A julgar pelo que foi hoje noticiado, José Sócrates teve sorte: quando comprou o seu apartamento de luxo em Lisboa, pagou-o muito abaixo do preço de mercado. Chama-se a isto um bom negócio: foi uma pechincha. A Caixa Geral de Depósitos devia pôr os olhos nele, antes de comprar acções da Cimpor.
Sortudo
João Carvalho,

Que “descontos” generosos
neste negócio predial!
Há tantos negociantes bondosos
que só pode ser piada de Carnaval!
Com os impostos por pagar
exigidos pela máquina fiscal,
o mexilhão não pode escorregar
para não se deixar ficar mal!
Não! Não está a entender. Nós somos um país afortunado. O Salazar era um génio das finanças e agora recebemos outro!! Queriam os EUA ter um tipo assim em lugar do ….Obama ou lá o que é. Repare bem: em 1996, DEZ ANOS ANTES DA CRISE DO SUBPRIME, o Sócrates (o Grande, como ficará conhecido na história!) antecipou o fenómeno e explicou ao vendedor que o preço das casas ia caír 40%!!
E como só Phoenix e mais umas poucas cidades americanas é que já chegaram a 40% de desvalorizaçõ imobiliária, o homem pôs Lisboa na Vanguarda da Crise. Veja lá o que os tipos de Nova York ainda têm de penar para o fim da bolha do imobiliário.
Se o Sócrates tem entrado nas primárias, qual Obama e qual Hillary. 9/02/mais-um-nobel-convertido-na-luta-cr ise.html).
Veja que o Samuelson, que até é Nobel da Economia, só agora aos 93 anos!!!! percebeu a crise (http://ovalordasideias.blogspot.com/200
O nosso Zézito sempre foi o orgulho da família.
João, segundo a noticia do Publico o tal empresario pagou, em 1996, mais (cerca de) 50% do que pagou Socrates. Ou seja, o desconto teria sido de 33% e nao de 50% como escreveu. Mais, segundo a agente imobiliaria, em 1998 os preços seria cerca de mais 20% do que o valor pago, pelo que o “desconto” seria de menos de 20% (fiz as contas por alto).
Esta desvalorizaçao é natural, ja que um apartamento novo mas por vender ha algum tempo vao perdendo valor. Veja o Alto do Lumiar, onde ha apartamentos novos (ainda nao habitados) por vender ha 1, 2, 3, 4 anos…
Mais, nao me espantava que tivessem feito um desconto para poderem vender os restantes dizendo (aqui vivi um ninistro) e tal. É como os estilistas e certas marcas de roupa ou de outros acessorios, que oferecem as roupas, os vestidos, as peças a figuras públicas, para estas as mostrarem nas revistas cor-de-rosa e fazerem publicidade. Veja as tias Cinha e Lili e pergunte-lhes se pagaram alguma coisa do que vestem…
Olhe, outro exemplo, a tomada de posse de Obama e a corrida que houve para “vestirem” a Michelle. A publicidade que a estilista cubana ganhou ao vestir a primeira-dama dos EUA…
Abreço e bom fds.
PS: tinha que ser o Publico a vir com isto, ja que o Correio da Manha cometeu o mesmo erro com o valor da reforma da Mae de Socrates (250 euros mensais) e que nao tinha dinheiro para pagar, mas tinha vendido a moradia de Cascais alguns meses antes, deixando-a com dinheiro para poder pagar a pronto o apartamento. Mas isso ja é muito complicado para alguns jornalistas, sobretudo os do Publico e Jose Manuel Fernandes, que ontem no Twitter tinha prometido que as coisas iam aquecer. Nem um dia esperou…
Certo, Ricardo. Retoquei o texto. Porém, sem embargo do seguinte:
– 40 e tal por cento ou metade são coisas quase indistintas numa prosa claramente aligeirada e irónica como esta;
– quase não há memória de descida de preços de habitações que demoram a ser vendidas e menos ainda as de luxo;
– o que ele supostamente pagou é muito abaixo dos preços pagos por outros antes e depois;
– o eventual preço especial para o ministro, se viesse a confirmar-se, também é passível de ser um caso.
É um gosto continuar a ‘revê-lo’ aqui, meu caro.
Um abraço.
Apesar de comentar pouco, “apareço” quase todos os dias. Muitas vezes, ja alguem escreveu o que eu iria escrever, noutras ou nao tenho opiniao formada ou nao gosto de me precipitar a opinar. Mas apareço. O Delito é um dos obrigatorios…
Claro que pode suspeitar-se do preço reduzido, mas parece (e voltei a reler o longo texto da noticia) que todos os outros compradores de 1998 pagaram, tambem eles, menos do que o empresario. Ou seja, o “desconto” para Socrates teria sido ainda mais reduzido.
Abraço.
O teor do meu curto ‘post’ não merece tanta atenção. O que interessa é sabê-lo por perto. Saiba que também lhe pago na mesma moeda.
Bom fim-de-semana.