Três colheres de chá de Maizena


Patrícia Reis,

  

 

 

Primeira. Um político – e um ministro do Governo da República por maioria de razão, tenha a cor política que tiver – deve cumprir os mínimos de elegância no debate público. Manuel Pinho mostrou, uma vez mais, que não consegue.

Segunda. Convém recordar: este é o mesmo ministro que decretou o fim da crise em 2006. Espero, para bem dele, que tenha comido muita papa Maizena de então para cá.

Terceira. É enternecedor ver como os socialistas acarinham agora Basílio Horta. Sobretudo depois do que o candidato presidencial Basílio Horta disse do PS e de Mário Soares na campanha eleitoral de 1991.

 

Imagens roubadas daqui.

24 comentários em “Três colheres de chá de Maizena”

  1. As voltas que a vida dos politicos dá.
    Os politicos dão sinais, os nossos infelizmente dão sinais que são feitos da mesma farinha que a restante população,maior parte dela, tudo se resolve à chapada,insultos e a gamar.

    1. É o mesmo caldo de cultura, de outras frases, género “Quem se mete com o PS, leva” ou “Eu gosto é de malhar na direita”. Depois queixem-se de ser vítimas de agressões verbais.

  2. Pedro:

    Pinho, ou Pino, como lhe chama o ditador da Venezuela, ainda não aprendeu, que o melhor é não abrir a boca.
    São tantos casos desde o mais recente, Qimonda, até ao que focas passando pela promoção do Allgarve que realmente quem merece comer a papa Maizena é este senhor que caso curioso agora é tão defendido pelos socialistas.
    Realmente os tachos mudam as pessoas e a sua coluna vertebral, ou o Dr. Basilio Horta sempre foi socialista dede pequenino?
    E repara volta outra vez a história do curriculum, lembro que o “grande lider” também falou nisso na AR para o Francisco Loucã, e claro deu bota porque muita gente foi comparar os curriculuns dos dois (engº e Louçã) e ficou esclarecida quanto a isso.
    Falta de memória, meus senhores, não sabia que a papa Maizena agora tinha esses efeitos secundários…
    eu comi muita em pequenino.

  3. Em relação ao terceiro ponto do teu post, Pedro, apetece-me dizer que também em termos de memória, a nossa democracia deixa muito a desejar. O AJJ fartou-se de gozar com o sr Silva que,pouco depois de se ter tornado PR, foi à Madeira prestar-lhe vassalagem. Não é só uma quetão de falta de memória, do PR, eu sei, é também um bocado de falta de…. ( pois, isso mesmo)
    Quanto à relação do PS com Basílio Horta, não me admira. Quem mudou não foi BH, foi o PS, assaltado por um grupo de arrivistas desprovidos de quaisquer princípios moirais ou éticos e cuja ideologia se centra no culto do EGO.
    Desprezam Mários Soares, Salgado Zenha,Manuel Alegre, ou qualquer pessoa que ainda tenha um pingo de memória do Partido Socialista.
    Gostam é de Lellos , Sampaios ( os Renatos, não os Jorges) e Costas. Quanto mais bajuladores, melhor!

  4. A Maizena é que fica a ganhar!!!
    De repente deu-me uma vontade enorme de comer daquilo!
    Imaginem uns milhares como eu?!
    Vai esgotar nas prateleiras…
    Hmmm, miam, miam…

  5. Em política a realidade é dinâmica. Se vais buscar os discursos de Basílio Horta sobre Soares terás de ir buscar mil outros do género bem piores.
    Recordo que Manuel Pinho é independente. Não sei se advém daí alguma falta de tacto político, de qualquer forma é um preço que se paga quando se quer abrir o Governo à Sociedade Civil. Eu pessoalmente concordo que se faça isso.
    Só me vem à cabeça uma frase do meu saudoso Professor Sousa Franco, na qual a Mandala pegava sempre para o Contra Informação…

      1. Não era bem assim… era mais, «estes jindependentes são imprevijíveis…» «Muuuunnto imprevijíveis!»

    1. Este episódio trouxe-me à memória a história do moleiro e do carvoeiro. Foi num texto remoto de um dos livros da primária que aprendi o que significava “travar-se de razões” e que ambos os contendores podem ficar sujos!

      🙂

  6. Parece-me que foi um comentário com um erro… (que eu desse conta, claro. Mas já tinha clicado, não fui a tempo… Claro que é contendedores. Se bem que, a comer farinha como o outro manda, não tarda nada parecem mesmo contendores)
    As minhas desculpas

    :))

      1. Ou mesmo em encomenda! E por falar em encomenda, quantos anos teria a MFL quando serviu de modelo para a caixa do lado esquerdo? Ainda era bastante novinha… não mais que uns 75 ou 80, penso.
        Melhor, «penso eu de que»!!

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