É curioso que logo a seguir às polémicas declarações do presidente da Associação de Bancos e à entrada em vigor das novas regras de crédito à habitação seja publicado este texto no Diário de Notícias, a retomar uma velha "guerra" por causa das taxas – que os portugueses ainda não pagam – do Multibanco. Pela oportunidade, se não foi encomendado podia ter sido.
Será encomenda?
Sérgio de Almeida Correia,

Pois, a mim também parece um texto encomendado. A questão nunca será pacifica. Não sei como é a orgização do MB nos outros países europeus.
Mas sei que em Portugal o efeito MB foi, um dos principais factores de redução dos custos dos bancos.
Sei também que nas operações comerciais, comprar, etc., s SIBS já cobra uma percentagem a um dos lados, neste caso a quem possui o meio de recebimento por ATM.
E parece-me também que não se está a falar em dividor os custos entre quem paga e quem recebe, mas sim duplicar esses custos e por via disso duplicar as receitas da SIBS.
Sei que em Portugal a entidade gestora do MB a SIBS, é uma empresa que pertence exclusivamente aos próprios bancos, pelo que já têm proveitos por essa via.
E sei também que os Bancos cobram comissões absurdas por tudo e por nada. Existem bancos a cobrar 1,50 euros a título de portes de correio, de um simples documento, quando a taxa normal dos CTT é de cerca 0,30 euros, ou seja 5 vezes mais, o que é absolutamente escandaloso.
Já para não falar na comissão anual que nos cobram pela emissão de um MB, mesmo que não seja utilizado ou mesmo pedido.