Toca a doar o corpinho à ciência


Cristina Ferreira de Almeida,

Descobri o fenómeno na revista de Domingo do Correio da Manhã, numa coluna ao lado do consultório sexual do Dr. Quintino. Uma jovem actriz dos Morangos com Açúcar respondia a umas perguntas marotas quando, interrogada sobre se conhecia a localização do seu ponto G, anunciava: "Tenho vários".

Nas semanas seguintes,  diversas actrizes e aspirantes a actriz responderam da mesma forma. Todas se orgulham de terem vários pontos G.

A incidência estatística deixou-me estarrecida.  Felizmente para elas, nenhuma os ostenta em zonas visíveis, o que certamente muito prejudicaria a sua carreira. Por outro lado, percebi a sucessão de gemidos e suspiros que qualquer diálogo simplório nas séries juvenis inclui.

Julgo que se trata de uma geração de mutantes, só não percebo se ataca só jovens actrizes de novela. Para minha revolta, o assunto não tem merecido o devido destaque nos telejornais.

7 comentários em “Toca a doar o corpinho à ciência”

  1. Este post faz-me lembrar uma anedota que ouvi há aproximadamente 250 anos, mas que ainda hoje me faz rir:

    – As top models têm uma sinapse a mais do que um cavalo. Porquê?
    – Para aprenderem a não fazer cocó durante os desfiles.

  2. Vá, não são completamente iletradas, vejam lá! Pelo menos o G (e em abundância) já podem gabar-se de conhecer. Talvez só ainda e apenas um ponto do G, e não a totalidade do G. Mas, amigos, tem de começar-se por algum lado, não é?
    Saber disso deixou-me esperançado, confesso.

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