Reflexão do dia


Patrícia Reis,

Hoje somos poupados aos politólogos e à sua enxurrada de lugares-comuns. Todos os anos devia haver pelo menos um dia assim.

12 comentários em “Reflexão do dia”

  1. Mas, como nos inter-relacionamos como se estivéssemos numa CERCI ou coisa parecida, somos exortados a votar, como se fossemos inimputáveis ou ” borders – line “…

  2. Poupados?! Levámos com esta anedota “Ao Presidente da República não compete interferir na vida político-partidária ou condicionar a livre escolha dos eleitores. Do primeiro ao último dia do meu mandato serei sempre Presidente de todos os Portugueses” do politólogo-mor.

  3. Eu não fui poupado, Pedro. Tive a triste ideia de ir jantar aqui na Linha, perto de casa, a um resturante onde encontrei um desses politólogos que costumam estar de serviço em Carnaxide. Alto e bom som, para que toda a gente ouvisse, teve esta tirada para o dono do rstaurante:
    – Votar eu? Nem pense. De eleições já me chega ter de ir à SIC comentar os resultados!
    E provavemente receber o cheque , digo eu…

  4. Caro Pedro,

    talvez por estar a estudar Ciência Política é que vou dizer o seguinte: a maior parte dos “politólogos” a que se refere não são politólogos. São comentadores políticos que apenas percebem de política pela experiência adquirida e pelas suas convicções. Politólogos são os que estudam a política, os fenómenos políticos. Eu, quando ouço chamar a Joaquim Aguiar, Luis Delgado ou outros que tais de “politólogos” dá-me comichão. Porque são apenas pessoas que estão lá para, como se diz em gíria, “botar faladura” ou “mandar uns bitaites”. Não é que eu seja contra os comentadores políticos. Longe disso. Acho que falam demais, isso sim. Por isso concordo inteiramente com o conteúdo do seu texto. Mas, por outro lado, não concordo que se atribua o rótulo de politólogo a tudo quanto fala sobre político.

    1. Há uma diferença: os comentadores que falam de mais e os politólogos que falam para dentro, como António Costa Pinto. Se não fosse falar com as mãos todas, dificilmente se perceberia uma palavra. Assim também não se percebe, mas sabe-se que ele está a falar.

    2. De acordo no que respeita ao Luís Delgado, que creio é jornalista.
      Quanto ao Joaquim Aguiar, se não é, podia ensinar muitos que o são. Para quem estuda ciência política, como diz, falta-lhe capacidade de entender. É que está a falar de um dos mais lúcidos e esclarecidos comentadores políticos que temos. Não sei se ele é politólogo, nem sequer o conheço. Desculpe lá, e já agora… mude de curso. Há outros mais fáceis!
      Obrigado

    3. Esqueci-me de acrescentar o seguinte: vá ao site da wooks da Porto Editora e tem lá a biografia do Joaquim Aguiar, bem como os quatro livros que publicou sobre política. São baratos Compre pelo menos um e vai ver que aprende muito.
      Tem ainda a vantagem de combater a sua iliteracia…
      Tá a ver o que dá falar do que não sabe?
      Obrigado e uma boa noite

  5. E o Joaquim Aguiar fala para ele próprio, como de um onanista se tratasse e com a pseudo convicção de quem aplica os modelos matemáticos à política.
    Um desconchavo total.

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