«O reforço policial vai manter-se no bairro da Bela Vista até ser necessário.»
(Repórter no «Telejornal», RTP-1)
13 comentários em “Sai quando for necessário ficar???”
Dá-me a sensação que o autor gostaria mais do contrário. >Que ficassem quando era necessário sair. MANTER A POLÍCIA PARA MOSTRAR QUE HÁ FORÇA NA VIA PÚBLICA… Ainda me lembro dos tempos em que era assim…
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João Carvalho, <BR class=incorrect name="incorrect" <a>temtoda</A> a razão. <BR>Li mal o texto. <BR>Não tenho problema algum em afirmá-lo. <BR>Sabe, ao fim de ler tanto blog, às vezes escapa. <BR>Nunca lhe sucedeu ? <BR>Pronto, já fiquei ( à maneira do Público) DESbaralhado . <BR>Saudações.
Não! a polícia para ficar enquanto necessária não mais poderia sair do bairro e deveria patrulhar porta a porta a qualquer hora do dia ou da noite para por na ordem as várias anomalias que lá se verificam: barulhos vários em horas inadequadas e que incomodam quem está doente ou tem que trabalhar(música em altos berros, obras em casa, algazarra de gente que devem dormir de dia porque não trabalham, etc… ); arrombamentos de casas na ausência dos seus moradores sem qualquer problema com barulho que isso possa provocar porque ali ninguém vê ou houve nada por medo de represálias (o crime é quem mais manda no bairro); passagens a alta velocidade de motos e carros (muitos deles que obviamente roubados). Uma fiscalização sistemática aos condutores desses carros deveria ser feita para acabar com o hábito. Muito mais se poderia dizer, mas, como vê há muito por fazer… (Estes problemas são comuns a muitos dos bairros sociais.
Só respondi à afirmação de que “a polícia fica enquanto necessária”. Se a polícia fica enquanto for necessária então ela não poderá mais sair.
(Vou explicar agora em termos médicos, para variar, que se aplicam também aqui)
O “cancro” que mina o bairro é grave e está em estado avançado, só se poderá esperar uma cura com uma “intervenção cirúgica muito difícil e demorada”; não basta “uma sessão de quimioterapia e pronto”. Mas será que as autoridades deste país (Governantes, entenda-se) querem mesmo curar o doente ou preferem deixá-lo morrer? Só que a doença vai afectar (já está a acontecer) outros orgãos, pondo em risco a sobrevivência do SER.
Vou explicar agora em termos linguísticos. Para si, «a polícia fica enquanto necessária». Foi isso que leu? A frase do repórter que reproduzi no ‘post’ trocou o “enquanto” por “até”. Pode ir ler outra vez.
«a polícia fica ATÉ ser necessária»: i.e. fica presente indefinidamente ATÉ (amanhã, à próxima semana, ao mês ou ano que vem), até que seja necessária. A POLÍCIA VAI PERMANECER NAQUELE BAIRRO. Não acredito que seja viável. Logo que a coisa esfrie a polícia irá embora e tudo volta ao mesmo. Pelo menos, os reincidentes deveriam ficar presos a aguardar julgamento e pronto: evitavam-se os problemas e até saía mais barato ao orçamento: quanto custa manter em liberdade esta gente? são sempre os mesmos: assalto, assalto…, captura, ida ao juiz, saída em liberdade a aguardar julgamento que nunca mais chega (e o ciclo recomeça indefinidamente com novos assaltos, capturas, idas a Tribunal e daí para casa…) e se um dia a condenação estiver para se efectivar será a hora para desaparecer.
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Dá-me a sensação que o autor gostaria mais do contrário. >Que ficassem quando era necessário sair.
MANTER A POLÍCIA PARA MOSTRAR QUE HÁ FORÇA NA VIA PÚBLICA…
Ainda me lembro dos tempos em que era assim…
bem observado.
🙂
Pois é, os atés e os enquantos andam ligeiramente baralhados… 🙂
Sem dúvida. Enfim… se fosse a única baralhada linguística…
Mais acima, o comentador M.Coelho também anda baralhado…
🙂
João Carvalho,
Certo.
Abraço.
Não! a polícia para ficar enquanto necessária não mais poderia sair do bairro e deveria patrulhar porta a porta a qualquer hora do dia ou da noite para por na ordem as várias anomalias que lá se verificam: barulhos vários em horas inadequadas e que incomodam quem está doente ou tem que trabalhar(música em altos berros, obras em casa, algazarra de gente que devem dormir de dia porque não trabalham, etc… ); arrombamentos de casas na ausência dos seus moradores sem qualquer problema com barulho que isso possa provocar porque ali ninguém vê ou houve nada por medo de represálias (o crime é quem mais manda no bairro); passagens a alta velocidade de motos e carros (muitos deles que obviamente roubados). Uma fiscalização sistemática aos condutores desses carros deveria ser feita para acabar com o hábito. Muito mais se poderia dizer, mas, como vê há muito por fazer… (Estes problemas são comuns a muitos dos bairros sociais.
Certamente que deve haver muito por fazer. Mas a que propósito vem isso?
Só respondi à afirmação de que “a polícia fica enquanto necessária”. Se a polícia fica enquanto for necessária então ela não poderá mais sair.
(Vou explicar agora em termos médicos, para variar, que se aplicam também aqui)
O “cancro” que mina o bairro é grave e está em estado avançado, só se poderá esperar uma cura com uma “intervenção cirúgica muito difícil e demorada”; não basta “uma sessão de quimioterapia e pronto”. Mas será que as autoridades deste país (Governantes, entenda-se) querem mesmo curar o doente ou preferem deixá-lo morrer? Só que a doença vai afectar (já está a acontecer) outros orgãos, pondo em risco a sobrevivência do SER.
Vou explicar agora em termos linguísticos.
Para si, «a polícia fica enquanto necessária». Foi isso que leu? A frase do repórter que reproduzi no ‘post’ trocou o “enquanto” por “até”. Pode ir ler outra vez.
«a polícia fica ATÉ ser necessária»: i.e. fica presente indefinidamente ATÉ (amanhã, à próxima semana, ao mês ou ano que vem), até que seja necessária. A POLÍCIA VAI PERMANECER NAQUELE BAIRRO.
Não acredito que seja viável. Logo que a coisa esfrie a polícia irá embora e tudo volta ao mesmo. Pelo menos, os reincidentes deveriam ficar presos a aguardar julgamento e pronto: evitavam-se os problemas e até saía mais barato ao orçamento: quanto custa manter em liberdade esta gente? são sempre os mesmos: assalto, assalto…, captura, ida ao juiz, saída em liberdade a aguardar julgamento que nunca mais chega (e o ciclo recomeça indefinidamente com novos assaltos, capturas, idas a Tribunal e daí para casa…) e se um dia a condenação estiver para se efectivar será a hora para desaparecer.