Reflexão do dia


Pedro Correia,

«Condenar a invasão da Ucrânia, a barbárie em Gaza e a agressão americana na Venezuela não é um exercício de equivalência moral. Nem deve ser um exercício ideológico. É um imperativo de coerência. A lei não pode ser universal apenas quando convém. Se aceitarmos que a força define a justiça, então já não existe ordem internacional, apenas uma hierarquia armada.»

Manuel Serrano, no Expresso

20 comentários em “Reflexão do dia”

  1. Mas a “Lei ser universal” não é um crime, maior do que todos esses que este Serrano critica?

    Querer que a Lei seja universal e acima da vontade dos seres-humanos é um acto fascista e ditatorial, exercido por uma minoria de iluminados (quase sempre corruptos e avençados pelo Poder real) contra a Humanidade. Quem são esses iluminados que julgariam todos os seres-humanos, de acordo com a Lei Universal? Talvez os ‘Meninos de Deus’, ou outra seita qualquer.

    Para trafulhas, que atentam todos os dias contra a Liberdade e Singularidade do ser-humano, já chegam os que cá estão. Outro hitler?

    A “Lei ser universal” é um desígnio político e ideológica de quem quer dominar a Diferença e o Outro.

    1. A “lei universal” em questão é a defesa da soberania dos Estados ou da dignidade dos povos mais fracos da ganância dos mais fortes. Isso significa que tanto os americanos, como os russos ou os israelitas não poderiam fazer o que fazem, ou seja, o autor olha para ambos de igual modo. Se isto é errado para si então só comprova o que já lhe tinha dito, o problema para si não é um país invadir ou aniquilar outro mas sim qual o país que o faz. Se for um país ocidental ai Jesus, que vem aí o fim do mundo mas se dor uma Rússia, está tudo bem. Portanto, o crime para si, não se relaciona com o acto mas sim com o autor, ou seja, se for um americano é um bandido mas se for um russo a fazer exatamente o mesmo é um herói. Você não sabe o que é idoneidade, não sabe o que é vergonha na cara nem tão pouco sabe o que é humanismo mas apenas e só defesa canina e acéfala de ideologias acima de tudo e de todos. Você é um miserável faccioso, a fiel representação do que de pior existe por entre os homens!

      1. ” Isso significa que tanto os americanos, como os russos ou os israelitas não poderiam fazer o que fazem, ou seja, o autor olha para ambos de igual modo.”

        Não olha. Como aliás voce.
        Não percebeu a nova forma de guerra criada pela aliança terrorismo-jornalismo: Quanto menos me preocupar com os meus civis mais ganho.
        Israel investiu milhões em proteger o seus civis, os Palestinianos fizeram o contrário. Se Israel fizesse o mesmo que o Hamas faz teria tido dezenas de milhar de mortos.
        Ai voce já estaria calado.
        O que mostra o que voce e o jornalista acima são os incentivadores de bárbarie, pois não há precedente histórico para um lado colocar os seus civis em perigo de propósito. Tal só é possível com o jornalismo que temos.

  2. O mundo nunca funcionou verdadeiramente segundo a lei internacional, mas já esteve muito mais perto disso do que está na actualidade. Vivíamos nesses tempos num lugar melhor? Sem dúvida que sim, mas nem a mudança resultou das nossas acções, e refiro-me especificamente à Europa, nem fingirmos que nada mudou nos poderá ajudar a minimizar os riscos. Deixar que as nossas palavras e acções continuem agarradas a um mundo que já não existe, não nos ajudará a manter o que ainda temos e que, tanto quanto possível, deve ser preservado.
    O mundo nunca esteve resolvido e atravessamos tempos instáveis, mas no fim de contas os imigrantes continuam a procurar as democracias liberais e, quem tiver um bocadinho de mundo, pode não saber o que quer, mas sabe o que não quer. Depois da tempestade virá a bonança. O mundo ficará diferente mas o ser humano nunca deixará de preferir a liberdade.

    1. Os imigrantes vêm procurar o dinheiro, não a democracia. Se o ‘Ocidente’ não os tivesse roubado tanto, e assaltado como na Venezuela, talvez pudessem viver nas suas pátrias.

      1. Quando os portugueses chegaram ao Congo, os locais nem a roda conheciam. Dignos de dó, não eram os congoleses, mas os ignorantes que recorrem a esses argumentos.

        1. os locais nem a roda conheciam

          Os maias conheciam a roda, mas somente a usavam em brinquedos para crianças.

          O problema é que as rodas de nada servem se não houver estradas lisas onde elas possam rodar. E, na floresta tropical, que carateriza tanto a terra dos Maias como o Congo, manter estradas lisas é basicamente impossível.

