Ninguém foi impedido de votar. Os eleitores não tiveram pachorra para esperar.
João Soares, no programa “A Torto e a Direito”, ontem à noite.
Ninguém foi impedido de votar. Os eleitores não tiveram pachorra para esperar.
João Soares, no programa “A Torto e a Direito”, ontem à noite.
Parece-me para além do razoável, esperar até depois das 19H00, hora a que foram respondidas pelo menos algumas das SMS enviadas durante a manhã a pedir o novo nº de eleitor!
Só se as urnas tivessem tolerância por mais algumas horas …
E já agora, além de falta de pachorra, como se explica a mudança de nº de eleitor, um nº tão inalterável (supunha eu), como o do BI ou do NIF?
Mas daquela mente, tudo é de esperar, nada de novo!
Eu ainda estou à espera da sms com o número de eleitor. Mas como ‘tive pachorra’ para esperar que resolvessem o problema técnico, lá consegui ver o número na internet. De qualquer forma, é sempre uma análise interessante: foi, simplesmente, um problema de falta de pachorra…
esta foi, portanto, a parte torta do programa.
Os cidadãos não estão impedidos de dar um murro na mesa, direito á indignação que pode vir a ser exercido com estardalhaço. Tarda o momento em que os eleitores deixem de ter pachorra para lhes aturar as saloiadas manhosas.
Ter ou não ter pachorra para aturar esta gente…
Tantos discursos portentosos
de psitacismo assaz moral
brotam de motivos pastosos,
qual patologia visceral!
Dessa gente bastante convencida
só germinam sórdidas fantasias,
nesta Nação assaz desvanecida
há quem despreze tais hipocrisias.
Além disso, afirmou algo do género “Augusto Santos Silva é um homem de qualidade”.
A patetice não tem limites, é o que é.
“Eu nunca tive um acidente de avião. O avião é que não teve pachorra para voar”.