Solidariedade comovente


Teresa Ribeiro,

Ainda a propósito do post aqui de baixo, vejo agora em reportagem televisiva que os partidos que aprovaram a nova lei de financiamento partidário – isto é, todos – alegaram que para o PCP, que tem todos os anos a Festa do Avante para organizar e um eleitorado envelhecido (eventualmente avesso a cartões de crédito e cheques), esta alteração é conveniente. Foi bonito ver este gesto de solidariedade para com os camaradas da assembleia!

5 comentários em “Solidariedade comovente”

  1. Entre tanta panelinha e camaradagem de ocasião, resta-nos, ao menos, o consolo de sabermos que há ainda há alguém consciente no meio de toda esta carneirada. E que além dessa consciência, é também alguém ‘Seguro’ a quem, neste caso, o nome assenta que nem uma luva. Valha-nos ao menos isso…

  2. Suprema hipocrisia. Como escreve o Pedro Picoito no Cachimbo de Magritte, aqui não houve bloco central – houve bloco total. Salvou-se António José Seguro pela sua posição digna. Um deputado deve ser assim: pensar pela sua cabeça e não como manda o directório do partido.

  3. I Parte

    Todos os partidos políticos
    bem alinhadinhos estão,
    com os seus ideais monolíticos
    em busca de qualquer tostão.

    A argumentação é risível
    em torno da transparência,
    esta atitude desprezível
    de uma escandalosa incoerência!

    O interesse é total
    em negócios nauseabundos,
    a degradação é brutal
    nestes políticos vagabundos!

    Para o mexilhão honesto,
    trabalhando diariamente,
    no mínimo, é funesto
    este regime demente!

    II Parte

    Com a memória colectiva pesada
    e presa no labirinto da saudade,
    a sociedade continua atrasada
    esvaziando a sua dignidade.

    A natural fruição
    da autonomia e dignidade,
    é pura ficção
    na lusa contemporaneidade.

    O mexilhão nacional
    vive entristecido,
    num regime irracional
    que o tem enfraquecido!

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