Tudo o que um debate não deve ser


Sérgio de Almeida Correia,

Catarina Martins vs André Ventura: quem teve a nota mais alta? - SIC  Notícias

Já calculava que alguns dos “debates” entre os candidatos às próximas eleições presidenciais seriam muito pouco interessantes, iriam esclarecer nada ou quase nada, e que só serviriam para continuar a transmitir uma péssima imagem dos nossos (deles) actores políticos, mostrando nalguns casos a sua manifesta impreparação, falta de sentido de Estado, oportunismo, irresponsabilidade política e total desprezo pela situação do país e dos portugueses.

Confesso que nunca pensei é que se viessem a revelar bem piores do que aquilo que poderia imaginar nos maiores pesadelos.

Da falta de ideias à de educação, da linguagem desbragada ao estilo carroceiro, com frases e apartes de estrebaria, gritaria, mãos e braços no ar, sem esquecer mentiras, insultos, falsas verdades, omissões convenientes e incoerências, nada tem faltado.

O pseudodebate de ontem entre Catarina Martins e André Ventura, que aproveitei para ver durante a minha hora de almoço, é apenas mais um exemplo de algo que nunca deveria ter acontecido. E admiro a paciência do entrevistador, por muito bem paga que seja.

Aos debates que se têm visto seria preferível o silêncio. 

Este seria bem mais enriquecedor, educativo e muito menos ofensivo da dignidade nacional.

E os portugueses continuariam tão esclarecidos sobre as ideias dos candidatos presidenciais como estavam antes. Sem “debate”.

11 comentários em “Tudo o que um debate não deve ser”

  1. Deve ter sido bom. Irei ver, até porque não votarei em qualquer um dos dois, tal como vejo um fcp – slb; à espera de grandes roubalheiras e pancadaria em barda com expulsões.

  2. os ‘desbastes’ servem para mostrar:
    preenchimento do programa das tevezinhas e ideologias dos participantes nos ‘comentários’.
    a triste figura da quase totalidade dos candidatos a PR
    o país serve tão somente para nele vegetarem e viverem do bolso dos contribuintes.

  3. Devia ser proibido ex-presidentes de partido ou presidentes de partidos candidatarem a presidencia!! Este regime podre desde o 25 de Abril tirando Ramalho Eanes, so teve presidentes que foram ex-lideres de partidos!!! Podre Republica

  4. Há coisas que só percebemos bem quando o vemos o galo no poleiro.
    Foi o caso de ver o Montepreto escolher para cantor do regime e vedeta do 25 de Abril o Tony Carreira. Que, até lá, ninguém diria que ele tivesse tão bom gosto musical…

  5. O problema não são os debates. O problema são os comentários que se seguem aos debates e às notícias sobre tudo e nada. A culpa não é dos comentadores mas de quem decide que deve ser comentado. A imagem que fica é que os comentadores são seres superiores que têm de escrutinar tudo o que os outros fazem, dizem, etc. Muito grave!
    Também há as notícias sem conteúdo algum para “encher chouriços”. Também há muitos idiotas que não percebem isto.

    E os portugueses continuariam tão esclarecidos sobre as ideias dos candidatos presidenciais como estavam antes. Sem “debate”.
    Mas os portugueses querem saber de algo mais além do seu individualismo, do futebol e de palhaçada! O Pão circo!

  6. Ventura arrasa Catarina, Ventura arrasado pof Catarina. Esquecendo o teor carroceiro do debate, este nunca seria útil, pois estavam frente a frente 2 candidatos a deputado/ PM, e nao à presidência. Estavam 2 partidos, não 2 candidatos a PR.
    Vota Vieira

  7. Até agora foi o melhor debate.
    A Catarina Martins averbou mais uma derrota.
    O André Ventura não lhe deu qualquer hipótese.
    Quanto ao jornalista ex-R. T. P. José Alberto Carvalho…
    Fez um péssimo trabalho.
    Não foi isento.
    Mais uma vez…

    O Mário Ferreira (Presidente da Media Capital, S. A.)…
    O José Eduardo Moniz (Director-Geral da TVI)…
    Vêem os debates?
    Sim?
    Comparem…

    João Barros da Costa

    JOAO.BARROS.DA.COSTA@SAPO.PT

  8. Bom, pelo menos dá para comparar os diferentes níveis da tão célebre “gravitas” associada ao cargo…
    E as gravatas também, claro. Por exemplo, nunca tinha visto o Cotrim de gravata, e no primeiro debate não só veio de gravata como veio com a gravata mais “presidenciável” que já me foi dado ver: aquilo parecia feito com retalhos da bandeira nacional. Também o casaco me pareceu uns bons dois números acima, se calhar emprestaram-lho para a ocasião, juntamente com a gravata-bandeira. Sobre as calças nada digo, não deu para as ver, mas suponho que tivesse umas vestidas. Ou um kilt, também podia ser.

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