
Donald Trump actua como toxicómano, viciado em drogas duras. Mas com uma originalidade: é viciado em si próprio. Isto ficou patente logo no discurso de posse, a 20 de Janeiro de 2025 – o discurso do “ai… ai… ai… ai…” Quando proferiu trinta e quatro vezes a palavra eu – aberração que constitui todo um programa, como na altura aqui escrevi.
Insaciável no consumo de si próprio, sem metadona que lhe valha, o bilionário de Mar-a-Lago fez rebaptizar com o seu nome o prestigiado Centro Kennedy, em Washington – medida digna de Rei-Sol felizmente revogada pela justiça federal meses depois. Mas a principal auto-estrada de Marrocos, com mais de mil quilómetros de extensão, irá chamar-se Donald Trump, tal como já acontece com o aeroporto internacional de Palm Beach, no sul da Florida. E tem feito máxima pressão para que a nova nota de 250 dólares (até agora inexistente nos EUA) seja ilustrada com as ventas dele.
A legião de lambe-botas que o rodeia vem fazendo novas sugestões para imortalizar o Supremo Líder das formas mais estrambólicas. Eis um exemplo: incluir aquela cabeça de abóbora junto a Lincoln, Washington, Jefferson e Teddy Roosevelt no emblemático Monte Rushmore. Outro: designar 14 de Junho, data de aniversário do sucessor de Joe Biden, como feriado federal. Coladinho ao Santo António, feriado municipal em Lisboa.
Ainda me parece pouco: há que ser mais arrojado e criativo. Proponho desde já que o Triângulo das Bermudas passe a denominar-se Triângulo Trump. E que a Fossa das Marianas – o ponto mais fundo do planeta, no Oceano Pacífico – fique a partir de agora conhecida por Fossa Trump.
Seria homenagem bem merecida.
Lanço a ideia para debate, aguardo opiniões e contributos.

Nomear a Gronelândia por Grunholândia e pôr o trombil do sujeito na bandeira, parece-me bem dado o fetiche do homem com aquela ilha.
Grunholândia, nem pensar.
Ele não vai pôr a pata lá.
Um Modesto Contributo
Acho a ideia da Fossa das Marianas um bocadinho insultuosa… para a fossa. Se é para homenagear o ego dessa abóbora com o seu vício inabalável em snifar o próprio reflexo, temos de elevar a fasquia.
Aqui estão duas ideias mais adequadas:
O Buraco do Ozono: Já que ele gosta tanto de deixar a sua marca no mundo, proponho rebatizar esta falha atmosférica como “O Esfíncter Trump”. Faz todo o sentido científico: está no ar e alastra-se sempre que ele abre a boca para discursar.
Para não ficarmos só pela geografia e homenagearmos o impacto deste senhor na humanidade, a comunidade médica devia adotar o seu nome na proctologia. Aquele momento numa colonoscopia, em que a câmara revela um pólipo purulento com o tamanho de uma bola de golfe? A partir de hoje, devia ser diagnosticado como um “Trump”.
“Lamento, sr. Silva, mas encontrámos aqui um pequeno Trump agarrado ao seu intestino grosso. Vamos ter de o extirpar já, antes que ele comece a taxar a próstata para construir um muro à volta do seu recto.”
Ficam as ideias.
Esfíncter Trump terá entrada na Wikipédia daqui a poucos anos. Prevejo eu.
Essa “aproximação” de Marrocos a Trump é estranha e bem pode estar ligada à recente ofensiva de migrantes marroquinos em Ceuta e na costa sul espanhola. Está provado que as pessoas foram enganadas com informações falsas nas redes sociais. E todos sabemos que Trump, além de ser vingativo (a Espanha está-lhe atravessada), quer provocar o caos na Europa, a fim de a minar por dentro. É só juntar dois mais dois.
Cristina, sou pouco de embarcar em teorias da conspiração, mas esta faz mesmo muito sentido!
Não estranho a aproximação de Trump a Marrocos. Consta que ele sempre apreciou cuscuz.
Talvez; mas só se ele mergulhasse em apneia durante 22 minutos na dita Fossa, com a camisa de forças vestida, tipo Houdini.
O sujeito só nos traz à ideia ordinarices de classe B: ele é o Triângulo nas Bermudas, a Fossa das Marianas…
Hoje lá teve um desgosto com uma das suas taras de estimação, o Salão de Baile: o tribunal mandou-o suspender as obras, porque “ele é um inquilino da Casa Branca, não o proprietário”. Depois daquilo tudo escavacado…