Durante o seu mandato à frente da Autoridade da Concorrência, Abel Mateus prestigiou a regulação. A não renovação do seu mandato causou, por isso, alguma perplexidade.
Hoje, lendo a entrevista que deu ao “Público” fica a perceber-se melhor a razão de ter sido chutado para canto. Chamo especial atenção para o que ele diz acerca da construção do novo aeroporto e de outros grandes projectos de obras públicas.
Abel Mateus incomodava muita gente mas, pela frontalidade que lhe conheço, acredito que irá incomodar muitos mais quando lançar o seu livro onde explica as causas da crise financeira e a sua relação com a “falência maciça da regulação”.
* Não tenho comissão, nem sou parte interessada

O ‘link’ está em dois ‘posts’ mais abaixo («Verdades inconvenientes» 1 e 2).
Obrigado, João! Quando escrevi o post já lá não estava e nem me lembrei dos posts que já tinha lido e até comentado o da Teresa. Um tipo vai para velho e acontecem-lhe estas coisas…
A idade não perdoa. Sei como é…
Interrogo-me para que temos autoridades, e perdoem-me a expressão que vou usar, a dar com pau se a sua acção é … nula, ineficaz ou nenhuma?
Aliás, a maior parte das mesmas (ANACOM’s, ERSE’s e afins) mais parecem estar ao lado dos filibusteiros que nos saqueiam …
Vi referência à entrevista na SIC Notícias e do que vi, gostei.
Quando a ERSE foi criada, era uma instituição muitas vezes citada, a nível europeu, como um bom exemplo de regulação.
E o mesmo se pode dizer da AAC e da AACS. Depois… aconteceu o que todos sabemos e a regulação passou a ser (quase) inexistente.