Acabo de ouvir, na SIC Notícias, o pai do Serviço Nacional de Saúde, António Arnaut, criticar a ‘reforma da saúde’ posta em prática pelo Governo Sócrates. Fundador do PS em 1973, socialista dos quatros costados, homem sem medos, Arnaut falou claro: se ele fosse hoje ministro da Saúde (como foi nos anos 70), não teria fechado duas maternidades: a de Mirandela e a de Elvas. Esta última "por uma questão de dignidade nacional": o Estado português não deve mandar cidadãs nacionais terem filhos em Badajoz. Manuel Alegre já tinha dito isto, logo na altura, mas gostei de saber que Arnaut pensa o mesmo. Afinal, como sublinhou, uma reforma da saúde "não pode ser feita a régua e esquadro". Parece de elementar bom senso, não parece? Infelizmente, nos dias que correm, esta é uma das qualidades que mais falta na política. Tanto no Governo como numa certa oposição.
Saúde: o que diz Arnaut
Patrícia Reis,