          Portanto, não conhecer a roda não é defeito. É porque a roda não lhes servia mesmo para nada.

        2. dignos de dó ? os índios do amazonas também são dignos de dó ?
          os bosquímanos são dignos de dó? os humanos que não precisam de tralha para viver nem de explodir com o planeta são dignos de dó? não amam nem podem ser felizes? não riem?
          o etnocentrismo é forte .

          1. Entendeu o contrário daquilo que eu disse. Mas já vi que acha equivalentes as mutilações punitivas, os sacrifícios humanos e o canibalismo com a civilização ocidental. É um ponto de vista que só na civilização ocidental é possível defender sem atacar com graves problemas de saúde.

            1. A Marina entendeu o que é o ‘ser-humano’ — aquela fronteira de singularidade, idiossincrasia e liberdade — que ninguém respeita.

    2. Subscrevo integralmente o que o Paulo Sousa diz.

      Se queremos manter o que temos, e que – dêem lá as voltas que quiserem! -, é o que o mundo em geral quer ter, temos que estar preparados para nos livrarmos do acessório e concentrarmo-nos no essencial: a sua defesa. E internamente também, já agora.

  3. Boa noite
    … Sanções
    Pergunto:
    ao sr. Presidente do Conselho Europeu da UE
    à srª Presidente da Comissão Europeia da EU
    ao sr. Primeiro ministro do Reino Unido
    aos comentadores especialistas, principalmente sr. Rogeiro e José Milhazes
    a todos quantos nestes blogues do blog. Sapo estão sempre prontos a apoiar as sanções promovidas contra outros estados pelos EUA
    Que sanções contra os EUA pela invasão do Estado Soberano da Venezuela e pelo rapto do seu Presidente Nicolas Maduro?
    Zé Onofre

  4. Uma “lei universal” é a pulsão da ditadura, o sonho dos opressores. A esperma dos que anseiam subjugar e dominar os seres-humanos.
    Uma “lei universal” é o sonho dos comunismos e dos liberalismos, dos marxismos e dos adam’smith’ismos, a pedofilia dos padres e dos pastores universais.
    Um “lei universal” é a catequese do uno, o projecto ansiado por todos os unionismos e normalismos.
    Uma “lei universal” é impôr uma gramática à poesia. É decretar um estilo como sendo a Arte.
    Enfim, é um traque global. Um pivete moral.

  5. já não existe ordem internacional, apenas uma hierarquia armada

    Sempre assim foi. Sempre existiu uma hierarquia armada.
    No meio dessa hierarquia, Estados mais fracos (como Portugal) souberam sobreviver aliando-se a outros mais fortes (como a Inglaterra), ou jogando esses mais fortes uns contra os outros.
    Assim continuará a ser.
    A Europa não soube reconhecer a tempo que a sua aliança com os EUA já não era suficientemente vantajosa para os EUA. O que a Europa tinha a fazer era aliar-se (com cuidado, claro) à Rússia para procurar impedir a voracidade dos EUA. Não o fez, agora queixa-se. Vai perder a Gronelândia – com toda a justiça, aliás.

    1. Mas com toda a justiça porquê? Não me diga que também roubaram a Gronelândia à Rússia, ou que os russos também a venderam por um prato de lentilhas, como ao Alasca?

      São uns queixinhas, têm sempre um lamento qualquer engatilhado. Olha o Putin a telefonar ao sociopata americano a ganir: “Quiseram matar-me à dronada quando estava na cama!”, coitadinho… Nem eram precisas provas nem nada, para quê?, entre compinchas. E pensar que aquilo já andou a cavalo em pelota a exibir a brancura eslava, a velhice não perdoa mesmo. Ao menos isso.

      “Sempre assim foi. Sempre existiu uma hierarquia armada.”, e mais o etc. e tal por aí fora, não me levará o balio a mal, mas parece conversa de gorila, se os gorilas falassem, a explicar estratégias de sobrevivência simiescas: “Se tu me catares os piolhos, eu deixo-te esconderes-te atrás de mim; se também me assoares o ranho, podes comer a minha banana”.
      Ele há cada uma…

  6. Televisões tomem nota: Há um novo analista político na arena dos comentadores, de seu nome Balio. Portugal afinal não deveria ter-se aliado à UE, antes sim procurar refúgio num parceiro mais forte, como segundo balio diz ter sido prática corrente, e cair nos braços da Rússia, pátria madrinha dos países a necessitar de protecção. Depois desta tirada só me surge uma pergunta: Então essa medicação, falhou esta manhã?

  7. A diferença entre “talk the talk” e ” walk the walk”…( com perdão do “americanismo”…)-
    JSP

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