Pedro Picoito, em reacção ao meu breve comentário, informa-me que não estou na posse de todos os factos e que disse o que tinha a dizer em "sede própria", i.e. no âmbito do IFSC. Como julgo que ele não faz parte dos órgãos de gestão do IFSC, por sede própria imagino — porventura, erradamente — que se refere a umas reuniões sectoriais em que terá participado e/ou em conversas informais com Alexandre Relvas. Como ele diz — e bem — não sei nem tenho de saber. O que sei — e basta consultar os arquivos do Cachimbo — é que Pedro Picoito foi selectivo no que guardou para a sede própria e no que optou por partilhar no espaço público. Ora, é esta incoerência que lhe aponto. Às segundas, quartas e sextas foi um institucionalista. Às terças, quintas e sábados o institucionalista deu lugar a alguém que mandava a sede própria às urtigas.
Note-se que não me choca que — por motivos de lealdade e algum constrangimento inevitável — Pedro Picoito se abstivesse de expressar publicamente as suas divergências em relação à direcção de Manuela Ferreira Leite. O que me desagrada — e isto vale o que vale — é que quem manteve um silêncio estratégico durante ano e meio — descontadas as tais intervenções em sede própria — venha agora pelo meio dos pingos de chuva dar sinais de uma clarividência a posteriori que no momento certo não quis expressar no espaço público. Para rematar também com bola, prognósticos no final do jogo é fácil. Difícil é assumir os custos da divergência e remar contra a maré.
P.S. — Sobre as minhas críticas reiteradas à direcção de Manuela Ferreira Leite, dispenso que me apontem o dedo, sobretudo aqueles que não têm legitimidade para o fazer, como é o caso do Pedro Picoito, também ele, em devido tempo, um crítico feroz de Luís Filipe Menezes. Com ou sem sede própria.

E ao domingo o que será o Pedro Picoito ?
Cumprimentos
A esquizofrenia ganha eleições?
Eh, eh, eh, vou fazer um charuto e já volto 😉