Rendido repentinamente


João Carvalho,

O BPP constitui um quebra-cabeças que anda a tirar o sono a muita gente, quer a depositantes que lhe confiaram poupanças, quer ao governo, que não sabe como descalçar a bota que enfiou com a calçadeira que já perdeu.

No meio de todo o imbróglio, lembrei-me do antigo presidente do banco: João Rendeiro garantiu que ia fazer pagar caro aos que se atreveram a apontar o dedo à sua gestão. Entretanto, passou-se a falar claramente das fortes suspeitas de grandes irregularidades em operações da sua lavra. E o que é que tem acontecido? Rendeiro rendeu-se ao silêncio. Acho que faz bem.

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14 comentários em “Rendido repentinamente”

  1. RTP – Rádio e Televisão do PS (http://mudaportugal.blogspot.com/2009/05/rtp-radio-e-televisao-do-ps.html)

    Ontem à noite assisti a um programa interessante na RTP. O “Conversas com Mário Soares” trazia como convidados, Santiago Carrillo (ex-Secretário Geral do Partido Comunista Espanhol) e Raul Morodo (membro do PSOE e ex-embaixador de Espanha em Portugal).

    Os três falaram na luta dos seus partidos (todos de esquerda) contra os regimes de Franco e Salazar. Falaram muito da intervenção do PS e PC espanhol e português na construção da história europeia. Histórias curiosas que envolveram estas 3 personalidades e outras da mesma área política.

    Tudo normal, não fosse o cheiro a campanha eleitoral Socratiana, que este programa emanou e de como pareceu ser “ensaiado”. Santiago falou mal de Cunhal e distanciou-se do PCP. Os três falaram bem de Zapatero e Santiago disse até que a esquerda deve apoiar o PS de Zapatero. Insinuando que alguns comunistas devam apoiar Sócrates (numa tentativa de ir buscar votos do PCP para ao PS, nas eleições que se aproximam).

    Quiseram passar a ideia de que o PSD, o CDS, o PP Espanhol e outros, não tiveram um papel igualmente fundamental na democratização das sociedades portuguesa e espanhola. Como se não tivessem havido outras figuras (para além de Soares, Gonzalez, Carrillo) que lutaram contra o regime salazarista. Houve, e alguns desses fizeram-no “às claras”, pela frente, nos locais devidos, junto ao povo. Sem estarem escondidos ou “exilados” no luxo de Paris.

    É uma vergonha, que a RTP coloque um programa destes no ar. Onde está o “famoso” contraditório?

        1. Acho imperdoável que um ‘copy-paste’ não seja aproveitado para corrigir o português, Luís.

          Já agora, seria igualmente bom corrigir algumas ideias. Por exemplo: um programa de pura conversa não é suposto ser um debate; tão-pouco é uma notícia. Ou seja: não está imune à crítica, mas não requer qualquer contraditório. Quem é que lhe meteu isso na cabeça? A propósito: que raio é um contraditório “famoso”?

          1. Um programa de pura propaganda… isso sim!!

            Quando o programa de Marcelo Rebelo de Sousa requer um contraditório (programa de António Vitorino), porque é que o programa de Mário Soares não requer?

            O contraditório “famoso” é este mesmo… a partir do momento em que: para uma figura do norte ter um programa, outra do sul também tem de ter; para uma figura do FCP ter um programa, outra do SLB também tem de ter, etc, etc.

            O João não anda a dormir, pois não?

            1. Se é por mera teimosia, Luís, adormeço como uma pedra.
              Julguei que tinha sido claro: um programa critica-se, mas não se exige dele o que não é exigível. Marcelo não tem contraditório em Vitorino; quando muito, tem contraponto (se é que tem), por ser a televisão pública. Soares precisava de contraponto? Pode ser que sim. Mas são coisas distintas. E eu não sou propriamente conhecido como ‘soarista’.

  2. Não dizem que o silêncio é de ouro? O ouro não vale muitos euros? Não é disso que ele gosta? Isto anda tudo ligado.
    E a lata de vir apresentar um livro de exaltação pessoal já depois de estar tudo a estalar à sua volta. Haja paciência, não só para aguentar as tropelias mas, sobretudo, para aguentar a pretensão que é imaginarem que somos todos tontos. Seremos um pouco, mas nem tanto!
    Bahhhh para Rendeiros e quejandos.

  3. Além de se ter rendido ao silêncio, Rendeiro também já não usa aqueles “punhos de renda” de há alguns meses atrás. As rendas e os rendeiros estão a passar por um mau bocado.

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