Acabámos de ouvir Marcelo Rebelo de Sousa prestar uma homenagem aos professores que o primeiro-ministro e a ministra da Educação não tiveram o cuidado — e até a lisura — de fazer em devido tempo. Embandeiraram em arco sobre a qualidade do ensino e a melhoria de qualidade dos alunos portugueses na avaliação apresentada pelo badalado Relatório PISA (Programme for International Student Assessment), mas esqueceram-se (?) de dar conta de outro dado focado no documento: os professores portugueses são os docentes mais cotados pelos alunos nos vários parâmetros considerados, entre os 33 países avaliados para aquele relatório.
É com gosto que aqui contribuímos para este este gesto de justiça a que assistimos agora. O primeiro-ministro e a ministra da tutela podem limpar as mãos à parede com o mau papel que quiseram assumir, mas é possível que, mesmo tarde, o DELITO ajude a ampliar aquilo que é devido.

Não haveria melhoria no ensino sem bons professores, e os professores portugueses bem merecem reconhecimento público. Nas condições em que trabalham, são uns heróis.
E, pelos vistos, reconhecidos. Tenho a certeza de que é isso.
LOL
Concordo com Ana Vidal, acrescentando: os professores/formadores (desculpem-me, mas “puxo um pouco à brasa à minha sardinha”) merecem outro reconhecimento público pelo trabalho que desenvolvem. Nem mais! Sei, por experiência própria, as (péssimas) condições em que, muitas vezes, tenho de desenvolver o meu trabalho, da melhor maneira possível.
Por falar na sua sardinha: por acaso não era V. o pescador do ponto 2.b) deste ‘post’ (http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/2 645992.html)?

Não, caro João, não era eu… Sou mais “pescador” no prato.
Então somos dois.

Sou professora há 22 anos. Na semana passada, durante uma visita de estudo, um dos meus alunos perguntou-me: Gosta de ser professora? Respondi-lhe: Adoro.
Adoro mesmo. Gosto de os ensinar, de os formar, de lhes abrir os horizontes.
Há muita gente que se esquece que aos professores é confiada uma missão que vai muito para além de ensinar.
Especialmente nos dias de hoje, em que no meio de tanta tecnologia e modernidade, falta o essencial: o afecto, a atenção, os valores, as regras.
Dou aulas numa escola do interior, de grande pobreza sócio-cultural.
É na escola que vão ao museu, que vão a Lisboa, que vão ao teatro, que vão a Paris, que os ensinam as maneiras à mesa. Alguns é na escola que tomam banho e é na escola que a sua roupa é lavada.
Por eles esquecemos os ministros, a papelada inútil, a legislação incompreensível.
Já agora aqui fica o link do jornal da minha escola…
http://agrupamentoalcanede.eu/jornal
Os meus parabéns, Irene. Aquilo que descreve nem precisava de ser precedido pela afirmação de que adora o seu ofício nobre.
João, criticar por criticar só porque é o governo não é correcto: nterior.aspx?content_id=1729264 729273&related=no rimeiroministro-atribui-merito-dos-resul tados-aos-professores_1469897
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/I
http://m.tsf.pt/m/newsArticle?contentId=1
http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/p
Mais exemplos é só googlar!
Abraço.
Grato, Nuno. O que possa ter-me escapado (como a tanta gente) só fica de certeza a dever-se ao modo desproporcionado como o Relatório PISA foi oficialmente apresentado. Acho que este ‘post’ ajuda a dar o seu a seu dono, na tentativa de equilibrar a publicidade governamental, e nesse ponto ainda me parece que é ajustado mantê-lo aqui.
Um abraço para si também.
João, discordo em absoluto.
Neste caso o governo não se fez rogado em auto-elogio, mas também sempre disse que os principais responsáveis eram os professores! Se isso foi amplamente noticiado.
Mas a vontade de sempre criticar o governo é maior!
Repare, elogiar MRS por elogiar os professores passado 2 meses do relatório ter sido conhecido e aproveitar isso para criticar o governo não será “delito” a mais? 🙂
Abraço.
Até pode ser, mas elogiar MRS não é o meu forte e criticar este governo nunca me parece excessivo. Que quer? São fraquezas minhas. Por isso é que também gosto de não estar sempre de acordo com outros. E vice-versa. O que não significa falta de consideração — não me entenda mal.
Um abraço.
Caro João, compreendo.
Aceito o seu direito ao excesso de critica ao governo de Sócrates! Mas olhe que a opinião não é só critica!
Abraço.
Claro que não, meu caro. Mas a minha fraqueza explica-se: por mim, este governo já tinha ido de vela há muito — sem mais e por muito menos.
Abraço, Nuno.
Caro João,
Por mim este governo nunca devia ter substituido o anterior! Mas a democracia tem destas coisas 😉
Abraço.
É como eu costumo dizer: no essencial, acabamos por estar de acordo.