Hoje somos poupados aos politólogos e à sua enxurrada de lugares-comuns. Todos os anos devia haver pelo menos um dia assim.
Reflexão do dia
Patrícia Reis,
Hoje somos poupados aos politólogos e à sua enxurrada de lugares-comuns. Todos os anos devia haver pelo menos um dia assim.
Tens razão. Este ano (helas!), com um bocado de sorte, talvez sejam dois dias. Nem tric, nem nada.
Mas, como nos inter-relacionamos como se estivéssemos numa CERCI ou coisa parecida, somos exortados a votar, como se fossemos inimputáveis ou ” borders – line “…
Deveria ser pelo menos dois dias em cada campanha.
Poupados?! Levámos com esta anedota “Ao Presidente da República não compete interferir na vida político-partidária ou condicionar a livre escolha dos eleitores. Do primeiro ao último dia do meu mandato serei sempre Presidente de todos os Portugueses” do politólogo-mor.
Boa maloud!
Eu não fui poupado, Pedro. Tive a triste ideia de ir jantar aqui na Linha, perto de casa, a um resturante onde encontrei um desses politólogos que costumam estar de serviço em Carnaxide. Alto e bom som, para que toda a gente ouvisse, teve esta tirada para o dono do rstaurante:
– Votar eu? Nem pense. De eleições já me chega ter de ir à SIC comentar os resultados!
E provavemente receber o cheque , digo eu…
Safa!
Caro Pedro,
talvez por estar a estudar Ciência Política é que vou dizer o seguinte: a maior parte dos “politólogos” a que se refere não são politólogos. São comentadores políticos que apenas percebem de política pela experiência adquirida e pelas suas convicções. Politólogos são os que estudam a política, os fenómenos políticos. Eu, quando ouço chamar a Joaquim Aguiar, Luis Delgado ou outros que tais de “politólogos” dá-me comichão. Porque são apenas pessoas que estão lá para, como se diz em gíria, “botar faladura” ou “mandar uns bitaites”. Não é que eu seja contra os comentadores políticos. Longe disso. Acho que falam demais, isso sim. Por isso concordo inteiramente com o conteúdo do seu texto. Mas, por outro lado, não concordo que se atribua o rótulo de politólogo a tudo quanto fala sobre político.
Há uma diferença: os comentadores que falam de mais e os politólogos que falam para dentro, como António Costa Pinto. Se não fosse falar com as mãos todas, dificilmente se perceberia uma palavra. Assim também não se percebe, mas sabe-se que ele está a falar.
De acordo no que respeita ao Luís Delgado, que creio é jornalista.
Quanto ao Joaquim Aguiar, se não é, podia ensinar muitos que o são. Para quem estuda ciência política, como diz, falta-lhe capacidade de entender. É que está a falar de um dos mais lúcidos e esclarecidos comentadores políticos que temos. Não sei se ele é politólogo, nem sequer o conheço. Desculpe lá, e já agora… mude de curso. Há outros mais fáceis!
Obrigado
Esqueci-me de acrescentar o seguinte: vá ao site da wooks da Porto Editora e tem lá a biografia do Joaquim Aguiar, bem como os quatro livros que publicou sobre política. São baratos Compre pelo menos um e vai ver que aprende muito.
Tem ainda a vantagem de combater a sua iliteracia…
Tá a ver o que dá falar do que não sabe?
Obrigado e uma boa noite
E o Joaquim Aguiar fala para ele próprio, como de um onanista se tratasse e com a pseudo convicção de quem aplica os modelos matemáticos à política.
Um desconchavo total.