Já calculava que alguns dos “debates” entre os candidatos às próximas eleições presidenciais seriam muito pouco interessantes, iriam esclarecer nada ou quase nada, e que só serviriam para continuar a transmitir uma péssima imagem dos nossos (deles) actores políticos, mostrando nalguns casos a sua manifesta impreparação, falta de sentido de Estado, oportunismo, irresponsabilidade política e total desprezo pela situação do país e dos portugueses.
Confesso que nunca pensei é que se viessem a revelar bem piores do que aquilo que poderia imaginar nos maiores pesadelos.
Da falta de ideias à de educação, da linguagem desbragada ao estilo carroceiro, com frases e apartes de estrebaria, gritaria, mãos e braços no ar, sem esquecer mentiras, insultos, falsas verdades, omissões convenientes e incoerências, nada tem faltado.
O pseudodebate de ontem entre Catarina Martins e André Ventura, que aproveitei para ver durante a minha hora de almoço, é apenas mais um exemplo de algo que nunca deveria ter acontecido. E admiro a paciência do entrevistador, por muito bem paga que seja.
Aos debates que se têm visto seria preferível o silêncio.
Este seria bem mais enriquecedor, educativo e muito menos ofensivo da dignidade nacional.
E os portugueses continuariam tão esclarecidos sobre as ideias dos candidatos presidenciais como estavam antes. Sem “debate”.

Deve ter sido bom. Irei ver, até porque não votarei em qualquer um dos dois, tal como vejo um fcp – slb; à espera de grandes roubalheiras e pancadaria em barda com expulsões.
os ‘desbastes’ servem para mostrar:
preenchimento do programa das tevezinhas e ideologias dos participantes nos ‘comentários’.
a triste figura da quase totalidade dos candidatos a PR
o país serve tão somente para nele vegetarem e viverem do bolso dos contribuintes.
Devia ser proibido ex-presidentes de partido ou presidentes de partidos candidatarem a presidencia!! Este regime podre desde o 25 de Abril tirando Ramalho Eanes, so teve presidentes que foram ex-lideres de partidos!!! Podre Republica
Eanito El Estático
Há coisas que só percebemos bem quando o vemos o galo no poleiro.
Foi o caso de ver o Montepreto escolher para cantor do regime e vedeta do 25 de Abril o Tony Carreira. Que, até lá, ninguém diria que ele tivesse tão bom gosto musical…
O problema não são os debates. O problema são os comentários que se seguem aos debates e às notícias sobre tudo e nada. A culpa não é dos comentadores mas de quem decide que deve ser comentado. A imagem que fica é que os comentadores são seres superiores que têm de escrutinar tudo o que os outros fazem, dizem, etc. Muito grave!
Também há as notícias sem conteúdo algum para “encher chouriços”. Também há muitos idiotas que não percebem isto.
E os portugueses continuariam tão esclarecidos sobre as ideias dos candidatos presidenciais como estavam antes. Sem “debate”.
Mas os portugueses querem saber de algo mais além do seu individualismo, do futebol e de palhaçada! O Pão circo!
Se o Ventura fosse nascido , Portugal não teria ficado em terceiro lugar no Mundial de 1966.
Ventura arrasa Catarina, Ventura arrasado pof Catarina. Esquecendo o teor carroceiro do debate, este nunca seria útil, pois estavam frente a frente 2 candidatos a deputado/ PM, e nao à presidência. Estavam 2 partidos, não 2 candidatos a PR.
Vota Vieira
Só vota quem não tem juízo.
Até agora foi o melhor debate.
A Catarina Martins averbou mais uma derrota.
O André Ventura não lhe deu qualquer hipótese.
Quanto ao jornalista ex-R. T. P. José Alberto Carvalho…
Fez um péssimo trabalho.
Não foi isento.
Mais uma vez…
O Mário Ferreira (Presidente da Media Capital, S. A.)…
O José Eduardo Moniz (Director-Geral da TVI)…
Vêem os debates?
Sim?
Comparem…
João Barros da Costa
JOAO.BARROS.DA.COSTA@SAPO.PT
Bom, pelo menos dá para comparar os diferentes níveis da tão célebre “gravitas” associada ao cargo…
E as gravatas também, claro. Por exemplo, nunca tinha visto o Cotrim de gravata, e no primeiro debate não só veio de gravata como veio com a gravata mais “presidenciável” que já me foi dado ver: aquilo parecia feito com retalhos da bandeira nacional. Também o casaco me pareceu uns bons dois números acima, se calhar emprestaram-lho para a ocasião, juntamente com a gravata-bandeira. Sobre as calças nada digo, não deu para as ver, mas suponho que tivesse umas vestidas. Ou um kilt, também podia ser.