Há uns tempos António Costa lembrou-nos a todos que palavra dada deve ser palavra honrada. Foi provavelmente com essa sua máxima de vida em mente que prometeu ao país que parte dos problemas do SNS estariam resolvidos a partir de Segunda-Feira. Pelos vistos o plano já está em marcha. Não é propriamente inovador, pois parece ser idêntico ao usado durante a pandemia, mas pelo menos está a honrar a palavra.
Se não for na próxima Segunda-Feira, será numa dessas Segundas-feiras da nossa vida.

Pois, foi pena não ter feito como o Santana Lopes quando disse que íamos ter a feira popular resolvida em 2005. Assim não havia forma de escapar à palavra honrada.
Se não tem mais nada que fazer que comentários patetas uns atrás dos outros vá dormir uma soneca.
Só lhe desejo que não vá parar a um hospital publico um dia destes, convencido como está que o seu seguro de saúde lhe resolve tudo talvez se lixe.
Eu tenho um seguro de saúde do caraças e não tive outra alternativa senão ír lá parar com um familiar próximo, pelos vistos V. não sabe que o INEM não o leva para a clínica da sua preferência e nem sempre dá para esperar pela solução ideal.
Boa sorte quando fôr a sua vez.
Se você costuma ler os meus comentários patetas, então já deve ter lido que eu tive um ataque cardíaco ( enfarte agudo do miocárdio) em 2019, uns meses antes do histerismo covid, e fui operado em Santa Maria.
Como vê estou perfeitamente à vontade para falar do SNS e da diferença que existe entre o público e o privado.
Acho estranho é que você com tanta coisa para fazer esteja aqui a ler os meus comentários patetas.
A questão da feira popular de Lisboa é então comparável com a derrocada evidente do SNS. Certo, Portugal é Lisboa e o resto é paisagem.
E Lisboa é o que se vê…
Mas qual derrocada do SNS?
Não me diga que é novidade para si as urgências dos hospitais, em determinadas alturas, estarem a rebentar pelas costuras?
Não me diga que é novidade para si bebés nascerem dentro de ambulâncias?
Já reparou que esta luta é parecida com a luta dos colégios particulares.
Existe um pseudo caos no SNS pura e simplesmente porque acabaram as PPP’s é tão simples quanto isso.
Eu sei que não é fácil analisar com seriedade quando sofremos do efeito de halo mas se puser o partido de lado, vai ver que consegue.
Meu caro Carlos, então o caos é meramente “pseudo” (ao menos infere-se do que escreve que o fim das PPPs na saúde – estas, as boas, que as danosas parecem prosseguir pacatamente – é um caso sério de irresponsabilidade e inimputabilidade governamental). Seja, então. Eu com pai, mãe, sogro e sogra octogenários (já não falo de mim, de minha mulher e filhos) penso, e sei de experiência, de forma diversa.
Mas isso será coisa minha, decerto perigoso neo-liberal e populista que serei.
Vamo-nos encontrando e lendo por aqui.
Tem razão quando refere que as urgências fechadas e nascimentos em ambulâncias não são novidade. São ciclos que se vão repetindo conforme o interesse da CS. Em breve outro tema dominará, provavelmente serão os fogos. No entanto, nos últimos 6 anos os profissionais da saúde passaram para as 35h e há menos portugueses com médico de família, talvez não chegue para tamanho alarido, mas que a coisa está pior, lá isso está.
“Novidade” foi o governo de António Costa ter aprovado só esta semana o Estatuto do Serviço Nacional de Saúde ao fim de quase sete anos de estar em funções.
Um governo que confessa sentir “paixão” pelo SNS. Que faria se tivesse ódio, em vez de paixão…
Tudo na mesma semana em que Portugal volta a ser notícia pelos piores motivos na saúde. Somos agora o terceiro país da Europa com mais óbitos pelo coronavírus por milhão de habitantes – apenas atrás de Malta e Grécia.
Temos sete vezes mais mortes do que há um ano.
Óbitos na última semana de Junho de 2021: 18.
Óbitos nas quatro semanas de Junho de 2022: 256, 239, 146, 123.
Perante o silêncio total da senhora directora-geral da Saúde – e, diga-se, também perante o alheamento quase total dos meios de informação.
A culpa deve ser do Cavaco. E do Santana. E, claro, do Passos.
Ainda bem que você fala na covid, não acha estranho termos estado em primeiro lugar na vacinação e sermos agora o terceiro em número de óbitos? E também não acha estranho termos estado em primeiro lugar na vacinação e estar também agora em primeiro por infecção por monkeypox?
Há muita história mal contada e muitos interesses por detrás que infelizmente só iremos saber com o tempo. Tal como nos colégios particulares só passado um tempo é que soubemos as mordomias que o Estado pagava.
Não gosto de tirar conclusões precipitadas principalmente quando não há bons exemplos anteriores para comparar.
Agora o Delito de Opinião é ser porta voz do Montenegro?
Qualquer dia o homem aparece a dizer que alguém anda a falar por ele sem autorização.
Excepto no Comunicado do PSD sobre a morte de dos Santos por não falar em ditador comunista.
Chegou cá agora o bravo anónimo !
Logo se vê que Portugal é um país falido, tal como uma empresa com o garrote dos fornecedores segue uma estratégia de curto prazo a ver se tem sorte.
Planeamento não existe, método muito menos, restam umas piruetas (empurrar para frente) a que chamam de estratégia ou na novilíngua contingência.
Que eu saiba o Cavaco esteve lá 10 anos e também não publicou o Estatuto do SNS.
A derrocada do SNS ?
Como é que é essa? Passamos a pagar quando formos ao C. Saúde ou a um Hospital?
Porra, temos os baixos salários para chatear os gajos e vem com essa do SNS.
Parece o outro a falar em pintelhos.
Aprecio a sofisticação formal (a substantiva escapou-me, sem dúvida por minha inépcia) do seu comentário. Duas grosserias em tão breve texto.
Edificante
O que Costa não disse é que iria resolver “parte dos problemas” criando outros problemas ainda maiores.
Faltou foi esclarecer a que parte se estava a referir.
Querem socialismo?. Votaram neles?. Aturem-nos.
Mente tanto que quando fala tudo parece verdade. A mim nunca me enganou. Só banha da cobra.