Primeira. Um político – e um ministro do Governo da República por maioria de razão, tenha a cor política que tiver – deve cumprir os mínimos de elegância no debate público. Manuel Pinho mostrou, uma vez mais, que não consegue.
Segunda. Convém recordar: este é o mesmo ministro que decretou o fim da crise em 2006. Espero, para bem dele, que tenha comido muita papa Maizena de então para cá.
Terceira. É enternecedor ver como os socialistas acarinham agora Basílio Horta. Sobretudo depois do que o candidato presidencial Basílio Horta disse do PS e de Mário Soares na campanha eleitoral de 1991.
Imagens roubadas daqui.


As voltas que a vida dos politicos dá.
Os politicos dão sinais, os nossos infelizmente dão sinais que são feitos da mesma farinha que a restante população,maior parte dela, tudo se resolve à chapada,insultos e a gamar.
É o mesmo caldo de cultura, de outras frases, género “Quem se mete com o PS, leva” ou “Eu gosto é de malhar na direita”. Depois queixem-se de ser vítimas de agressões verbais.
Pedro:
Pinho, ou Pino, como lhe chama o ditador da Venezuela, ainda não aprendeu, que o melhor é não abrir a boca.
São tantos casos desde o mais recente, Qimonda, até ao que focas passando pela promoção do Allgarve que realmente quem merece comer a papa Maizena é este senhor que caso curioso agora é tão defendido pelos socialistas.
Realmente os tachos mudam as pessoas e a sua coluna vertebral, ou o Dr. Basilio Horta sempre foi socialista dede pequenino?
E repara volta outra vez a história do curriculum, lembro que o “grande lider” também falou nisso na AR para o Francisco Loucã, e claro deu bota porque muita gente foi comparar os curriculuns dos dois (engº e Louçã) e ficou esclarecida quanto a isso.
Falta de memória, meus senhores, não sabia que a papa Maizena agora tinha esses efeitos secundários…
eu comi muita em pequenino.
Caro Carlos,
Não admira que ele fale agora de tudo isso. Depois de ter acabado a crise em Portugal, ficou com falta de assunto.
Em relação ao terceiro ponto do teu post, Pedro, apetece-me dizer que também em termos de memória, a nossa democracia deixa muito a desejar. O AJJ fartou-se de gozar com o sr Silva que,pouco depois de se ter tornado PR, foi à Madeira prestar-lhe vassalagem. Não é só uma quetão de falta de memória, do PR, eu sei, é também um bocado de falta de…. ( pois, isso mesmo)
Quanto à relação do PS com Basílio Horta, não me admira. Quem mudou não foi BH, foi o PS, assaltado por um grupo de arrivistas desprovidos de quaisquer princípios moirais ou éticos e cuja ideologia se centra no culto do EGO.
Desprezam Mários Soares, Salgado Zenha,Manuel Alegre, ou qualquer pessoa que ainda tenha um pingo de memória do Partido Socialista.
Gostam é de Lellos , Sampaios ( os Renatos, não os Jorges) e Costas. Quanto mais bajuladores, melhor!
Infelizmente, como dizes, falta memória à política portuguesa. E ao jornalismo português também.
A Maizena é que fica a ganhar!!!
De repente deu-me uma vontade enorme de comer daquilo!
Imaginem uns milhares como eu?!
Vai esgotar nas prateleiras…
Hmmm, miam, miam…
Ouvi dizer que a Maizena já esgotou no Allgarve.
Tudo farinha do mesmo saco, afinal.
Boa!
Em política a realidade é dinâmica. Se vais buscar os discursos de Basílio Horta sobre Soares terás de ir buscar mil outros do género bem piores.
Recordo que Manuel Pinho é independente. Não sei se advém daí alguma falta de tacto político, de qualquer forma é um preço que se paga quando se quer abrir o Governo à Sociedade Civil. Eu pessoalmente concordo que se faça isso.
Só me vem à cabeça uma frase do meu saudoso Professor Sousa Franco, na qual a Mandala pegava sempre para o Contra Informação…
Claro que ele é independente, André. Quem é que ia querer responsabilizar-se por ele?
Como dizia o Jorge Coelho em tempos: «estes independentes são imprevisíveis…»
Não era bem assim… era mais, «estes jindependentes são imprevijíveis…» «Muuuunnto imprevijíveis!»
Em relação a Soares, pior do que Basílio Horta na campanha de 1991 só me lembro do Rui Mateus.
Sobre o assunto, recomendo o seguinte texto
http://marginalidadesvf.blogspot.com/200 9/05/papa-maizena-sinecuras-e-outras-coi sas.html
Deputada do PEV: “Não é má educação! É a utilização de uma expressão popular para constatação de um facto!”
Este episódio trouxe-me à memória a história do moleiro e do carvoeiro. Foi num texto remoto de um dos livros da primária que aprendi o que significava “travar-se de razões” e que ambos os contendores podem ficar sujos!
🙂
Má educação? Que ideia. É ironia do mais fino recorte.
Foi só para fazer uma pequena comparação com o que outro político disse hoje, precisamente num local tão solene como o Parlamento.
Parece-me que foi um comentário com um erro… (que eu desse conta, claro. Mas já tinha clicado, não fui a tempo… Claro que é contendedores. Se bem que, a comer farinha como o outro manda, não tarda nada parecem mesmo contendores)
As minhas desculpas
:))
Tanta contenda ainda acaba em comenda.
Ou mesmo em encomenda! E por falar em encomenda, quantos anos teria a MFL quando serviu de modelo para a caixa do lado esquerdo? Ainda era bastante novinha… não mais que uns 75 ou 80, penso.
Melhor, «penso eu de que»!!
Ena, ena ena !
Pronto, pronto, pronto !
Venha de lá a Maizena
E calem-me esse bronco.