Stora


Cristina Ferreira de Almeida,

A professora de Espinho merece um castigo severo. A descrição que faz de um bacanal romano é inaceitável; do que li, não é verdade que só comessem e vomitassem: iria jurar que também havia sexo envolvido. Nos meus tempos do Liceu Pedro Nunes, os professores com esta falta de rigor levavam logo com bolinhas de papel na cabeça quando se viravam para o quadro.

14 comentários em “Stora”

  1. Hum.. Pedro Nunes ?

    Qualquer dia ainda a apanhamos a escrever para aquela associação de antigos alunos, vulgo 31 da Armada…

    1. Nem mais. Acho mais saudável fazer a vida negra à stora – e nós sabemos como os adolescentes conseguem fazer a vida negra a alguém – do que meter gravadores na mochila. Além de que, se alguém gravar o meu dia e enviar para a Sic, eu receio que também venha a ter problemas. Digo tanto disparate, sei lá…

      1. No meu tempo os pais estavam sempre do lado dos professores, quando nos queixávamos de alguma coisa (e sabe Deus como às vezes tínhamos razão). Agora fazem uma frente cerrada com os filhos contra os professores, sejam quais forem as circunstâncias. E os filhos sabem bem aproveitar-se disso, como todos sabemos.

        Não defendo esta professora, que me parece estar claramente perturbada e devia ser retirada do contacto com os alunos. Mas o princípio está errado e é perigoso: estas “costas quentes” dos alunos, quase sempre suportadas por pais demissionários à procura de alívio de consciência, tem dado resultados dramáticos nas escolas e desautorizado completamente os professores. Os resultados estão à vista de todos.

  2. “Vão dizer-me que a gravação da professora de Espinho vai permitir que ela deixe de dar aulas e que isso é bom. Tudo bem. Mas eu digo-vos que é melhor ainda que, aos 12 anos, eu não tenha tido quem me fizesse espião a soldo.”

    Ferreira Fernandes, DN, 20.05.09

    e eu assino por baixo. E acho que o mal maior que está por detrás de tudo isto não é a suspensão da professora ou o tema abordado. Nada disso.

  3. Sim, também achei preocupante a descrição de uma “doutora” em História, eminente professora cheia de estudos e mais alguns, descrever dessa forma hollywoodesca e preconceituosa um banquete romano. A mulher é estúpida e bacoca. A prova de que nem sempre quem estuda, sabe mais.

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