Vienna – Há cinco anos amei um homem. Não era bom nem mau, mas amava-o. Queria casar com ele, trabalhar com ele, construir algo para o futuro.
Johnny – Deviam ter vivido felizes para sempre.
Vienna – Mas não viveram. Acabaram tudo. Ele não se via preso a uma família.
Johnny – Parece que a rapariga foi esperta em livrar-se dele.
Vienna – Lá isso foi. Aprendeu a nunca mais amar ninguém.
Johnny – Cinco anos é muito tempo. Deve ter havido bastantes homens…
Vienna – Os suficientes.
Johhny – Que aconteceria se ele voltasse?
Vienna – Quando um fogo se extingue só restam cinzas.
Johnny – Quantos homens já esqueceste?
Vienna – Tantos quantas as mulheres de que te lembras.
Johnny – Não te vás embora.
Vienna – Nâo me mexi.
Johnny – Diz-me uma coisa bonita.
Vienna – Que queres ouvir?
Johnny – Mente-me. Diz-me que esperaste todos estes anos.
Vienna – Esperei todos estes anos.
Johnny – Que morrerias se eu não voltasse.
Vienna – Morreria se tu não voltasses.
Johnny – Diz-me que ainda me amas como eu te amo.
Vienna – Ainda te amo como tu me amas.
Johnny – Obrigado. Muito obrigado.”
Reconhecem este diálogo? Pertence a que filme?
Solução do teste anterior: Aurora (1927) de Murnau

Johnny Guitar!
Só me lembro de que era com a Joan Crawford e também da trama fantástica, que subvertia o padrão habitual dos westerns: ali eram as mulheres que detinham o poder real, os homens limitavam-se a dançar conforme a música. 🙂
Hum. Não gosto muito dessa definição do filme…
Pois, é natural… lol
Estou com o Pedro.
Ora, que novidade…
Pronto, cheguei atrasada , a Ana Vidal já acertou : Johnny Guitar .
Desculpe, Ariel, entusiasmei-me e esqueci-me de uma regra de ouro: como nos concursos da Santa Casa da Misericórdia, a que os funcionários da casa não podem concorrer, os delituosos também não deviam poder responder. Não volto a prevaricar, prometo! 🙂
Ora essa Ana, esteja à sua vontade :- ))
Ana, esquece essa regra, que de resto não estabeleci. Quantos mais responderem, melhor 🙂
Provavelmente o melhor diálogo alguma vez escrito para cinema. E a música de Victor Young em fundo só acentua o fascínio desta cena.
SAe não é o melhor, é um dos melhores. Vale sempre a pena recordá-lo
:))
Este excelente passatempo tem, para mim, uma motivação adicional, Teresa. Comprova a minha fraquíssima memória cinéfila. Está na altura de rever alguns dos filmes que tu vais exibindo neste magnífico ecrã.
Por acaso… a minha memória é terrivel para cenas de filmes. Optima iniciativa esta. Virei cá mais vezes, a ver se consigo acertar em alguma…
Obrigada, José Reis Santos. Volte sempre.
Obrigada, Carlos. Isto é sobretudo um divertimento, mas tenho procurado associar-lhe algumas das minhas referêndias cinéfilas.
Depois do Amanhecer
Estive ausente uns dias e agora depois de alinhar uma série de comentários a correr, percebi que estão todos gralhados… As minhas desculpas, pelo atraso das respostas aos vossos comentários e pelas gralhas 🙂