. Direi apenas que o que insinua é falso e já agora, o valor também está errado.
Por fim, agradeço que termine com esta campanha difamatória e insultuosa. Estou disponível para prestar todos os esclarecimentos desde que feitos de boa fé.
Admito que se sinta lesado pelo facto de julgar que o livro que estou a coordenar tenha prejudicado a viabilidade do seu projecto que não coloco em causa, até porque desconheço. Mas está enganado. O meu trabalho não é desenvolvido em função dos seus projectos e é tão legítimo quanto os seus. Em qualquer caso, o seu problema, se o tem, não é comigo. Não tenho nada que ver com a sua relação com a junta de freguesia ou com pessoas a ela ligadas. Agora não tem o direito de lançar suspeições sobre a minha conduta. Não me conhece. Não tem esse direito. Sustenta a sua argumentação em insinuações e relatos nada isentos. Isso é deplorável. Orgulho-me do meu comportamento, do meu percurso e do meu trabalho em Lisboa. Não tenho nada a esconder.
Gosto de Lisboa. Conheço a cidade. Acompanho há muito o seu desenvolvimento, habituei-me a estudar a sua história. Tenho procurado contribuír para o seu desenvolvimento. É isso que continuarei a fazer
Finalmente, devo um pedido de desculpas a este blog e aos seus leitores, mas compreenderão que não podia deixar de responder a questões que lesam o meu bom nome e que aqui foral lançadas. De longe prefiro debater factos. Acompanho este blog e continuarei a faze-lo, espero que de modo mais positivo.
Não precisa de se desculpar nem de ficar ressentido. O comentário a que se refere está identificado e agora respondeu, está respondido. Pela nossa parte, ponto final numa história que afinal existe, mas que não passa por nós e não deve interessar muito a quem nos visita.
Passando adiante, aqui também gostamos é de debater e, no caso, a famosa ‘reaproximação entre eleitos e eleitores’ parece (?) muito empolgante. No que lhe diz respeito, pelos vistos não precisa disso, a julgar pela sua afirmação: «Conheço particularmente bem os da minha zona de residência à 40 anos!» Ele à coisas…
Há muitas horas que enviei uma resposta detalhada ao senhor António Proa. Penso que por falha técnica o meu comentário não entrou no sistema. Lamento mas não tenho inspiração para repetir o seu conteúdo, até porque fiquei bastante incomodado com o facto.
Provei, ponto por ponto, que o senhor Proa deturpa factos e situações e nada esclarece.
Salientei ao senhor Proa que nunca movi qualquer campanha contra a sua pessoa e que muitos dos dados que referi foram-me transmitidos pelo próprio presidente da Junta de Freguesia de Alvalade, que me manifestou o seu desagrado por ser obrigado a mudar a aprovação de uma revista coordenada por mim para “o livro do Proa”. Se duvida, pode ouvir a gravação.
Manifestei-lhe igualmente que nunca me remeti ao anonimato para nada e por isso vim aqui dar a cara assim que li algo assinado por ele sobre o assunto em causa, e caso tivesse dúvidas sobre o meu carácter, que perguntasse à minha cunhada Natália Carrascalão, ex-deputada e ex-secretária da Mesa do Congresso do PSD.
Ainda me lembro que referi ao senhor Proa que ninguém acredita que no caso de as Juntas de Freguesia de Lisboa serem afectas ao PS, CDS, PCP e BE, que o senhor Proa seria o editor dos livros em causa.
E na longa resposta que escrevi recordo-me de ter terminado dizendo que não estou interessado em mais alguma vez pronunciar o nome do senhor Proa pela deplorável impressão com que fiquei depois de ter lido o que escreveu aqui, local onde pela primeira vez tinha visto algo escrito sobre o comportamento lamentável da Junta de Freguesia em conluio com o senhor Proa. Para este senhor, da minha parte: ponto final. Por estas e por outras é que o PSD está como está…
2ª VIA (Por engano enviei como Anónimo, o que nunca fui)
Caro António Proa:
Tal como diz, não devemos ser alvo de calúnias ou insinuações, especialmente de anónimos que não têm a coragem, de dar a cara e actuam pela calada, aí estamos perfeitamente de acordo.
Agora gostaria de esclarecer alguns pontos para que de uma vez por todas o assunto morra por aqui, independentemente de cada um poder agir conforme a sua consciência. Vamos a factos:
1)- Tomei conhecimento da feitura do livro de que é autor, já depois de ter sido aprovada a elaboração de uma revista comemorativa (Julho 2008) e com esse projecto a decorrer, havendo até entidades e pessoas contactadas para o efeito e a trabalhar no dito.
2)- Posso parecer ingénuo, mas reparei que após ter tomado conhecimento do seu projecto, por mera coincidência, espero eu, começaram os problemas com a edição da revista que até ai tinha a concordância de quem direito.
3)- Reparo que não vê incompatibilidades em que sendo Presidente da secção B do P.S.D. possa estar á frente de um projecto que envolve Juntas PSD, digamos assim, é pena que esse seu ponto de vista não seja extensível ás mesmas em que pelos vistos essa incompatibilidade existe,(vogais da Assembleia Freguesia) apesar de legalmente e após busca intensa não ter encontrado nada sobre o caso.
4)- Sem entrar em pormenores, que para os leitores deste blog não interessam, direi apenas que eu não sou assim tão transparente, que não tivesse notado a minha presença, porque se se recorda disse-lhe frontalmente a si que não concordava que a Junta aprovasse a elaboração do livro e expliquei quais os motivos, no sitio e altura certa.
5)- Tal como diz, está, ou foi alvo, de calúnias e insinuações, desde que se soube que iria ser o autor do livro, estou de acordo consigo, é pena que as mesmas tenham recaido sobre mim pouco tempo depois do tema “revista” ser tornado público pois como deve calcular ter a vida privada devassada e acusado de “interesse material” na mesma, seria a última coisa que esperava ouvir mas contra isso realmente não vi ninguém preocupado ou a tentar saber a verdade dos factos antes pelo contrário.
6)- Não sou defensor de ninguém, cada um responde pelos seus actos e afirmações, é triste e chocante ser acusado de algo que não se faz ou fez, mas em relação a este aspecto há quem decida, ainda estamos num Estado de Direito.
7)- Gostaria ainda de dizer a bem da verdade que nada me move contra si pessoalmente, aliás o nosso adversário politico é comum, apenas que a ética na politica deve e tem de ser igual para todos.
8)- Ter ideias diferentes ou pensamentos distintos julgo ser salutar é pena que nem todos pensem assim e que combatam essa forma de estar ou actuar da forma mais suez que há ou seja com o ataque pessoal.
Gosto da politica e felizmente não preciso dela para sobreviver, combato ideias e projectos não pessoas. Pelos vistos isto deve ser nos dias de hoje demasiado “romântico” mas foi desta maneira que me educaram e é assim que vejo as coisas, por isso me desiludo cada vez mais com a mesma(politica).
Carlos Dias Ferreira, membro efectivo do Executivo da Junta de Freguesia de Alvalade
Como já disse antes – e agora repito-o – é o ponto final neste blogue para uma história que não nos envolve.
Viremo-nos para o que nos interessa. E freguesias, com autárquicas à vista, interessa-nos muito.