Telegrama pós-jogo (3)


Pedro Correia,

A ganhar quase ao cair do pano, com mais um jogador em campo perante um Famalicão que só tinha produzido um lance de verdadeiro perigo, o Sporting tropeçou no Minho. Resultado: 1-1. E vão quatro pontos perdidos nas primeiras seis jornadas.

Isto não parece perturbar Borges. O técnico passa os jogos a olhar para os monitores sentado no banco, ao lado dos adjuntos, nada «ligado à corrente». Não o ouvi nem tenciono ouvir após a partida, mas aposto que voltará a encolher os ombros debitando uma vez mais o chavão que tanto adora: «Faz parte».

Talvez esta descontracção do treinador se deva ao facto de ter descoberto uma “arma secreta” para meter lá dentro a redondinha: Gonçalo Inácio hoje marcou, pelo segundo desafio consecutivo. Pena ter sido novamente na baliza errada.

13 comentários em “Telegrama pós-jogo (3)”

  1. Nem tudo são desgraças, Pedro Correia.
    Veja a coisa pela positiva. O Sporting ganhou um central goleador.
    :)))

  2. Não teve culpa nenhuma. Grande confusão na área, a bola resvala nele e entra para dentro da baliza. Não cabeceou nem a chutou deliberadamente lá para dentro.
    É um bom central e não merece os insultos nem o ódio que lhe vociferam na taberna do tal.
    Se querem encontrar culpados, só há um. Rui Borges que a ganhar e a jogar contra dez, com o jogo a terminar, não teve a esperteza para parar o jogo com uma substituição que ainda tinha direito permitindo que o Fama tomasse conta do jogo e viesse por ali fora.
    Gosto do Inácio e tomara eu que ele jogasse no Benfica.

    1. Gonçalo peca por lentidão e fraca capacidade de choque. E tem actuações calamitosas, como se viu na final da Taça. Não surpreende que, depois disso, só tenha ido ao Mundial fazer turismo.
      O Sporting precisa de um central esquerdino mais robusto. E que marque menos golos na baliza errada.

    2. “É um bom central ”

      Haha! as asneiras do Inácio são monumentais.
      Nem para primeira liga.

      “Se querem encontrar culpados, só há um. Rui Borges que a ganhar e a jogar contra dez, com o jogo a terminar, não teve a esperteza para parar o jogo com uma substituição ”

      Se o Sporting com 11 precisa de parar o jogo para não perder com o poderoso Famalicão com 10…o problema do Rui Borges ´é outro.
      J´a agora para você defender tal opção não me parece que tenha muita confiança na defesa do Sporting…

      1. Boa tarde. Não me compete ter ou não ter confiança na defesa do Sporting. Sou benfiquista, ou lampião se lhe agradar mais.
        Mas vejo os jogos e sei emitir opinião. Sobretudo porque já joguei futebol.
        Por isso reitero.
        Inácio foi azarado e Rui Borges foi burro.

  3. Quando, depois de ter lutado pela vitória no campeonato de F1 de 1990, a Ferrari fez uma triste figura no ano seguinte, debati com um colega como era possível a Ferrari ter descido tanto num tão curto espaço de tempo. Nunca esqueci a resposta dele: “Sabes, na Ferrari, depois da bonança vem a tempestade. É como no Sporting” (ele era adepto de ambos).

    Curiosamente, depois de um longo jejum, tanto a Ferrari como o Sporting ganharam os respectivos campeonatos em 2000.

    1. Em 1990, ano de péssima memória futebolística, o Sporting ia só a meio do penoso jejum 1982-2000. Tempos idos.

  4. o problema do Sporting é que é a filial nº1 do Toupeirense.
    Amorim, Rui Borges, Marco Silva, Palhinha, Inácio, o guarda redes, Varandas, Paulinho e metade dos adeptos são todos rouges.

    1. O maior vulto de sempre do Benfica, Eusébio, teve formação no Sporting… de Lourenço Marques. À época filial n.º 6 do Sporting Clube de Portugal.
      Uma das minhas fotografias preferidas, em futebol, é vê-lo orgulhosamente equipado de verde e branco, como campeão de Moçambique.

    2. Condescendo.
      Todos menos Amorim.
      Obviamente ainda não é conhecedor da última conferência da personagem em que através de comoventes juras de amor incondicional ao Sporting expressa a sua eterna fidelidade ao verde clube.
      Veja que vale a pena. Comovente, enternecedor e sobremaneira engrandecedor.

      1. sim, Corvo – todos sabemos que o Amorim nasceu verde e desde então mais verde ficou…
        aquele treinador que aparece agora nas notícias como um possível sucessor do Rui Borges é conhecido como sendo azul – eu não tenho a certeza que assim seja, nem tenho a certeza que seja uma boa opção (para os verdes ou para outros), mas tenho a certeza absoluta que esse defende a 100% a cor que lhe paga o salário, seja ela azul, verde ou vermelho – certeza que muitos poucos treinadores oferecem, tenham o prestígio que tenham.

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