Manuel Salgado, vereador do urbanismo de Lisboa, fez o mundo saber que o Qatar manifestou “receptividade positiva” à compra de terrenos em Lisboa proposta pela edilidade de que António Costa é Presidente. Menos mal. Imagine-se que a receptividade tinha sido negativa ou, por absurdo, neutra. De uma carga de trabalhos já ninguém nos livrava. A demonstrar, todavia, que uma desgraça nunca vem só, eis que o expedito jornalista que redigiu a notícia do Jornal de Negócios situou o receptivo e positivo Qatar nada mais, nada menos, que em África. E, como (bem se diz) não há duas sem três, Manuel Salgado revelou ainda que “foi efectivamente afirmado pelos responsáveis da empresa estatal que contactámos, que tinham interesse em investimentos que fossem emblemáticos aqui na zona ribeirinha de Lisboa”. Digo eu que o negócio tem pernas para andar, uma vez que o objectivo do vereador é vender pequenos terrenos nas zonas de Benfica e de Entrecampos. Essas mesmas pernas que a freguesia de Benfica vai ter que usar para se deslocar para junto do Tejo. Santa Maria de Belém, Alcântara e Prazeres que se ponham à tabela. Depois de tudo isto, temo que os países da Europa que a notícia afirma estarem a ser contactados pela autarquia com idêntico objectivo possam situar-se algures entre o México e o Chile. O leitor, ainda com a boca aberta de incontido espanto, pode apreciar tudo isto e muito mais rigorosamente aqui.


Ao menos não vai haver problemas para se encher Lisboa de mesquitas…
Sim, Sampy. Em Benfica, com os pés descalços dentro do rio.
Com a habilidade deste governo, aposto mais nos mosquitos…